{"id":212442,"date":"2019-07-31T18:48:57","date_gmt":"2019-07-31T21:48:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=212442"},"modified":"2019-07-31T18:48:57","modified_gmt":"2019-07-31T21:48:57","slug":"copom-reduz-taxa-e-juro-e-o-mais-baixo-em-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/copom-reduz-taxa-e-juro-e-o-mais-baixo-em-30-anos\/","title":{"rendered":"Copom reduz taxa e juro \u00e9 o mais baixo em 30 anos"},"content":{"rendered":"<p>Pela primeira vez em um ano e quatro meses, o Banco Central (BC) diminuiu os juros b\u00e1sicos da economia. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) reduziu a taxa Selic para 6% ao ano, com corte de 0,5 ponto percentual. A decis\u00e3o surpreendeu os analistas financeiros, que esperavam corte de 0,25 ponto.<\/p>\n<p>Com a decis\u00e3o desta quarta (31), a Selic est\u00e1 no menor n\u00edvel desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente at\u00e9 alcan\u00e7ar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros b\u00e1sicos da economia at\u00e9 que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em mar\u00e7o de 2018. Desde ent\u00e3o, a taxa n\u00e3o tinha sido alterada.<\/p>\n<p>Em comunicado, o Copom reiterou a necessidade de avan\u00e7os nas reformas estruturais da economia brasileira para que os juros permane\u00e7am em n\u00edveis baixos por longo tempo. \u201cO Copom reconhece que o processo de reformas e ajustes necess\u00e1rios na economia brasileira tem avan\u00e7ado, mas enfatiza que a continuidade desse processo \u00e9 essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recupera\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da economia\u201d, destacou.<\/p>\n<p>O Banco Central indicou que novas redu\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ocorrer nos pr\u00f3ximos meses. \u201cO Comit\u00ea avalia que a consolida\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio benigno para a infla\u00e7\u00e3o prospectiva dever\u00e1 permitir ajuste adicional no grau de est\u00edmulo\u201d, acrescentou o texto. A pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Copom est\u00e1 marcada para 18 e 19 de setembro.<\/p>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Em junho, o indicador fechou em 3,37% no acumulado de 12 meses. Depois de v\u00e1rios meses de alta no in\u00edcio do ano, o \u00edndice desacelerou nos \u00faltimos meses. Em junho, o IPCA ficou em apenas 0,01%, o menor percentual para um m\u00eas desde novembro de 2018.<\/p>\n<p>Para 2019, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) estabeleceu meta de infla\u00e7\u00e3o de 4,25%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, n\u00e3o poder\u00e1 superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, tamb\u00e9m com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria estima que o IPCA encerrar\u00e1 2019 em 3,6%, continuando abaixo de 4% at\u00e9 2021. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em 3,8%.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito mais barato<\/strong><br \/>\nA redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o cr\u00e9dito e incentivam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo em um cen\u00e1rio de baixa atividade econ\u00f4mica. No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, o BC projetava expans\u00e3o da economia de 0,8% para este ano. A expectativa est\u00e1 em linha com as do mercado. Segundo o boletim Focus, os analistas econ\u00f4micos preveem crescimento de 0,82% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos pelo pa\u00eds) em 2019.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez em um ano e quatro meses, o Banco Central (BC) diminuiu os juros b\u00e1sicos da economia. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) reduziu a taxa Selic para 6% ao ano, com corte de 0,5 ponto percentual. A decis\u00e3o surpreendeu os analistas financeiros, que esperavam corte de 0,25 ponto. 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