{"id":221947,"date":"2019-12-17T13:41:47","date_gmt":"2019-12-17T15:41:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=221947"},"modified":"2019-12-17T20:23:00","modified_gmt":"2019-12-17T22:23:00","slug":"cni-faz-aposta-alta-na-economia-para-proximo-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cni-faz-aposta-alta-na-economia-para-proximo-ano\/","title":{"rendered":"Aposta alta na economia para o pr\u00f3ximo ano"},"content":{"rendered":"<p>A economia brasileira consolidar\u00e1 o processo de retomada do crescimento em 2020, com aumento de 2,5%, depois de expans\u00e3o de 1,2% neste ano. A proje\u00e7\u00e3o foi divulgada nesta ter\u00e7a (17) pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), no Informe Conjuntural Economia Brasileira.<\/p>\n<p>Segundo a entidade, o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) ser\u00e1 puxado pela expans\u00e3o do PIB industrial. A estimativa \u00e9 que o setor cres\u00e7a 2,8%, de acordo com a CNI.<\/p>\n<p>Para a confedera\u00e7\u00e3o, a atividade econ\u00f4mica tamb\u00e9m ser\u00e1 impulsionada pelo aumento dos investimentos em 6,5%, em 2020. Para este ano, a previs\u00e3o \u00e9 que o PIB industrial cres\u00e7a 0,7% e os investimentos, 2,8%. A previs\u00e3o para o consumo das fam\u00edlias \u00e9 de alta de 1,9%, em 2019, e 2,2%, em 2020.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, a acelera\u00e7\u00e3o na economia na segunda metade deste ano \u00e9 sinal de que haver\u00e1 crescimento mais s\u00f3lido nos pr\u00f3ximos 12 meses.<\/p>\n<p>De acordo com a CNI, os dados mais recentes indicam aumento do consumo, em consequ\u00eancia da queda da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, e da paulatina recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>\u201cA garantia de que esse crescimento [econ\u00f4mico] vai se materializar \u00e9 a continuidade das mudan\u00e7as na economia, que vai gerar melhor ambiente de neg\u00f3cios e mais seguran\u00e7a para as empresas investirem mais, contratarem mais\u201d, disse o gerente executivo de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica da CNI, Fl\u00e1vio Castelo Branco.<\/p>\n<p>O presidente da CNI, Robson Andrade, afirmou que todas as pol\u00edticas p\u00fablicas, como a libera\u00e7\u00e3o dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS), ajudam na recupera\u00e7\u00e3o da economia. \u201cA redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic, isso ajuda tamb\u00e9m, maior disponibiliza\u00e7\u00e3o de recursos para a sociedade, um programa de constru\u00e7\u00e3o, tudo isso gera uma recupera\u00e7\u00e3o segura, mas lenta\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Reformas<\/strong><br \/>\nPara a confedera\u00e7\u00e3o, as reformas implementadas em 2019, sobretudo a da Previd\u00eancia, t\u00eam contribu\u00eddo para um ambiente mais prop\u00edcio ao aumento do investimento, da produ\u00e7\u00e3o e do consumo. Entretanto, a entidade defende \u201cmaior celeridade e ambi\u00e7\u00e3o na agenda pr\u00f3-competitividade, com forco na reforma tribut\u00e1ria\u201d. Outra indica\u00e7\u00e3o \u00e9 que sejam feitas reformas adicionais para conter o crescimento dos gastos p\u00fablicos e promover equil\u00edbrio fiscal duradouro.<\/p>\n<p>Andrade afirmou que n\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas atualmente para fazer uma reforma tribut\u00e1ria ampla envolvendo estados e munic\u00edpios, apesar de este ser um desejo do setor. Segundo ele, as elei\u00e7\u00f5es municipais no pr\u00f3ximo ano dificultam a aprova\u00e7\u00e3o de uma reforma ampla. \u201cS\u00f3 a reforma dos impostos federais j\u00e1 \u00e9 uma grande vantagem. Uma reforma federal vai induzir os estados a irem no mesmo sentido\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Contas p\u00fablicas<\/strong><br \/>\nA CNI projeta que o d\u00e9ficit prim\u00e1rio (despesas maiores que as receitas, sem considerar gastos com juros da d\u00edvida p\u00fablica) deve representar 0,9% do PIB, em 2019, e 1,3% do PIB, em 2020. A d\u00edvida p\u00fablica bruta deve atingir 78,2% do PIB, em 2019, e 79,3% do PIB no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Segundo Castelo Branco, o d\u00e9ficit p\u00fablico vai crescer em 2020 porque n\u00e3o haver\u00e1 receitas extraordin\u00e1rias do leil\u00e3o da cess\u00e3o onerosa do petr\u00f3leo, que ocorreu este ano. Entretanto, ele afirmou que medidas na \u00e1rea fiscal e os efeitos graduais da reforma da Previd\u00eancia vai ajudar a conter os gastos.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o e emprego<\/strong><br \/>\nA infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) deve terminar 2019 em 3,78% e 2020, em 3,70%, abaixo da meta pelo quarto ano consecutivo.<\/p>\n<p>A meta de infla\u00e7\u00e3o, definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional, \u00e9 4,25% em 2019, e 4% em 2020, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.<\/p>\n<p>O principal instrumento usado pelo BC para controlar a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic. Quando o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central reduz a Selic, a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, reduzindo o controle da infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>A expectativa da CNI para a Selic \u00e9 que permane\u00e7a no patamar estabelecido na \u00faltima reuni\u00e3o do Copom, semana passada, em 4,5% ao ano ao longo de 2020.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o da entidade para a taxa de desemprego \u00e9 que caia de 12,3%, patamar atingido em 2018, para 11,9%, neste ano e 11,3%, em 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A economia brasileira consolidar\u00e1 o processo de retomada do crescimento em 2020, com aumento de 2,5%, depois de expans\u00e3o de 1,2% neste ano. A proje\u00e7\u00e3o foi divulgada nesta ter\u00e7a (17) pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), no Informe Conjuntural Economia Brasileira. 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