{"id":218106,"date":"2019-10-17T18:36:50","date_gmt":"2019-10-17T21:36:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=218106"},"modified":"2019-10-17T18:37:19","modified_gmt":"2019-10-17T21:37:19","slug":"quem-enfrentou-cancer-ajuda-mulheres-mastectomizadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/quem-enfrentou-cancer-ajuda-mulheres-mastectomizadas\/","title":{"rendered":"Quem enfrentou c\u00e2ncer ajuda mulheres mastectomizadas"},"content":{"rendered":"<p>Receber o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Ningu\u00e9m est\u00e1 preparado para encarar uma situa\u00e7\u00e3o como essa, e a hist\u00f3ria de Aline Martins n\u00e3o foi diferente. A not\u00edcia veio em 2015, momento de estabilidade na vida da empres\u00e1ria, que \u00e0 \u00e9poca amamentava o filho Pedro, de 1 ano e 2 meses. Ap\u00f3s notar um n\u00f3dulo no seio e procurar um mastologista, veio a not\u00edcia avassaladora: c\u00e2ncer de mama. A doen\u00e7a, claro, trouxe medo, inseguran\u00e7a, mas trouxe tamb\u00e9m for\u00e7a, f\u00e9, vontade de vencer, muita compaix\u00e3o e a escolha de fazer a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Tudo isso resultou em uma reviravolta na vida de Aline, que at\u00e9 ent\u00e3o trabalhava como designer de interiores. Motivada pela vontade de acolher, ajudar e fazer a diferen\u00e7a na vida de mulheres que tamb\u00e9m enfrentaram a doen\u00e7a, decidiu mudar de profiss\u00e3o e junto a irm\u00e3 e s\u00f3cia Andressa Martins, se especializou na reconstru\u00e7\u00e3o de ar\u00e9olas e mamilos, por meio da micropigmenta\u00e7\u00e3o param\u00e9dica. O resultado? Realiza\u00e7\u00e3o pessoal e profissional.<\/p>\n<p>Segundo as empres\u00e1rias, ajudar essas mulheres significa transformar todo sofrimento que passaram em amor, e Aline fala isso com propriedade, j\u00e1 que passou pela situa\u00e7\u00e3o e entende como \u00e9 relevante estar bem consigo mesma. \u201cO trabalho que fazemos \u00e9 muito importante para levantar a autoestima. Parece uma coisa boba, mas faz toda a diferen\u00e7a. Ou\u00e7o muito o relato dessas mulheres que fazem a reconstru\u00e7\u00e3o da mama, que fazem um trabalho de micropigmenta\u00e7\u00e3o, elas se sentem completas e \u00e9 como se fosse um ponto final, entender que aquela fase acabou e que a vida segue\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Trajet\u00f3ria<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s saber do c\u00e2ncer de mama, Aline descobriu ainda que estava com uma met\u00e1stase, tinha v\u00e1rios n\u00f3dulos no pulm\u00e3o, e o tratamento seria muito dif\u00edcil. \u201cO primeiro m\u00e9dico n\u00e3o me deu expectativa de progn\u00f3stico, e me passou as informa\u00e7\u00f5es de uma forma muito dura. J\u00e1 o segundo m\u00e9dico, que \u00e9 o meu oncologista, mesmo me dando um diagn\u00f3stico igual, falou de uma forma muito humana. Aquilo ali j\u00e1 em um primeiro momento me tocou, a forma como ele falou, com serenidade, me deu uma esperan\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o e eu me agarrei a isso para poder sobreviver, mesmo sabendo da gravidade\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo Aline, antes de tudo acontecer ela estava em uma fase muito boa da vida. \u201cEstava muito feliz, com um filho de um ano e dois meses que foi muito planejado. Minha filha tamb\u00e9m estava fazendo faculdade na \u00e9poca. Estava voltando para o mercado de trabalho, ap\u00f3s ter dado uma pausa para cuidar do meu filho, e a maternidade era algo que eu tinha sonhado muito\u201d, conta.<\/p>\n<p>Durante o tratamento, Aline enfrentou muitos momentos dif\u00edceis. Encarar a perda dos cabelos foi um deles. \u201cFoi complicado, muito cruel para mim raspar o cabelo, mexeu muito com a minha autoestima, e foi ali que eu entendi a gravidade, como era qu\u00edmico tudo aquilo, como era forte aquela medica\u00e7\u00e3o que estava entrando no meu corpo, como aquilo tudo estava realmente me afetando\u201d, relata.<\/p>\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 a perda da mama, j\u00e1 que muitas mulheres precisam retira-la por completo. \u201cMe afetou muito ficar sem as mamas, foi um ano at\u00e9 fazer a reconstru\u00e7\u00e3o. Fiz, mas tive um problema e precisei tirar a pr\u00f3tese. Voltar para o centro cir\u00fargico para tirar a mama e saber que eu ia ter que ficar um per\u00edodo sem, foi muito duro tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Pode parecer estranho, mas Aline conta que a pior fase foi ap\u00f3s o tratamento. \u201cQuando acabou eu tive aquela famosa abstin\u00eancia, da equipe m\u00e9dica, da rotina de exame, de medica\u00e7\u00e3o. E esse momento \u00e9 um momento de desespero, de vazio. Tive que lidar com ansiedade, com a depress\u00e3o que at\u00e9 ent\u00e3o eu n\u00e3o tinha tido, e muitas pessoas n\u00e3o compreendem isso, achavam que deveria dar gra\u00e7as a Deus em vez de sofrer\u201d.<\/p>\n<p>Mas ela explica que por isso \u00e9 importante um trabalho de acolhimento, at\u00e9 para que as pacientes saibam que n\u00e3o est\u00e3o sozinhas com esses sentimentos e sensa\u00e7\u00f5es. \u201cEu acho t\u00e3o importante voc\u00ea saber que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 com voc\u00ea. Isso \u00e9 normal, faz parte quimicamente, seu corpo est\u00e1 muito afetado\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Apoio familiar<\/strong><br \/>\nTer com quem contar em todos os momentos da vida \u00e9 essencial, mas em casos como o de Aline, o apoio familiar faz toda a diferen\u00e7a. Ela conta como foi importante ter a irm\u00e3 Andressa por perto. \u201cMinha irm\u00e3 foi sempre muito presente durante todo o processo, desde quando recebi o diagn\u00f3stico, ela me acompanhou em todas as fases. Hoje somos s\u00f3cias, ela \u00e9 minha parceira de tudo na vida. A gente se aproximou muito. Eu n\u00e3o sei se eu conseguiria ter passado por tudo sem ela. Eu tenho muito amor pela minha irm\u00e3, ela \u00e9 um anjo que Deus colocou na minha vida. \u00c9 a pessoa que eu mais confio no mundo\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Vida Nova<\/strong><br \/>\nAline revela que depois de tantas transforma\u00e7\u00f5es o que mudou de verdade foi o significado de sua vida. \u201cDepois que eu tive o c\u00e2ncer. Tentei manter o quanto pude o meu trabalho, mas come\u00e7ou a ficar bem cansativo, principalmente pelos eventos. Estava me desgastando muito, n\u00e3o conseguia desconectar, at\u00e9 que meu oncologista sugeriu que eu n\u00e3o trabalhasse naquele momento, porque eu tinha um desgaste f\u00edsico muito grande. Durante todo esse processo, minha vis\u00e3o de vida mudou completamente, al\u00e9m disso, mudei meu trabalho, meu estado civil, minha f\u00e9, e a minha profiss\u00e3o. Mudou tudo\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 n\u00e3o via sentido na minha profiss\u00e3o, durante o tratamento comecei a fazer um trabalho de acolhimento. Conversava muito com mulheres que passavam pela mesma situa\u00e7\u00e3o e queria fazer algo que ajudasse na quest\u00e3o da autoestima com pacientes oncol\u00f3gicos\u201d, diz.<\/p>\n<p>Quando tudo parecia mais tranquilo, ap\u00f3s o tratamento, uma nova surpresa. \u201cQuando eu fui fazer a cirurgia de reconstru\u00e7\u00e3o, colocar a pr\u00f3tese ap\u00f3s ficar um per\u00edodo sem a mama, passei por um novo problema p\u00f3s-cir\u00fargico, e nesse momento eu convivi com muitas mulheres que tinham tido problemas na mama e n\u00e3o s\u00f3 pacientes oncol\u00f3gicos\u201d.<\/p>\n<p>Foi a\u00ed que Aline decidiu que n\u00e3o queria mais fazer a cirurgia de reconstru\u00e7\u00e3o de mamilo, mas sim, camuflar, e come\u00e7ou a pesquisar sobre a micropigmenta\u00e7\u00e3o param\u00e9dica. \u201cFalei com a minha irm\u00e3, expliquei que queria aprender a fazer reconstru\u00e7\u00e3o de mamilos atrav\u00e9s de micropigmenta\u00e7\u00e3o. Perguntei se ela toparia fazer isso comigo. Disse que a gente teria que estudar, ir para outro estado, iniciar uma nova profiss\u00e3o. Eu sabia tamb\u00e9m da import\u00e2ncia dessa parte est\u00e9tica para as mulheres, e sabia que ser\u00edamos muito felizes fazendo isso, j\u00e1 pensando em realizar a\u00e7\u00f5es sociais, j\u00e1 que muitas mulheres n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de fazer esse procedimento\u201d.<\/p>\n<p><strong>Como participar<\/strong><br \/>\nA Umanas Micropigmenta\u00e7\u00e3o oferece o tratamento de reconstru\u00e7\u00e3o de ar\u00e9olas e mamilos gratuitamente para mulheres que n\u00e3o podem arcar com os custos do procedimento. E nesse m\u00eas, de preven\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer de mama, as irm\u00e3s ganharam adeptos. Na campanha Dona Poderosa, os servi\u00e7os de cronograma capilar, micropigmenta\u00e7\u00e3o labial, oferecidos por outras profissionais, e micropigmenta\u00e7\u00e3o de sobrancelhas, ofertado pela Umanas, ter\u00e3o parte do lucro revertidos na compra de materiais para a a\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es s\u00e3o realizadas na cl\u00ednica onde as irm\u00e3s atendem. As interessadas entram em contato pelo Whatsapp (61) 98134-0445. Na sequ\u00eancia \u00e9 enviado um question\u00e1rio para saber se a paciente est\u00e1 apta, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 renda e o tempo cir\u00fargico, ou seja, \u00e9 feita uma anamnese. Estando tudo ok, elas entram em contato para agendar a avalia\u00e7\u00e3o f\u00edsica e conversam para entender as necessidades. Com tudo certo, a selecionada vai para a fila de espera. Todas as informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o no instagram @umanas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Receber o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Ningu\u00e9m est\u00e1 preparado para encarar uma situa\u00e7\u00e3o como essa, e a hist\u00f3ria de Aline Martins n\u00e3o foi diferente. A not\u00edcia veio em 2015, momento de estabilidade na vida da empres\u00e1ria, que \u00e0 \u00e9poca amamentava o filho Pedro, de 1 ano e 2 meses. 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