{"id":221015,"date":"2019-11-27T09:00:16","date_gmt":"2019-11-27T11:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=221015"},"modified":"2019-11-27T10:49:29","modified_gmt":"2019-11-27T12:49:29","slug":"mortalidade-infantil-tem-reducao-historica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mortalidade-infantil-tem-reducao-historica\/","title":{"rendered":"Mortalidade infantil tem redu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica"},"content":{"rendered":"<p>O Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) promove nesta quarta (27) sess\u00e3o, na Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo, para marcar os 30 anos da Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Crian\u00e7a. O \u00f3rg\u00e3o produziu um relat\u00f3rio que confere ao Brasil reconhecimento por ter melhorado, ao longo dos anos, \u00edndices como o da mortalidade, do trabalho infantil, al\u00e9m da exclus\u00e3o escolar.<\/p>\n<p>Conforme o Unicef, de 1990 a 2017 registrou-se &#8220;redu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica&#8221; no total de mortes de crian\u00e7as menores de um ano de idade. No per\u00edodo, a taxa nacional caiu de 47,1 para 13,4 a cada 1 mil nascidos vivos. Al\u00e9m disso, entre 1996 e 2017, 827 mil vidas foram salvas.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o articuladas pelos governos geraram efeitos de \u00e2mbito nacional, causando impacto tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo. No estado, a redu\u00e7\u00e3o do \u00edndice foi de 22,5 para 10,9, de 1996 para 2017, quando 103 mil vidas de beb\u00eas foram salvas.<\/p>\n<p>A queda nos \u00edndices de cobertura vacinal, adverte o Unicef, tem sido porta de entrada para doen\u00e7as que eram, at\u00e9 recentemente, consideradas erradicadas, como o sarampo. &#8220;Em 2016, a mortalidade infantil subiu pela primeira vez em mais de 20 anos e ainda n\u00e3o voltou aos patamares de 2015, acendendo um sinal de alerta. No total, 42 mil crian\u00e7as menores de 5 anos ainda morrem por ano no Brasil&#8221;, informa o fundo da ONU no relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>\u00cdndice de viol\u00eancia<\/strong><br \/>\nA alta incid\u00eancia de homic\u00eddios de adolescentes \u00e9 outro ponto abordado no documento. O Unicef destaca que, entre 1990 e 2007, o total de ocorr\u00eancias dessa natureza mais do que dobrou.<\/p>\n<p>&#8220;De 1996 a 2017, 191 mil crian\u00e7as e adolescentes de 10 a 19 anos foram v\u00edtimas de homic\u00eddio&#8221;, informam os autores do relat\u00f3rio, acrescentando que, a cada dia, em m\u00e9dia, 32 meninas e meninos nessa faixa de idade s\u00e3o assassinados.<\/p>\n<p>Nos munic\u00edpios paulistas, somente na d\u00e9cada encerrada em 2017, destaca o documento do Unicef, 8.200 crian\u00e7as e jovens nessa faixa et\u00e1ria foram assassinados. A taxa chegou a ser de 9,7 homic\u00eddios por 100 mil habitantes, h\u00e1 dois anos. A estimativa \u00e9 que mais de 1 milh\u00e3o de menores de idade vivam em \u00e1reas afetadas pela viol\u00eancia armada na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Sala de aula<\/strong><br \/>\nOutro aspecto mostrado no relat\u00f3rio \u00e9 o acesso de crian\u00e7as e adolescentes \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Na avalia\u00e7\u00e3o do Unicef, o pa\u00eds &#8220;conseguiu avan\u00e7ar consideravelmente&#8221; nessa \u00e1rea.<\/p>\n<p>&#8220;Em 1990, quase 20% das crian\u00e7as de 7 a 14 anos (idade obrigat\u00f3ria na \u00e9poca) estavam fora da escola. Em 2009, a escolaridade obrigat\u00f3ria foi ampliada para a faixade 4 a 17 anos. E, em 2017, 4,7% das crian\u00e7as e adolescentes de 4 a 17 anos estavam fora da escola&#8221;.<\/p>\n<p>Os especialistas do Unicef ponderam que, embora o \u00edndice de exclus\u00e3o escolar tenha diminu\u00eddo significativamente, o pa\u00eds ainda n\u00e3o atingiu a universaliza\u00e7\u00e3o do ensino. Ao todo, quase 2 milh\u00f5es de meninas e meninos est\u00e3o fora da escola.<\/p>\n<p>&#8220;Em S\u00e3o Paulo, 13% das crian\u00e7as e adolescentes estavam fora da escola em 1996. Em 2018, eram 3,9%, o que representa 330 mil meninas e meninos. H\u00e1 ainda aqueles que est\u00e3o na escola sem aprender. A adolesc\u00eancia \u00e9 a fase da vida mais afetada com a distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie no pa\u00eds: 14,9% dos estudantes do ensino m\u00e9dio e 12,5% nos anos finais do fundamental est\u00e3o dois ou mais anos atrasados, totalizando 6,5 milh\u00f5es de meninas e meninos. Em S\u00e3o Paulo, s\u00e3o 556.515 crian\u00e7as e adolescentes&#8221;, completa o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Imigrantes e sa\u00fade mental<\/strong><br \/>\nPara o Unicef, outro ponto que deve integrar a agenda das autoridades preocupadas com a garantia dos direitos de crian\u00e7as e adolescentes refere-se \u00e0 acolhida de refugiados. Dos cerca de 200 mil venezuelanos que ingressaram no pa\u00eds at\u00e9 julho, 30% eram menores de idade. O estado \u00e9 o segundo com maior volume de pedidos de ref\u00fagio, concentrando mais de 10% do total.<\/p>\n<p>O tema suic\u00eddio tamb\u00e9m figura no relat\u00f3rio do Unicef como uma das quest\u00f5es contempor\u00e2neas que requerem aten\u00e7\u00e3o. &#8220;Nos \u00faltimos 10 anos, os suic\u00eddios de crian\u00e7as e adolescentes v\u00eam aumentando no Brasil. Eles passaram de 714, em 2007, para 1.047, em 2017. No estado de S\u00e3o Paulo houve aumento de 53% no n\u00famero de casos, saltando de 98, em 2007, para 150 em 2017&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) promove nesta quarta (27) sess\u00e3o, na Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo, para marcar os 30 anos da Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Crian\u00e7a. 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