{"id":215961,"date":"2019-09-17T09:57:06","date_gmt":"2019-09-17T12:57:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=215961"},"modified":"2019-09-17T16:59:45","modified_gmt":"2019-09-17T19:59:45","slug":"missao-dificil-de-tentar-buscar-a-igualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/missao-dificil-de-tentar-buscar-a-igualdade\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o (dif\u00edcil) de tentar buscar a igualdade"},"content":{"rendered":"<p>A edi\u00e7\u00e3o 2019 do Mundial de Nata\u00e7\u00e3o Paral\u00edmpica terminou na segunda, 16, em Londres. O Brasil fechou o evento com 17 medalhas. Poderiam ser mais, principalmente se Andr\u00e9 Brasil, um dos maiores nomes do paradesporto brasileiro em todos os tempos, tivesse competido. Aos 35 anos de idade, ele ainda tem potencial para nadar em alt\u00edssimo n\u00edvel. Ficou fora do Mundial porque, desde o in\u00edcio do ano, foi considerado ineleg\u00edvel para os nados livre, costas e borboleta. A grosso modo, \u00e9 como se Andr\u00e9 n\u00e3o fosse considerado deficiente \u201co suficiente\u201d para participar destas disputas, mas podendo nadar no estilo peito, que n\u00e3o \u00e9 a especialidade do brasileiro.<\/p>\n<p>A nata\u00e7\u00e3o \u00e9 um esporte que permite a presen\u00e7a de atletas com os mais diversos tipos de defici\u00eancias. Eles s\u00e3o divididos em 14 classes funcionais. Uma destinada a pessoas com defici\u00eancia intelectual, tr\u00eas para deficientes visuais e outras dez para as defici\u00eancias f\u00edsico-motoras, onde ocorrem as principais pol\u00eamicas.<\/p>\n<p>Classificar os atletas \u00e9 uma miss\u00e3o dif\u00edcil e at\u00e9 mesmo ingrata. O processo \u00e9 feito por profissionais altamente especializados, que trabalham por anos para poderem atuar. Um atleta classificado de maneira equivocada pode ter grande vantagem ou grande desvantagem perante os rivais. Apesar disso as pol\u00eamicas existem. E, por mais que seja duro admitir, elas nunca v\u00e3o acabar. Por mais que se busque a objetividade, h\u00e1 crit\u00e9rios que passam pela subjetividade. No caso dos atletas paral\u00edmpicos, o que se busca \u00e9 montar em classes grupos de pessoas que sejam fisicamente equivalentes, mas a igualdade total \u00e9 uma utopia, ainda mais falando de pessoas com hist\u00f3ricos m\u00e9dicos absolutamente distintos.<\/p>\n<p>Todavia, por mais que a perfei\u00e7\u00e3o n\u00e3o exista, \u00e9 preciso buscar ao m\u00e1ximo a igualdade, essencial para promover a justi\u00e7a. E este processo passa pela transpar\u00eancia. O Comit\u00ea Paral\u00edmpico Internacional sabe disso, mas \u00e9 preciso ir al\u00e9m. Um deles foi a decis\u00e3o de n\u00e3o mudar atletas de classe durante os Jogos Paral\u00edmpicos do Rio, em 2016. Antes do Mundial que terminou ontem, por\u00e9m, v\u00e1rios atletas estavam ainda com o processo de classifica\u00e7\u00e3o em revis\u00e3o, o que cria uma inseguran\u00e7a em quem compete. \u00c9 inadmiss\u00edvel que atletas e equipes t\u00e9cnicas cheguem \u00e0s v\u00e9speras de uma disputa sem saber exatamente contra quem v\u00e3o competir e quais foram os crit\u00e9rios que definiram quem s\u00e3o os advers\u00e1rios. Logo antes do mundial, a nadadora norte-americana Jessica Long, 13 vezes campe\u00e3 paral\u00edmpica, concedeu uma entrevista \u00e0 rede BBC falando sobre a ang\u00fastia gerada pelo processo atual de classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia e a an\u00e1lise tecnol\u00f3gica devem ajudar no aprimoramento da classifica\u00e7\u00e3o de atletas. Mas n\u00e3o resolver\u00e1 todos os problemas. Cabe ao Comit\u00ea Paral\u00edmpico Internacional e a todos os comit\u00eas nacionais trabalharem para trazer a clareza necess\u00e1ria para que os atletas tenham seguran\u00e7a e o p\u00fablico a certeza de que assiste um evento onde todos competem em condi\u00e7\u00f5es semelhantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A edi\u00e7\u00e3o 2019 do Mundial de Nata\u00e7\u00e3o Paral\u00edmpica terminou na segunda, 16, em Londres. O Brasil fechou o evento com 17 medalhas. Poderiam ser mais, principalmente se Andr\u00e9 Brasil, um dos maiores nomes do paradesporto brasileiro em todos os tempos, tivesse competido. 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