{"id":219933,"date":"2019-11-10T12:00:13","date_gmt":"2019-11-10T14:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=219933"},"modified":"2019-11-10T14:03:00","modified_gmt":"2019-11-10T16:03:00","slug":"pais-quebrado-havera-espaco-para-socialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/pais-quebrado-havera-espaco-para-socialismo\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds quebrado. Haver\u00e1 espa\u00e7o para socialismo?"},"content":{"rendered":"<p>O superministro da Economia, Paulo Guedes, o neoliberal da escola austr\u00edaca que quer acabar com o Estado, tem manifestado que est\u00e1 com pressa, quer avan\u00e7ar nas \u201creformas&#8221; e no acelerar o processo de privatiza\u00e7\u00e3o. O que ele vem fazendo \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, sem nenhum impedimento: vendendo os ativos nacionais para enfrentar os gastos correntes da administra\u00e7\u00e3o. Nenhum centavo em investimento produtivo.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a realidade conjuntural e o perigo real que se antep\u00f5e \u00e0 Na\u00e7\u00e3o: o desmantelamento do Estado e suas institui\u00e7\u00f5es e a venda das riquezas nacionais.<\/p>\n<p>Diante disso, vejamos como reagem, parte de nossa m\u00eddia e os que se dizem salvadores da p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Fernando Henrique Cardoso, vestal do tucanato, quer um centro democr\u00e1tico, que n\u00e3o seja o Centr\u00e3o (sic) seja o foco de um liberalismo progressista. D\u00e1 pra acreditar. FHC, para mim, representa o prot\u00f3tipo do intelectual desonesto. O professor de Direito Comparato, da USP, disse uma vez que o correto seria submet\u00ea-lo a um tribunal popular por crime de trai\u00e7\u00e3o \u00e0 p\u00e1tria.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que FHC se colocou a servi\u00e7o dos amos imperiais dominadores cujo objetivo \u00e9 a colocar o pa\u00eds sob a hegemonia do pensamento \u00fanico e sob a tutela dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Foi FHC quem come\u00e7ou o que este governo de ocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 terminando.<\/p>\n<p>Enquanto isso, em alguns pa\u00edses de Nossa Am\u00e9rica, ventos libert\u00e1rios a\u00e7oitam as ruas exigindo o fim do neoliberalismo.<\/p>\n<p>Impressiona como at\u00e9 as v\u00e9speras das multitudin\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es no Chile, o neoliberalismo chileno vinha sendo apresentado como modelo de sucesso que criou uma classe m\u00e9dia e manteve taxas de crescimento constantes e razo\u00e1veis.<\/p>\n<p>As explica\u00e7\u00f5es chegam nos v\u00eddeos gravados por celulares pelos pr\u00f3prios manifestantes, nos cartazes que carregam, nas can\u00e7\u00f5es com que animam as manifesta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 por causa de 30 pesos\u2026 s\u00e3o 30 anos! Por la vida! Chile Libertad!<\/p>\n<p>Como n\u00e3o h\u00e1 neoliberalismo sem repress\u00e3o, pois se trata de uma ditadura do pensamento \u00fanico, os manifestantes s\u00e3o reprimidos violentamente, uns 30 mortos, centenas de pris\u00f5es todos os dias, maus-tratos nos c\u00e1rceres. Apanham por querer liberdade. Como agora s\u00e3o muito, fica mais dif\u00edcil ser reprimido.<\/p>\n<p>Vale dar uma olhada ao passado hist\u00f3rico. O que \u00e9 que o povo pretendia, em 1779, ao protagonizar a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa? A queda da Bastilha, aquilo que foi o s\u00edmbolo do terror imposto por uma monarquia absoluta, se deu aos gritos de Libert\u00e9, Fraternit\u00e9, Egalit\u00e9\u2026 &#8211; por que n\u00e3o a chamam de ditadura mon\u00e1rquica?<\/p>\n<p>Veja que s\u00e9culos depois, em 1968, houve outra insurg\u00eancia na Fran\u00e7a. Depois de duas guerras inter-imperialistas, que custaram milh\u00f5es de mortos, o fantasma dos campos de concentra\u00e7\u00e3o, da repress\u00e3o brutal inclusive nos costumes, sob falsa moral religiosa. Como se n\u00e3o bastasse o pa\u00eds ainda se mantinha sob ocupa\u00e7\u00e3o das tropas \u201clibertadoras&#8221; , digo, nova ocupa\u00e7\u00e3o imperial agora tendo como eixo os EUA.<\/p>\n<p>Em maio de 1968 a juventude se insurge sob o grito \u00c9 proibido proibir! frase que resume a \u00e2nsia por liberdade, de resistir contra a opress\u00e3o. A classe oper\u00e1ria se une \u00e0 juventude e faz as coisas acontecerem.<\/p>\n<p>Passados meio s\u00e9culo, Paris se torna de novo emblem\u00e1tica, com o povo ocupando outra vez as ruas, esta vez vestido de colete amarelo. O que reivindicam? Certamente n\u00e3o s\u00e3o os 30 centavos de aumento numa passagem, m\u00e1s sim 30 anos ou mais de frustra\u00e7\u00e3o, engana\u00e7\u00e3o, que acabaram por destruir a sociedade de bem-estar t\u00e3o arduamente conquistada pela classe oper\u00e1ria numa alian\u00e7a entre socialistas e comunistas.<\/p>\n<p>Durou pouco a festa. A partir de 1980, Paris se tornou uma uma cidade como S\u00e3o Paulo ou Rio de Janeiro, cercada por uma outra cidade, a dos exclu\u00eddos, escondida dos turistas, longe dos ricos que vivem em condom\u00ednios fechados e andam em carro blindado.<\/p>\n<p>A ordem para derrubar o presidente Salvador Allende no Chile veio diretamente da Casa Branca e foram pilotos ianques que bombardearam o pal\u00e1cio La Moneda. Nos enganaram com o conto de que Allende se suicidou. A ci\u00eancia moderna comprovou que foi fuzilado\u2026 e a ordem, com certeza veio de Washington.<\/p>\n<p>Sob os estertores do neoliberalismo algu\u00e9m registrou, que nos 29 anos de democracia, a Direita governou 5 e a Esquerda, da Concertaci\u00f3n, 24. Es ai algo pra ser meditado porque tem muito a ver com o ciclo progressistas por qual passaram os pa\u00edses de Nossa Am\u00e9rica e que nesse momento parece pretender ressurgir das cinzas.<\/p>\n<p>No Chile os 24 anos de Concertaci\u00f3n transcorreram sob a mesma Constitui\u00e7\u00e3o outorgada pela ditadura de Pinochet. Constitui\u00e7\u00e3o que o povo n\u00e3o opinou nem votou. Em quase um lustro de governo em nada foi alterado o projeto neoliberal implantado por Pinochet.<\/p>\n<p>O desemprego \u00e9 estrutural, n\u00e3o \u00e9 simples sequela do mau governo de Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era. O caldeir\u00e3o tinha que explodir e aconteceu quando Pi\u00f1era passou dos limites.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que teremos no Brasil esperar duas d\u00e9cadas para que o caldeir\u00e3o exploda? Gente, j\u00e1 s\u00e3o 50 anos da democratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e o Paulo Guedes j\u00e1 passou dos limites. N\u00e3o haver\u00e1 pa\u00eds nenhum, parafraseando Ign\u00e1cio de Loyola, esse grande jornalista, melhor romancista.<\/p>\n<p>Mino Carta, veterano jornalista que com galhardia consegue manter uma voz dissonante nesse deserto midi\u00e1tico de ideias, na edi\u00e7\u00e3o datada de 6\/11\/2019, comenta essa hist\u00f3ria de dizer que o pa\u00eds esta amea\u00e7ado pelo comunismo, para justificar o golpe de 1964, e ainda usar o mesmo pretexto nos dias de hoje para manter um discurso que gera \u00f3dio contra o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Nunca esteve, pontifica Mino. Demonstra lembrando de fatos hist\u00f3ricos e conclui que isso gerou um ex\u00e9rcito de ocupa\u00e7\u00e3o que comanda a resist\u00eancia a qualquer esfor\u00e7o democr\u00e1tico em busca da contemporaneidade do mundo.<\/p>\n<p>Bingo! Essa tem sido a tecla martelada por Di\u00e1logos do Sul desde sempre. O que temos no Brasil \u00e9 um governo de ocupa\u00e7\u00e3o, governado por uma junta militar de 8 generais, um brigadeiro e um almirante. Mais de cem oficiais ocupam cargos de primeiro e segundo escal\u00e3o, e a soma total ultrapassa de mil.<\/p>\n<p>Sendo esse governo de ocupa\u00e7\u00e3o submisso ao comando estrat\u00e9gico dos Estados Unidos, temos que mobilizar a popula\u00e7\u00e3o para uma luta de liberta\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Pegando o gancho do Mino Carta quando constata que nem Vargas nem Lula constitu\u00edram amea\u00e7a comunista, vale uma reflex\u00e3o sobre esses personagens hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Get\u00falio Vargas era estancieiro ga\u00facho com tradi\u00e7\u00e3o guerreira libert\u00e1ria. Tinha o senso estrat\u00e9gico do curto e do longo prazo e a pr\u00e1xis de um estadista. Planejou organizar a poupan\u00e7a da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria e min\u00e9rio-extrativista para iniciar a industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Deu muita trombada com os oligarcas descendentes de cortes\u00e3os escravagistas que viam o territ\u00f3rio como uma capitania heredit\u00e1ria, sem limites.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria estrutura do Estado, bem como a da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, herdadas das cortes, portuguesa e imperial, conspiravam contra qualquer altera\u00e7\u00e3o do status quo. Al\u00e9m disso o dinheiro era pouco para t\u00e3o ousado projeto, mas era premente a necessidade de mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Com o crescimento do setor industrial crescem tamb\u00e9m duas classes sociais, a dos propriet\u00e1rios dos meios e a dos trabalhadores. Vargas organizou essas categorias e para regular a rela\u00e7\u00e3o entre ambas, num pacto que tornaria poss\u00edvel o desenvolvimento, criou a CLT.<\/p>\n<p>Veio a 2a Guerra Mundial e criou situa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel para os pa\u00edses suprirem as pot\u00eancias beligerantes. Estados Unidos executaram com grande maestria essa modalidade. Em meio da guerra, com as mudan\u00e7as na geopol\u00edtica, Estados Unidos resolveu n\u00e3o entrar na guerra mas financiar e ajudar a Europa, emprestando dinheiro para as economias em guerra e vendendo material b\u00e9lico.<\/p>\n<p>Para entrarem na guerra os EUA planejaram primeiro ocupar o Brasil. J\u00e1 era uma grande pot\u00eancia econ\u00f4mica e militar em expans\u00e3o com bases militares por toda parte do mundo. Vargas conseguiu resistir \u00e0s press\u00f5es de Roosevelt, entregou apenas uns poucos espa\u00e7os para umas tantas bases no norte e nordeste. Terminado o conflito conseguiu financiamento e transfer\u00eancia de tecnologia para p\u00f4r em funcionamento a CSN. Investiu forte na educa\u00e7\u00e3o e na infraestrutura e colocou nos trilhos o projeto desenvolvimentista que fez do Brasil uma pa\u00eds industrializado e de pleno emprego.<\/p>\n<p>Vargas e Per\u00f3n, longe de serem comunistas, combatiam, prendiam e torturavam os comunistas. Ambos, tinham medo at\u00e1vico na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e combateram a influ\u00eancia dos comunistas no movimento sindical. Eles imaginaram para seus pa\u00edses uma social-democracia e desenvolvimento atrav\u00e9s da industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Per\u00f3n criou o Partido Justicialista para organizar o povo em apoio de seu projeto. Vargas criou o Partido Trabalhista Brasileiro com essa mesma inten\u00e7\u00e3o. Jo\u00e3o Goulart (Jango), An\u00edsio Teixeira, Darcy Ribeiro, Leonel Brizola, eram a esquerda desse trabalhismo que consideravam ser o caminho para construir a sociedade socialista. Uma esquerda culta que queria sobretudo educar o povo.<\/p>\n<p>Algo parecido ocorreu mais tarde com o PDT de Leonel Brizola, que propunha a retomada do pacto em torno do projeto desenvolvimentista de Vargas com o agregado de utilizar o trabalhismo como caminho para o socialismo. Esse projeto foi enterrado com a morte de seus pr\u00f3ceres.<\/p>\n<p>Quando da forma\u00e7\u00e3o do Partido dos Trabalhadores, Florestan Fernandes, Paulo Freire, Luiza Erundina, sindicalista e jovens oriundos das organiza\u00e7\u00f5es armadas que lutaram contra a ditadura eram a esquerda do PT. Eles tinham um projeto na cabe\u00e7a. Educar o povo e conduzir o pa\u00eds ao socialismo pela via do novo trabalhismo.<\/p>\n<p>S\u00e3o as palavras que unem as duas vertentes hist\u00f3ricas: Educar e Socializar.<\/p>\n<p>Interessante como essa ideia do Pacto volta a tona diante da crise sist\u00eamica que apavora os setores onde ainda h\u00e1 vida inteligente. A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria, patronal, CNTI, em outubro realizou um Semin\u00e1rio pelo Futuro do Trabalho com a presen\u00e7a de l\u00edderes empresariais e dirigentes das seis principais centrais oper\u00e1rias. Qual o diagn\u00f3stico?<\/p>\n<p>O grande desafio \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o, capacitar as pessoas para o trabalho, e um pacto para a retomada do desenvolvimento industrial. Importante porque parte daqueles que desfizeram, ou deixaram que se desfizesse o pacto.<\/p>\n<p>Lula surge como l\u00edder no auge do movimento de reorganiza\u00e7\u00e3o do movimento sindical que ocorria em todo o pa\u00eds. Mas Lula n\u00e3o era de esquerda. O novo sindicalismo de resultado n\u00e3o era um sindicalismo de esquerda, estrito senso. Faltava-lhe uma defini\u00e7\u00e3o anticapitalista e anti-imperialista sem a qual \u00e9 imposs\u00edvel construir o socialismo.<\/p>\n<p>Lula, sem d\u00favida um g\u00eanio. O mundo lhe tirou o chap\u00e9u. A desenvoltura com que ele transitava entre os mais poderosos do mundo impressionou o presidente Barack Obama, dos EUA \u201cEsse \u00e9 o cara\u201d disse pro mundo ouvir.<\/p>\n<p>\u00c9, esse \u00e9 o cara que executou um projeto neoliberal. Tentou uma sa\u00edda desenvolvimentista sem alterar a ess\u00eancia do entrave, a hegemonia do capital financeiro e o pensamento \u00fanico na m\u00eddia. Esse novo sindicalismo trouxe a desagrega\u00e7\u00e3o do pacto desenvolvimentista. Mudada a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as nos impuseram a desregulamenta\u00e7\u00e3o (fim da CLT) e caminham para fim da Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n<p>Houve avan\u00e7os, pol\u00edticos e sociais? Sim, mas n\u00e3o \u00e9 isso o que interessa.<\/p>\n<p>O que interessa \u00e9 o hoje e o amanh\u00e3! O processo colocou o Lula na posi\u00e7\u00e3o de l\u00edder da esquerda.<\/p>\n<p>Gostaria de entrevist\u00e1-lo. A primeira vez que estive com Lula, ele morava num sobradinho em S\u00e3o Bernardo do Campo, come\u00e7o dos anos 1980. Depois, em diversas ocasi\u00f5es durante as campanhas eleitorais. Depois que assumiu o poder, portas fechadas.<\/p>\n<p>Gostaria de dialogar com ele sobre a conjuntura e sentir at\u00e9 que ponto est\u00e1 disposto a assumir e exercer essa lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>A crise que j\u00e1 era profunda, agravou-se com o golpe de 2016 e tornou-se abissal com a captura do poder atrav\u00e9s de uma Opera\u00e7\u00e3o de Intelig\u00eancia das for\u00e7as armadas. O cen\u00e1rio, ap\u00f3s o golpe de 2016, deixou de ser um cen\u00e1rio pol\u00edtico-eleitoral e passou a ser cen\u00e1rio de guerra.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 que \u00e9 a quest\u00e3o. Estamos v\u00edtimas de uma guerra que se utiliza das poderosas armas de manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-social, e de uma for\u00e7a armada que deixou de ser guardi\u00e3 da soberania nacional para submeter-se ao comando estrat\u00e9gico dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que o conte\u00fado da luta para as esquerda tem que ser essencialmente anti-capitalista e anti-imperialista.<\/p>\n<p>Escrevo isto na semana em que em todo o Brasil se homenageia a Carlos Marighella. Um comunista que pregava o amor \u00e0 humanidade e quem melhor entendeu e explicou que a luta a ser travada no pa\u00eds \u00e9 de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional, numa frente que una todos os patriotas, democratas, humanistas, crentes de todas as cren\u00e7as, para mudar o modelo na sua ess\u00eancia e abrir caminha para o socialismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O superministro da Economia, Paulo Guedes, o neoliberal da escola austr\u00edaca que quer acabar com o Estado, tem manifestado que est\u00e1 com pressa, quer avan\u00e7ar nas \u201creformas&#8221; e no acelerar o processo de privatiza\u00e7\u00e3o. O que ele vem fazendo \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, sem nenhum impedimento: vendendo os ativos nacionais para enfrentar os gastos correntes da administra\u00e7\u00e3o. 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