{"id":215408,"date":"2019-09-09T20:34:30","date_gmt":"2019-09-09T23:34:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=215408"},"modified":"2019-09-09T21:01:58","modified_gmt":"2019-09-10T00:01:58","slug":"pezao-encheu-a-conta-com-30-milhoes-em-propina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/pezao-encheu-a-conta-com-30-milhoes-em-propina\/","title":{"rendered":"Pez\u00e3o encheu a conta com 30 milh\u00f5es em propina"},"content":{"rendered":"<p>O ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pez\u00e3o, atualmente preso, recebeu cerca de R$ 30 milh\u00f5es em propina, no per\u00edodo em que era vice-governador do estado, na gest\u00e3o de S\u00e9rgio Cabral. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita pelo delator da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato Carlos Miranda, que atuava como operador financeiro no governo. Miranda foi interrogado nesta segunda-feira (9) pelo juiz Marcelo Bretas, da 7\u00aa Vara Federal Criminal.<\/p>\n<p>Perguntado pelo juiz sobre o valor da propina destinada a Pez\u00e3o, quando era vice-governador, Miranda foi detalhando as quantias que, segundo ele, envolviam mesada fixa de R$ 150 mil, al\u00e9m de um 13\u00ba sal\u00e1rio e mais quantias extras milion\u00e1rias, pagas como b\u00f4nus. Pez\u00e3o foi vice de Cabral entre 2007 e 2014.<\/p>\n<p>\u201cEle recebia R$ 150 mensais, mais o 13\u00ba, e tinha o b\u00f4nus. De 2007 a 2014. Dava uns R$ 2 milh\u00f5es por ano [mais o b\u00f4nus]. Na primeira vez o b\u00f4nus foi R$ 1,5 milh\u00e3o e, na segunda vez, se n\u00e3o me engano, foi R$ 1 milh\u00e3o. Em 2008, teve o ano inteiro, mais o 13\u00ba, mais o b\u00f4nus da High End [sistema de som em sua casa]\u201d, disse Miranda, durante interrogat\u00f3rio sobre a Opera\u00e7\u00e3o Boca de Lobo, desdobramento da Lava Jato, que levou Pez\u00e3o \u00e0 cadeia, em novembro de 2018.<\/p>\n<p>Bretas calculou os montantes pagos e estimou entre R$ 25 milh\u00f5es e R$ 30 milh\u00f5es o total pago a Pez\u00e3o, enquanto vice-governador, o que foi confirmado pelo delator, que n\u00e3o soube dizer se, depois de assumir o governo do estado, em 2014, o esquema continuou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram interrogados por Bretas o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Jonas Lopes J\u00fanior, seu filho, Jonas Lopes Neto, os irm\u00e3os doleiros Marcelo e Renato Chebar, o empreiteiro Ricardo Pernambuco J\u00fanior, da Carioca Engenharia, e o operador financeiro \u00c1lvaro Novis, da corretora de valores Hoya. Todos s\u00e3o r\u00e9us colaboradores e disseram que mantinham rela\u00e7\u00f5es principalmente com Cabral ou seus emiss\u00e1rios, sem contato direto com Pez\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Defesa<\/strong><br \/>\nA defesa do ex-governador Luiz Fernando Pez\u00e3o foi procurada pela Ag\u00eancia Brasil, mas, at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria, n\u00e3o havia se manifestado. Em ocasi\u00f5es anteriores, quando perguntada, a defesa tem sustentado que o ex-governador n\u00e3o recebeu qualquer tipo de propina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pez\u00e3o, atualmente preso, recebeu cerca de R$ 30 milh\u00f5es em propina, no per\u00edodo em que era vice-governador do estado, na gest\u00e3o de S\u00e9rgio Cabral. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita pelo delator da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato Carlos Miranda, que atuava como operador financeiro no governo. 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