{"id":216483,"date":"2019-09-25T00:01:21","date_gmt":"2019-09-25T03:01:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=216483"},"modified":"2019-09-25T04:34:52","modified_gmt":"2019-09-25T07:34:52","slug":"policia-prende-sete-por-tortura-em-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/policia-prende-sete-por-tortura-em-mercado\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia prende sete por tortura em mercado"},"content":{"rendered":"<p>Cinco pessoas foram presas nesta ter\u00e7a (24) acusadas de terem torturado um rapaz de cerca de 37 anos em um supermercado de S\u00e3o Paulo. As pris\u00f5es s\u00e3o tempor\u00e1rias, por 30 dias. Uma sexta pessoa, acusada de tamb\u00e9m ter participado do crime, est\u00e1 foragida.<\/p>\n<p>Segundo a Pol\u00edcia Civil, dos seis indiciados pelo crime de tortura, quatro eram funcion\u00e1rios do estabelecimento e dois, de uma empresa de seguran\u00e7a. Um dos suspeitos teria sido o autor do v\u00eddeo e divulgado nas redes sociais.<\/p>\n<p>Na semana passada, um v\u00eddeo mostrou seguran\u00e7as batendo com um bast\u00e3o e usando uma arma de choque contra um homem acusado de furto. A v\u00edtima ainda teve a boca amorda\u00e7ada com fio el\u00e9trico. A tortura durou cerca de 15 minutos.<\/p>\n<p>O caso aconteceu no supermercado Extra Morumbi, na zona sul paulistana. O supermercado lamentou o fato e disse, por meio de nota, que pro\u00edbe o uso de qualquer tipo de viol\u00eancia. Um inqu\u00e9rito foi aberto no 89\u00ba Distrito Policial para apurar os fatos. A empresa de seguran\u00e7a Comando G8, respons\u00e1vel pelo servi\u00e7o de guarda patrimonial do estabelecimento afirmou que um dos funcion\u00e1rios citado no caso foi identificado e afastado. Esta foi a segunda den\u00fancia de tortura praticada por seguran\u00e7as de supermercado somente neste m\u00eas, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>De acordo com os delegados Roberta Guerra Maransaldi e Estev\u00e3o Tirone de Almeida Castro, ambos do 89\u00ba Distrito Policial (Jardim Tabo\u00e3o), dois acusados j\u00e1 prestaram depoimento e confirmaram participa\u00e7\u00e3o na tortura. Tr\u00eas ser\u00e3o ouvidos amanh\u00e3(25).<\/p>\n<p>Em depoimento, um dos acusados confessou ter torturado a v\u00edtima com aplica\u00e7\u00e3o de choques el\u00e9tricos, equipamento que ele disse ser seu mesmo. Por isso ele foi denunciado pelo crime de tortura. Outro suspeito teria sido respons\u00e1vel por golpear a v\u00edtima com vassoura e tamb\u00e9m ser\u00e1 indicado por tortura ativa. Os demais foram denunciados por tortura de forma omissa j\u00e1 que, embora n\u00e3o tivessem torturado a v\u00edtima, permitiram que ela fosse torturada pelos demais. No caso da pr\u00e1tica da tortura, a pena pode chegar a 8 anos de reclus\u00e3o. J\u00e1 no caso de omiss\u00e3o, a pena \u00e9 de at\u00e9 quatro anos de reclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo os delegados, o caso ficou conhecido apenas recentemente, mas pode ter ocorrido entre abril de 2017 e janeiro do ano passado. A v\u00edtima foi torturada ap\u00f3s ter furtado tr\u00eas pe\u00e7as de carne. Esta era a terceira vez em que ela era pega furtando no mercado.<\/p>\n<p>\u201cNo dia do crime, o Setor de Preven\u00e7\u00e3o de Perdas [do supermercado] surpreendeu uma pessoa furtando e pegando tr\u00eas pe\u00e7as de carne. No momento em que ele [o rapaz suspeito de furtar carne] deixava o supermercado, quatro funcion\u00e1rios do supermercado o detiveram, chamaram os seguran\u00e7as e o conduziram para uma sala que n\u00e3o tinha utiliza\u00e7\u00e3o no supermercado. Os funcion\u00e1rios pediram para que os seguran\u00e7as ficassem na porta, impedindo o acesso de outras pessoas. Por dez minutos eles ficaram com a v\u00edtima na sala praticando torturas. Passados dez minutos, os seguran\u00e7as entraram na sala, a v\u00edtima gritava muito, e n\u00e3o cessaram a tortura. L\u00e1 eles permaneceram por mais cinco minutos. Quando os seguran\u00e7as entraram, a v\u00edtima j\u00e1 estava com as cal\u00e7as abaixadas e amorda\u00e7ada. No v\u00eddeo d\u00e1 para ver a utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina de choque e tamb\u00e9m a utiliza\u00e7\u00e3o de um cabo de vassoura\u201d, disse a delegada.<\/p>\n<p>A v\u00edtima j\u00e1 foi identificada, mas ainda n\u00e3o foi localizada pela Pol\u00edcia, que tenta convenc\u00ea-la a prestar depoimento e reconhecer os autores da tortura.<\/p>\n<p><strong>Outro caso<\/strong><br \/>\nNo in\u00edcio do m\u00eas, a Pol\u00edcia Civil come\u00e7ou uma investiga\u00e7\u00e3o sobre um outro v\u00eddeo que circulava nas redes sociais mostrando um adolescente nu e amorda\u00e7ado sendo chicoteado por seguran\u00e7as do supermercado Ricoy, na zona sul paulistana. Ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o do primeiro v\u00eddeo, surgiram outras imagens de maus tratos que teriam sido praticados no mesmo estabelecimento.<\/p>\n<p>Os dois seguran\u00e7as acusados de chicotear o jovem foram presos. Em nota, o supermercado afirmou que \u201ctodos os casos de agress\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o ou viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos devem ser punidos com o maior rigor da lei. Por isso o Ricoy est\u00e1 colaborando com as investiga\u00e7\u00f5es de forma irrestrita e proativa\u201d. O comunicado diz ainda que o supermercado nunca orientou \u201cqualquer conduta que estimule a viol\u00eancia, a discrimina\u00e7\u00e3o, a coa\u00e7\u00e3o, o constrangimento ou a for\u00e7a desmedida e desnecess\u00e1ria\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco pessoas foram presas nesta ter\u00e7a (24) acusadas de terem torturado um rapaz de cerca de 37 anos em um supermercado de S\u00e3o Paulo. As pris\u00f5es s\u00e3o tempor\u00e1rias, por 30 dias. Uma sexta pessoa, acusada de tamb\u00e9m ter participado do crime, est\u00e1 foragida. 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