{"id":216520,"date":"2019-09-25T10:14:36","date_gmt":"2019-09-25T13:14:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=216520"},"modified":"2019-09-25T10:14:36","modified_gmt":"2019-09-25T13:14:36","slug":"temperatura-aumenta-e-eleva-nivel-dos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/temperatura-aumenta-e-eleva-nivel-dos-oceanos\/","title":{"rendered":"Temperatura aumenta e eleva n\u00edvel dos oceanos"},"content":{"rendered":"<p>O Painel Intergovernamental sobre as Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas (IPCC), criado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), apresentou nesta quarta-feira (25) um relat\u00f3rio dedicado aos efeitos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas nos oceanos e nas massas de gelo permanentes da Terra. A devasta\u00e7\u00e3o dos mares e das regi\u00f5es geladas devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas \u00e9 o grande problema apontado no documento.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente priorizar &#8220;a\u00e7\u00f5es oportunas, ambiciosas e coordenadas&#8221; de forma a enfrentar estas mudan\u00e7as &#8220;sem precedentes e duradouras&#8221; nos oceanos e na criosfera \u2013 regi\u00f5es cobertas por gelo e neve permanentes e que constituem 10% da superf\u00edcie do planeta \u2013, alerta o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Durante este s\u00e9culo, os oceanos poder\u00e3o sofrer altera\u00e7\u00f5es &#8220;sem precedentes&#8221;, com temperaturas mais altas, \u00e1gua mais \u00e1cida, menos oxig\u00e9nio e condi\u00e7\u00f5es alteradas de produ\u00e7\u00e3o de recursos.<\/p>\n<p>O gelo das regi\u00f5es geladas, como o \u00c1rtico por exemplo, est\u00e3o derreteno a um ritmo nunca antes registado e, em consequ\u00eancia, o n\u00edvel dos oceanos est\u00e1 elevando pondo em causa a vida de mais de milh\u00f5es de pessoas, advertem os cientistas no documento.<\/p>\n<p>O IPCC estabelece que &#8220;o oceano e a criosfera acolhem habitats \u00fanicos e est\u00e3o ligados a outros componentes do sistema clim\u00e1tico atrav\u00e9s de trocas globais de \u00e1gua, energia e carbono&#8221;.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que cerca de &#8220;670 milh\u00f5es de pessoas nas regi\u00f5es de alta montanha e 680 milh\u00f5es de pessoas nas zonas costeiras mais baixas dependem diretamente destes sistemas&#8221;. Por exemplo, pelo menos &#8220;4 milh\u00f5es de pessoas vivem permanentemente na regi\u00e3o do \u00c1rtico&#8221; e ser\u00e3o afetadas com o degelo e a subida do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>Este relat\u00f3rio destaca, ainda, os benef\u00edcios de uma adapta\u00e7\u00e3o &#8220;ambiciosa e eficaz para o desenvolvimento sustent\u00e1vel&#8221; e os &#8220;custos e riscos crescentes de uma a\u00e7\u00e3o adiada&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Mais 1\u00baC<\/strong><br \/>\nA temperatura global j\u00e1 &#8220;atingiu 1.\u00baC acima do n\u00edvel pr\u00e9-industrial&#8221;, alertam os cientistas. Este aquecimento global deve-se \u00e0s &#8220;emiss\u00f5es passadas e atuais de gases de efeito de estufa&#8221; e j\u00e1 h\u00e1 provas &#8220;esmagadoras de que isso pode provocar profundas consequ\u00eancias para os ecossistemas e as pessoas&#8221;.<\/p>\n<p>Os cientistas do painel constataram que os oceanos est\u00e3o aumentando a temperatura desde 1970, absorvendo &#8220;mais de 90% do calor em excesso no sistema clim\u00e1tico&#8221;, com ondas de calor marinho duas vezes mais frequentes desde 1982.<\/p>\n<p>&#8220;Ao absorver mais di\u00f3xido de carbono, o oceano sofreu um aumento da acidez \u00e0 superf\u00edcie&#8221;, esclarecem os cientistas, considerando muito prov\u00e1vel que 20 a 30% do di\u00f3xido de carbono (CO2) emitido pela atividade humana desde 1980 foi parar no oceano e provocou uma perda de oxig\u00e9nio desde a superf\u00edcie marinha at\u00e9 aos mil metros de profundidade.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que com o degelo e a diminui\u00e7\u00e3o permanente das massas geladas amea\u00e7a libertar ainda mais di\u00f3xido de carbono e, assim, acelerar ainda mais esta devasta\u00e7\u00e3o dos oceanos e da criosfera.O IPCC diz que esta subida do n\u00edvel m\u00e9dio global dos oceanos foi acentuada no per\u00edodo de 2006 a 2015 em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo s\u00e9culo e a um ritmo de 3,6 mil\u00edmetros por ano, atribuindo-a principalmente \u00e0s massas de gelo e glaciares que derreteram.<\/p>\n<p>Na Ant\u00e1rtida, as perdas de gelo &#8220;triplicaram no per\u00edodo entre 2007 e 2016 em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo 1997-2006&#8221;, o relat\u00f3rio conclue com &#8220;confian\u00e7a alta&#8221; que &#8220;a causa dominante da subida do n\u00edvel m\u00e9dio do mar desde 1970 tem origem humana&#8221;.<\/p>\n<p>Os cientistas prev\u00eaem que a subida do n\u00edvel dos oceanos atinja 15 mil\u00edmetros por ano em 2100 e &#8220;v\u00e1rios cent\u00edmetros por ano no s\u00e9culo XXII&#8221;. No entanto, n\u00e3o descartam a possibilidade de a subida do mar ser uma realidade anual ainda neste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Os cientistas do painel dizem que uma &#8220;redu\u00e7\u00e3o urgente das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa&#8221; pode limitar e desacelerar as mudan\u00e7as nos oceanos e na criosfera, assim como possivelmente preservar &#8220;os ecossistemas e os meios de subsist\u00eancia&#8221; que dependem dos oceanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Painel Intergovernamental sobre as Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas (IPCC), criado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), apresentou nesta quarta-feira (25) um relat\u00f3rio dedicado aos efeitos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas nos oceanos e nas massas de gelo permanentes da Terra. 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