{"id":219178,"date":"2019-10-31T15:48:49","date_gmt":"2019-10-31T17:48:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=219178"},"modified":"2019-10-31T19:50:12","modified_gmt":"2019-10-31T21:50:12","slug":"mercado-informal-ocupa-mais-mao-de-obra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mercado-informal-ocupa-mais-mao-de-obra\/","title":{"rendered":"Mercado informal ocupa mais m\u00e3o-de-obra"},"content":{"rendered":"<p>Houve discreto aumento no n\u00famero de pessoas ocupadas no pa\u00eds, que chegou a 93,8 milh\u00f5es no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 0,5% na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre encerrado em junho deste ano, equivalente a 459 mil pessoas, e de 1,6% na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o contingente de pessoas que conseguiu trabalho no per\u00edodo est\u00e1 em condi\u00e7\u00e3o de informalidade, que atingiu um recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012, chegando a 41,4% da for\u00e7a de trabalho ocupada no Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 o que apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), divulgada hoje (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o caiu de 12% para 11,8% na compara\u00e7\u00e3o entre o trimestre terminado em junho e o terminado em setembro, somando 12,5 milh\u00f5es de pessoas. No terceiro trimestre de 2018 a taxa ficou em 11,9%. A gerente da Pnad, Adriana Beringuy, destaca que essas pessoas est\u00e3o se inserindo no mercado na condi\u00e7\u00e3o de trabalhadores por conta pr\u00f3pria e de empregados no setor privado sem carteira assinada.<\/p>\n<p>\u201cA gente ressalta que estamos diante de uma melhora quantitativa desse mercado de trabalho, ou seja, de fato h\u00e1 mais pessoas trabalhando. Mas a forma de inser\u00e7\u00e3o que esses trabalhadores est\u00e3o tendo nesse mercado \u00e9 mais aderente a postos de trabalho associados \u00e0 informalidade e com todas as repercuss\u00f5es que isso causa no mercado\u201d, disse Adriana.<\/p>\n<p><strong>Ocupa\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO n\u00famero de empregados que trabalham no setor privado sem a carteira assinada chegou a 11,8 milh\u00f5es de pessoas no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 2,9% na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior e de 3,4% em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro trimestre de 2018.<\/p>\n<p>A categoria trabalhadores por conta pr\u00f3pria tamb\u00e9m apresentou recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica, com 24,4 milh\u00f5es de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o, um aumento de 1,2% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior e de 4,3% no mesmo per\u00edodo do ano passado. Desse total, 4,9 milh\u00f5es tem CNPJ, ou seja, registro como empresa, e 19,5 milh\u00f5es n\u00e3o t\u00eam.<\/p>\n<p>Segundo Adriana, o crescimento da ocupa\u00e7\u00e3o ocorre desde 2018, mas n\u00e3o em setores que tradicionalmente apresentam grandes contrata\u00e7\u00f5es, como ind\u00fastria, constru\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio, sendo uma rea\u00e7\u00e3o concentrada em determinados segmentos.<\/p>\n<p>\u201cO panorama n\u00e3o difere de outras divulga\u00e7\u00f5es que n\u00f3s tivemos. Alguns setores isoladamente tiveram destaque nessa absor\u00e7\u00e3o de trabalhadores, como \u00e9 o caso da constru\u00e7\u00e3o, em edifica\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os b\u00e1sicos, n\u00e3o s\u00e3o grandes obras de infraestrutura. Tamb\u00e9m observamos a continuidade do fen\u00f4meno do crescimento de trabalhadores na \u00e1rea de transporte terrestre de passageiros, os motoristas, e um pouco ali tamb\u00e9m de rea\u00e7\u00e3o na parte de terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Rendimento<\/strong><br \/>\nCom o crescimento da informalidade, os dados apontam uma estagna\u00e7\u00e3o do rendimento m\u00e9dio habitual, fechando o per\u00edodo analisado em R$ 2.298, ante R$ 2.297 no trimestre anterior e R$ 2.295 no terceiro trimestre do ano passado.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m indica a diminui\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ocupada que contribui para a Previd\u00eancia Social, que passou de 62,8% no trimestre terminado em junho para 62,3% no per\u00edodo terminado em setembro, somando 58,5 milh\u00f5es de pessoas. No mesmo per\u00edodo de 2018, a taxa era de 63,7%.<\/p>\n<p>A gerente da pesquisa do Pnad disse que o mercado de trabalho est\u00e1 se estabilizando e desde 2017 apresenta a sazonalidade anual esperada, por\u00e9m em n\u00edveis muito acima da baixa hist\u00f3rica de desocupa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, verificada no fim de 2013, quando a taxa foi de 6,2%, com um contingente de 6,5 milh\u00f5es de pessoas sem trabalho.<\/p>\n<p>\u201cDe 2017 para c\u00e1 o mercado de trabalho tem mostrado a sua sazonalidade mais caracter\u00edstica, que \u00e9 o crescimento da desocupa\u00e7\u00e3o no primeiro trimestre e nos trimestres posteriores essa desocupa\u00e7\u00e3o vai cedendo e a popula\u00e7\u00e3o voltando ao mercado de trabalho. Isso \u00e9 interessante porque durante os anos de 2016 e 2015 n\u00e3o havia essa sazonalidade, voc\u00ea s\u00f3 tinha uma popula\u00e7\u00e3o desocupada que crescia em qualquer momento do ano\u201d.<\/p>\n<p>Adriana enfatiza que o mercado de trabalho est\u00e1 mostrando recupera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m sem o \u201cf\u00f4lego\u201d necess\u00e1rio para retomar os patamares observados at\u00e9 2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Houve discreto aumento no n\u00famero de pessoas ocupadas no pa\u00eds, que chegou a 93,8 milh\u00f5es no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 0,5% na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre encerrado em junho deste ano, equivalente a 459 mil pessoas, e de 1,6% na compara\u00e7\u00e3o anual. 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