{"id":220725,"date":"2019-11-21T16:21:56","date_gmt":"2019-11-21T18:21:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=220725"},"modified":"2019-11-21T18:25:10","modified_gmt":"2019-11-21T20:25:10","slug":"industria-de-armas-mira-mercado-externo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/industria-de-armas-mira-mercado-externo\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria de armas mira mercado externo"},"content":{"rendered":"<p>Informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Defesa apontam que o Brasil vai voltar a ser um grande exportador de produtos de defesa, como j\u00e1 foi um dia. Segundo a pasta, a m\u00e9dia hist\u00f3rica de exporta\u00e7\u00f5es que nos \u00faltimos anos alcan\u00e7ou R$ 900 milh\u00f5es est\u00e1 pr\u00f3xima de atingir R$ 1,5 bilh\u00e3o este ano.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio de produtos de Defesa do Minist\u00e9rio da Defesa, Marcos Degaut Pontes, at\u00e9 2022 esse valor pode chegar a R$ 6 bilh\u00f5es, embora ainda seja baixo o percentual de participa\u00e7\u00e3o do setor na pauta do com\u00e9rcio exterior. O secret\u00e1rio participou nesta quinta, 21, do Encontro Nacional de Com\u00e9rcio Exterior (Enaex) 2019, no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Sul Am\u00e9rica, na regi\u00e3o central do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio esclareceu que a produ\u00e7\u00e3o brasileira nesta \u00e1rea \u00e9 extensa e passa por avi\u00f5es de treinamento at\u00e9 avi\u00f5es de ataque leve, sistema de controle de tr\u00e1fego a\u00e9reo e sistema de defesa. \u201cComo se diz no jarg\u00e3o militar, do alfinete ao foguete\u201d, frisou.<\/p>\n<p>De acordo com Degaut, o Brasil perdeu mercados importantes para este setor desde a d\u00e9cada de 80 e agora o Minist\u00e9rio da Defesa trabalha em um planejamento estrat\u00e9gico para reduzir os gargalos que impedem o crescimento das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o dele, parte das dificuldades \u00e9 que o setor n\u00e3o \u00e9 visto como importante para a economia nacional. \u201cDe forma geral a sociedade brasileira n\u00e3o entende o que chamamos de economia de defesa, ou seja, a parte industrial de defesa como geradora de empregos altamente qualificados e de renda. \u00c9 um setor que tem um efeito multiplicador sobre a economia muito grande, que gera um salto qualitativo em termos de desenvolvimento tecnol\u00f3gico muito grande, que arrecada tributos, royalties, divisas, que tem potencial exportador\u201d, indicou.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio, em cada R$1 investido nessa ind\u00fastria o retorno \u00e9 de quase R$10. \u201c\u00c9 importante que se discuta esse setor. Que se entenda a import\u00e2ncia da economia de defesa para a economia nacional e para o com\u00e9rcio exterior brasileiro. O efeito multiplicador \u00e9 de 1 para 9,8, ou seja, cada real investido na base industrial de defesa gera em retorno R$ 9,8. N\u00e3o existe nenhum outro setor com esta rentabilidade\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Retomada<\/strong><br \/>\nDegaut revelou que o Minist\u00e9rio da Defesa junto a atores privados, \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Materiais B\u00e9licos e ao Sindicato de Materiais de Produtos de Defesa tem implementado um grande planejamento estrat\u00e9gico que identificou os gargalos, qual \u00e9 a natureza deles e o que fazer para elimin\u00e1-los. \u201cUma pol\u00edtica que \u00e9 integrada e sistem\u00e1tica no sentido da elimina\u00e7\u00e3o ou mitiga\u00e7\u00e3o de todos os obst\u00e1culos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de produtos de defesa. Os resultados j\u00e1 est\u00e3o surgindo. A m\u00e9dia hist\u00f3rica de exporta\u00e7\u00e3o de produtos de Defesa nos \u00faltimos cinco ou dez anos foi da ordem de R$ 900 milh\u00f5es ano, j\u00e1 estamos nos aproximando este ano de R$1,5 bilh\u00e3o, ainda \u00e9 pouco, podemos chegar facilmente a R$ 6 bilh\u00f5es, mas \u00e9 um caminho e pretendemos chegar l\u00e1 em muito pouco tempo. Essa \u00e9 uma orienta\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica\u201d, apontou.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio destacou que o Brasil conseguiu eliminar alguns obst\u00e1culos no que diz respeito a financiamentos e garantias no setor. \u201cIsso \u00e9 absolutamente vital para que as empresas brasileiras possam exportar. 65% do material controlado que \u00e9 produzido, \u00e9 exportado. Sem financiamento e garantia n\u00e3o se avan\u00e7a e estamos avan\u00e7ando\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Financiamentos<\/strong><br \/>\nConforme o secret\u00e1rio, os financiamentos s\u00e3o realizados via bancos privados nacionais ou estrangeiros, mas as garantias, de um forma geral, s\u00e3o p\u00fablicas. \u201cDa\u00ed o papel importante de reduzir os obst\u00e1culos, porque n\u00e3o adianta o financiamento e n\u00e3o ter a garantia que o produto possa ser entregue. Garantia, no Brasil hoje, s\u00f3 as institui\u00e7\u00f5es oficiais\u201d, informou, acrescentando que h\u00e1 destaque para a produ\u00e7\u00e3o de equipamento n\u00e3o letal, avi\u00f5es, sistemas de controle a\u00e9reo e de monitoramento de fronteiras. \u201c\u00c9 uma gama muito grande de produtos\u201d.<\/p>\n<p>Degaut acrescentou que o setor tem uma peculiaridade. As vendas s\u00e3o feitas entre governos. \u201cEssa \u00e9 uma peculiaridade do setor de defesa. Os neg\u00f3cios s\u00e3o de governo a governo. N\u00e3o se vende produtos de defesa para o setor privado. Por meio do governo, vende para outro governo. S\u00f3 quem tem esses produtos s\u00e3o governos\u201d, revelou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Defesa apontam que o Brasil vai voltar a ser um grande exportador de produtos de defesa, como j\u00e1 foi um dia. Segundo a pasta, a m\u00e9dia hist\u00f3rica de exporta\u00e7\u00f5es que nos \u00faltimos anos alcan\u00e7ou R$ 900 milh\u00f5es est\u00e1 pr\u00f3xima de atingir R$ 1,5 bilh\u00e3o este ano. 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