{"id":218652,"date":"2019-10-25T11:18:16","date_gmt":"2019-10-25T13:18:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=218652"},"modified":"2019-10-25T18:37:39","modified_gmt":"2019-10-25T20:37:39","slug":"mais-mulheres-e-mais-velhos-cuidam-das-terras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mais-mulheres-e-mais-velhos-cuidam-das-terras\/","title":{"rendered":"Mais mulheres, e mais velhos, cuidam da terra"},"content":{"rendered":"<p>A participa\u00e7\u00e3o de mulheres na dire\u00e7\u00e3o dos estabelecimentos agropecu\u00e1rios aumentou entre 2006 e 2017, passando de 12,7% para 18,7% do total de 5,056 milh\u00f5es de produtores, com um total de 946 mil mulheres. Al\u00e9m disso, outras 817 mil participam da dire\u00e7\u00e3o do estabelecimento de forma compartilhada com o c\u00f4njuge.<\/p>\n<p>\u00c9 o que mostram os resultados definitivos do Censo Agropecu\u00e1rio 2017, divulgado nesta sexta (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A pesquisa fez uma fotografia do campo brasileiro no dia 30 de setembro de 2017, com dados relativos ao per\u00edodo entre 1\u00ba de outubro de 2016 e a data base.<\/p>\n<p>Para o gerente do censo, Ant\u00f4nio Florido, pode estar havendo uma substitui\u00e7\u00e3o no comando por diversas raz\u00f5es. \u201cN\u00e3o \u00e9 que o campo esteja atraindo mulheres. \u00c9 uma substitui\u00e7\u00e3o de comando por envelhecimento, ou falecimento, aposentadorias, ou porque o marido teve que buscar outra atividade para manter a fam\u00edlia e as mulheres ent\u00e3o aparecem assumindo essa fun\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A pergunta sobre ra\u00e7a e cor entrou pela primeira vez no censo agropecu\u00e1rio em 2017. Os resultados mostram semelhan\u00e7as com a distribui\u00e7\u00e3o constatada nos censos demogr\u00e1ficos brasileiros, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua) 2017. Foi verificado que 45,4% dos produtores eram brancos, 44,5% pardos, 8,4% pretos, 1,1% amarelos e 0,6% ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><strong>Envelhecimento<\/strong><br \/>\nQuanto \u00e0 idade, o censo revela que n\u00e3o h\u00e1 renova\u00e7\u00e3o geracional nos estabelecimentos agr\u00edcolas. Se o comando das atividades por menores de 25 anos era de 3,3% em 2006, a propor\u00e7\u00e3o caiu para 2% em 2017, enquanto a participa\u00e7\u00e3o de maiores de 65 anos subiu de 17,5% para 23,2%. Na faixa entre 25 e 35 anos, a taxa caiu de 13,6% para 9,3% e entre 55 e 65 anos passou de 20,4% para 23,5%. Isso se refletiu tamb\u00e9m no aumento de 92% no n\u00famero de produtores que recebem aposentadoria.<\/p>\n<p>Para o gerente do censo, \u00e9 um motivo de preocupa\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 um envelhecimento natural, o produtor est\u00e1 envelhecendo, foram 11 anos desde o \u00faltimo censo. S\u00f3 que n\u00e3o est\u00e1 havendo uma reposi\u00e7\u00e3o de produtores com idades menores. \u00c9 preciso, e j\u00e1 h\u00e1 pol\u00edticas para fixar o jovem no campo, para dar condi\u00e7\u00f5es dele se manter no campo com qualidade de vida\u201d.<\/p>\n<p><strong>Escolaridade<\/strong><br \/>\nCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolaridade, comprova-se a falta de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal no campo. Cerca de 15,5% dos mais de 5 milh\u00f5es de produtores nunca frequentaram a escola e 23,03% declararam n\u00e3o saber ler e escrever. Do total, 73% cursaram apenas o ensino fundamental, sendo que 66,5% destes n\u00e3o conclu\u00edram a fase. Verificou-se uma melhora na taxa de analfabetismo, j\u00e1 que em 2006, 24,5% n\u00e3o sabia ler nem escrever. Do total de produtores, 283 mil cursaram a gradua\u00e7\u00e3o e 14,5 mil fizeram mestrado ou doutorado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A participa\u00e7\u00e3o de mulheres na dire\u00e7\u00e3o dos estabelecimentos agropecu\u00e1rios aumentou entre 2006 e 2017, passando de 12,7% para 18,7% do total de 5,056 milh\u00f5es de produtores, com um total de 946 mil mulheres. 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