{"id":213066,"date":"2019-08-09T14:04:44","date_gmt":"2019-08-09T17:04:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=213066"},"modified":"2019-08-09T14:04:44","modified_gmt":"2019-08-09T17:04:44","slug":"maconha-e-a-droga-mais-consumida-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/maconha-e-a-droga-mais-consumida-no-brasil\/","title":{"rendered":"Maconha \u00e9 a droga mais consumida no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A maconha \u00e9 a subst\u00e2ncia il\u00edcita mais consumida no Brasil, segundo a pesquisa. Dados do 3\u00ba Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, divulgado pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que 7,7% dos brasileiros de 12 a 65 anos j\u00e1 usaram maconha ao menos uma vez na vida. A segunda droga com maior consumo no pa\u00eds \u00e9 a coca\u00edna em p\u00f3 (3,1%).<\/p>\n<p>O levantamento que ouviu cerca de 17 mil pessoas com idades entre 12 e 65 anos, em todo o Brasil, entre maio e outubro de 2015, \u00e9 apontado como um dos mais completos por sua abrang\u00eancia. Pesquisadores tamb\u00e9m destacaram n\u00fameros preocupantes relacionados ao uso do crack.<\/p>\n<p>Aproximadamente 1,4 milh\u00e3o de pessoas entrevistadas relataram ter feito uso de crack e similares alguma vez na vida, o que corresponde a 0,9% da popula\u00e7\u00e3o da pesquisa. Neste aspecto, o levantamento destaca um diferencial pronunciado entre homens (1,4%) e mulheres (0,4%). Nos 12 meses anteriores ao levantamento, o uso dessa droga foi reportado por 0,3% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pesquisadores explicam que estes resultados devem ser observados com cautela, uma vez que o inqu\u00e9rito domiciliar n\u00e3o \u00e9 capaz de captar as pessoas que s\u00e3o usu\u00e1rias e n\u00e3o se encontram regularmente domiciliadas ou est\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es especiais, vivendo em abrigos ou em pres\u00eddios, por exemplo.<\/p>\n<p>\u201cO percentual que encontramos no 3\u00b0 Levantamento \u00e9 inferior ao que aparece na Pesquisa Nacional do Uso do Crack [Fiocruz, 2013]. Isso porque nosso levantamento foi domiciliar. Mas os usu\u00e1rios de crack comp\u00f5em uma popula\u00e7\u00e3o majoritariamente marginalizada, que vive em situa\u00e7\u00e3o de rua. Desse modo, importante refor\u00e7ar que o levantamento corrobora o grave problema de sa\u00fade p\u00fablica que \u00e9 o uso de crack no Brasil. Mas faz isso justamente por mostrar, a partir da visibilidade diminuta dentro dos lares, que o consumo dessa subst\u00e2ncia no pa\u00eds \u00e9 um fen\u00f4meno do espa\u00e7o p\u00fablico\u201d, afirmou o coordenador da pesquisa, In\u00e1cio Bastos.<\/p>\n<p><strong>Medicamentos<\/strong><br \/>\nOutro dado destacado pelos pesquisadores diz respeito ao uso dos analg\u00e9sicos opi\u00e1ceos e dos tranquilizantes benzodiazep\u00ednicos. Nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa eles foram consumidos de forma n\u00e3o prescrita, ou de modo diferente \u00e0quele recomendado pela prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, por 0,6% e 0,4% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, respectivamente.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um n\u00famero que revela um padr\u00e3o muito preocupante, e que faz lembrar o problema norte-americano de uma d\u00e9cada atr\u00e1s, em termos de classe de subst\u00e2ncias\u201d, alertou Bastos.<\/p>\n<p><strong>Sem cigarro<\/strong><br \/>\nSobre tabaco, o coordenador da pesquisa da Fiocruz destacou uma redu\u00e7\u00e3o do consumo identificado no levantamento. \u201cOutras pesquisas t\u00eam mostrado que h\u00e1 um decl\u00ednio com rela\u00e7\u00e3o ao uso do cigarro convencional. Por outro lado, t\u00eam chamado aten\u00e7\u00e3o para formas emergentes de fumo, com a ascens\u00e3o de aparatos como cigarros eletr\u00f4nicos e narguil\u00e9s\u201d, disse Bastos.<\/p>\n<p><strong>Levantamento<\/strong><br \/>\nO 3\u00b0 Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela Popula\u00e7\u00e3o Brasileira teve sua origem numa concorr\u00eancia p\u00fablica lan\u00e7ada em 2014 pela Secretaria Nacional de Pol\u00edticas sobre Drogas (Senad), do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p>O estudo contou com a parceria de v\u00e1rias outras institui\u00e7\u00f5es, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) e a Universidade de Princeton, nos EUA.<\/p>\n<p>Francisco In\u00e1cio Bastos disse que definiu seu plano amostral a partir de crit\u00e9rios metodol\u00f3gicos semelhantes aos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) do IBGE.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um enorme desafio em realizar uma pesquisa como esta, que busque ser representativa da popula\u00e7\u00e3o brasileira. O Brasil n\u00e3o \u00e9 apenas muito heterog\u00eaneo, como tamb\u00e9m conta com regi\u00f5es muito pobres, territ\u00f3rios de popula\u00e7\u00e3o esparsa e dificuldade de acesso\u201d, avaliou o pesquisador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maconha \u00e9 a subst\u00e2ncia il\u00edcita mais consumida no Brasil, segundo a pesquisa. Dados do 3\u00ba Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, divulgado pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que 7,7% dos brasileiros de 12 a 65 anos j\u00e1 usaram maconha ao menos uma vez na vida. 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