{"id":211306,"date":"2019-07-13T11:44:22","date_gmt":"2019-07-13T14:44:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=211306"},"modified":"2019-07-13T18:12:31","modified_gmt":"2019-07-13T21:12:31","slug":"sessentao-rock-ainda-atrai-uma-multidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/sessentao-rock-ainda-atrai-uma-multidao\/","title":{"rendered":"Sessent\u00e3o, rock ainda atrai uma multid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Um senhor de mais de 60 anos, vibrante, contestador, revolucion\u00e1rio e que provoca as mais diversas sensa\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es em quem tem contato com ele ou em quem n\u00e3o vive sem ele.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o rock&#8217;n&#8217;roll, um estilo musical que nasceu entre as d\u00e9cadas de 1940 e 1950, nos Estados Unidos, e se popularizou para o mundo. Para celebrar a relev\u00e2ncia do ritmo, que varia entre diversos estilos e \u00e9pocas, foi institu\u00eddo no Brasil o Dia Mundial do Rock, comemorado neste s\u00e1bado (13).<\/p>\n<p>A data \u00e9 uma alus\u00e3o ao Festival Live Aid que ocorreu em 1995, simultaneamente, na Filad\u00e9lfia, nos EUA, e em Londres, na Inglaterra, com a participa\u00e7\u00e3o de artistas de rock da \u00e9poca, para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o mundial sobre a situa\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica de fome e pobreza da \u00c1frica, al\u00e9m de arrecadar fundos para a causa. Durante o show, transmitido ao vivo para v\u00e1rios pa\u00edses, o cantor e baterista Phil Collins sugeriu que a data fosse lembrada como Dia Mundial do Rock.<\/p>\n<p>&#8220;Houve um ano em que a ONU (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas) fez uma men\u00e7\u00e3o condecorando o Live Aid e isso foi divulgado no Brasil e comemorado pelas r\u00e1dios brasileiras. Foi a\u00ed que institu\u00edram que a data seria o dia do rock. Isso pegou forte aqui no Brasil. L\u00e1 fora, eles n\u00e3o comemoram como dia do rock, mas todo ano eles lembram desse fato importante que foi o Live Aid&#8221;, disse o locutor da r\u00e1dio paulistana voltada para o g\u00eanero, Kiss FM, Rodrigo Branco.<\/p>\n<p>Embora muita gente afirme que o rock j\u00e1 morreu, para Branco isso n\u00e3o aconteceu e nunca acontecer\u00e1, mas \u00e9 fato que o estilo passa por ondas, o que \u00e9 normal, por ser um evento musical que surgiu h\u00e1 mais de 60 anos. \u201c\u00c9 natural que atualmente n\u00e3o tenha mais a for\u00e7a que teve no passado. De certa forma, convivemos com outros estilos mais atuais e modernos que impactam a juventude e, por isso, j\u00e1 n\u00e3o tem mais a relev\u00e2ncia que teve no sentido de alcan\u00e7ar as massas.&#8221;<\/p>\n<p>A populariza\u00e7\u00e3o de outros estilos musicais mais comercialmente rent\u00e1veis foi um dos fatores para que o cen\u00e1rio rock encolhesse no Brasil, fazendo com que a grande m\u00eddia deixasse de dar espa\u00e7o para as bandas. &#8220;Isso n\u00e3o quer dizer que tenha acabado, mas a quantidade de oferta para o grande p\u00fablico \u00e9 menor. At\u00e9 a d\u00e9cada de 1990, o estilo musical ainda aparecia nos programas populares de televis\u00e3o. Isso fazia o rock atingir mais a popula\u00e7\u00e3o, dando mais for\u00e7a para o g\u00eanero&#8221;.<\/p>\n<p>Para o produtor e apresentador da mesma r\u00e1dio, Samuel Canalli, um dos fatores que n\u00e3o deixaram a modalidade morrer foi justamente o p\u00fablico criado com v\u00e1rias bandas e estilos diferentes. &#8220;O p\u00fablico sempre vai se renovando e o interesse nunca morre. As pessoas sempre v\u00e3o querer saber sobre o rock, tanto que as bandas tocam aqui e enchem est\u00e1dios.&#8221;<\/p>\n<p>Canalli define o rock com uma palavra: revolu\u00e7\u00e3o. \u201cO rock \u00e9 um g\u00eanero que surgiu para contestar os padr\u00f5es da sociedade e os comportamentos que essa mesma sociedade espera e imp\u00f5e. O rock come\u00e7ou com os jovens se rebelando contra isso. Revolu\u00e7\u00e3o combina muito com o rock.&#8221;<\/p>\n<p>O propriet\u00e1rio do Manifesto Bar, Silvano Brancatti, define o rock como um estilo de vida e uma forma de express\u00e3o. \u201cPara muitos h\u00e1 bandas que s\u00e3o como religi\u00e3o. Para quem toca \u00e9 uma forma de transmitir mensagens de forma mais forte. H\u00e1 v\u00e1rias vertentes que d\u00e3o a possibilidade de manifesta\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de mensagens.\u201d<\/p>\n<p>Foi em uma conversa entre dois irm\u00e3os e um amigo que surgiu a ideia de criar um local para reunir aqueles que como eles, gostavam do estilo. &#8220;Em uma certa noite, pensamos: porque n\u00e3o juntar o agrad\u00e1vel com o trabalho, fazer algo que gostamos realmente? Por isso, decidimos montar a casa. Pela necessidade que havia no mercado e para tentar unir o que nosso p\u00fablico precisaria, um bom atendimento, cerveja gelada, m\u00fasica boa. E esse \u00e9 o segredo de existirmos at\u00e9 hoje&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p>Em 25 anos de exist\u00eancia, o bar, que \u00e9 refer\u00eancia para os f\u00e3s, teve apresenta\u00e7\u00f5es de bandas como o Skid Row, Marky Ramone, ex-baterista da banda Ramones, e visitas ilustres de membros de bandas internacionais que passam por S\u00e3o Paulo para fazer shows. &#8220;Elas acabam passando aqui para curtir a balada. Passaram por aqui Deep Purple, Iron Maiden, Motorh\u00ebad, Helloween, Rammstein. Eles v\u00eam e, a partir do momento em que sentem \u00e0 vontade, acabam se soltando e fazendo uma jam, participando com os m\u00fasicos da casa&#8221;.<\/p>\n<p>O bar apoia tamb\u00e9m as bandas nacionais, dando espa\u00e7o para as covers, bandas que fazem tributos aos artistas. \u201cEssas bandas s\u00e3o importantes para manter o rock vivo, porque o Brasil est\u00e1 na rota dos eventos, mas n\u00e3o \u00e9 todo final de semana que tem show, como nos EUA, ent\u00e3o, o que deixa o rock vivo s\u00e3o as bandas cover que representam muito bem as oficiais.&#8221;<\/p>\n<p>Nos corredores da Galeria do Rock, um centro comercial existente desde 1963 e localizado na regi\u00e3o central da capital paulista, o pintor e tatuador de 40 anos, Caio Jos\u00e9 da Silva, disse que admira o estilo desde os sete anos de idade. A influ\u00eancia veio dos irm\u00e3os mais velhos que j\u00e1 ouviam bandas como Kiss, Led Zeppelin, entre outras. &#8220;Veio no sangue! O rock d\u00e1 energia para n\u00f3s que batalhamos muito no dia-a-dia. O rock ajuda a extravasar de uma forma cultural e pac\u00edfica. Dever\u00edamos ter v\u00e1rios dias do rock, apesar de que rock \u00e9 todo dia, rock \u00e9 cultura&#8221;.<\/p>\n<p>O tatuador Erich Demuro, de passagem pela cidade para visitar a fam\u00edlia, tamb\u00e9m ouve o estilo musical desde crian\u00e7a, depois de seu pai o ensinar a ouvir m\u00fasica com o fone de ouvido plugado na vitrola. Desde ent\u00e3o, o g\u00eanero musical se tornou uma religi\u00e3o em sua vida. &#8220;Os primeiros \u00e1lbuns aos quais eu tive acesso foram The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, Emerson Lake and Palmer, entre outros. O rock \u00e9 algo que d\u00e1 para se comparar a algo divino. \u00c9 uma coisa que est\u00e1 no DNA, \u00e9 indescrit\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c1lvaro Augusto \u00e9 funcion\u00e1rio de uma das mais tradicionais e antigas lojas de discos da Galeria do Rock. Segundo ele, a loja, que existe h\u00e1 26 anos, tem clientes fi\u00e9is, que acompanham os lan\u00e7amentos, encomendam t\u00edtulos e pesquisam sobre as bandas. &#8220;Para se ter uma ideia, temos caixas de cole\u00e7\u00f5es de discos de vinil que custam R$ 3,9 mil, como uma dos The Beatles, que re\u00fane toda a obra da banda. Desde 2012 J\u00e1 vendemos mais de 50 dessas.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um senhor de mais de 60 anos, vibrante, contestador, revolucion\u00e1rio e que provoca as mais diversas sensa\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es em quem tem contato com ele ou em quem n\u00e3o vive sem ele. 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