{"id":223245,"date":"2020-01-12T13:20:05","date_gmt":"2020-01-12T16:20:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=223245"},"modified":"2020-01-12T13:20:05","modified_gmt":"2020-01-12T16:20:05","slug":"plantas-viram-nova-alternativa-para-matar-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/plantas-viram-nova-alternativa-para-matar-fome\/","title":{"rendered":"Plantas viram nova alternativa para matar fome"},"content":{"rendered":"<p>Estudo da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) mostra que o n\u00famero de plantas consumidas pelo homem nos \u00faltimos cem anos se reduziu de 10 mil para apenas 170. No Brasil, apesar da riqueza e variedade de esp\u00e9cies encontradas na natureza, a demanda do mercado se concentra em algumas dezenas de itens, esquecendo milhares de outras esp\u00e9cies dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Com base neste comportamento, desde 2013, o Departamento de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) vem resgatar a cultura popular do consumo de plantas aliment\u00edcias muito usadas no passado e cada vez mais esquecidas, atrav\u00e9s do projeto Pancs (Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais),<\/p>\n<p>A professora do departamento, Odara Boscolo, explica que os brasileiros, com o passar do tempo, perderam o h\u00e1bito de consumir plantas que comiam antigamente, como aroeira, pic\u00e3o, mostardas, entre outras. \u201cO pessoal foi perdendo o costume. O Pancs procura fazer o resgate de uma cultura popular que a gente tinha\u201d.<\/p>\n<p><strong>F\u00e1cil acesso<\/strong><br \/>\nO grupo que participa do projeto Pancs UFF procura preencher essa lacuna, levando \u00e0 sociedade informa\u00e7\u00f5es sobre plantas de f\u00e1cil acesso e elevado teor nutritivo, valorizando, dessa forma, a flora nacional. Segundo Odara, a grande maioria dessas plantas \u00e9 conhecida principalmente no interior do pa\u00eds. As redes sociais s\u00e3o um recursos usado pelo grupo para que a informa\u00e7\u00e3o chegue \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a professora, al\u00e9m das folhas, muitas flores podem ser comidas. \u00c9 o caso, por exemplo, do hibisco, do qual pode-se consumir as p\u00e9talas e as folhas, que cont\u00eam muito ferro. Outra \u00e9 a capuchinha, semelhante \u00e0 flor da ab\u00f3bora e da mesma fam\u00edlia que, al\u00e9m de rica em vitamina C e sais minerais, apresenta propriedades diur\u00e9ticas, purificantes, analg\u00e9sicas, anti-glic\u00eamicas e anti-hemorr\u00e1gicas. \u201cA capuchinha tem aquele sabor azedinho, tipo trevinho, que \u00e9 uma planta infestante, que as pessoas arrancam do vaso\u201d, disse Odara Boscolo.<\/p>\n<p>Dependendo da regi\u00e3o do pa\u00eds, a professora citou como alimento de alto teor nutritivo a maria gorda, tamb\u00e9m conhecida como major gomes. \u201c\u00c9 uma planta que nasce em qualquer terreno e \u00e9 riqu\u00edssima em ferro\u201d. H\u00e1 ainda o caruru, tamb\u00e9m chamado de bredo, muito usado na Bahia; a serralha, planta medicinal comest\u00edvel considerada por muitas pessoas como erva daninha, entre outras.<\/p>\n<p>Odara Boscolo destacou que antes de comer qualquer planta, \u00e9 recomend\u00e1vel que as pessoas investiguem se \u00e9 a planta certa, para evitar problemas de intoxica\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o \u00e9 para sair comendo qualquer coisa\u201d. Para tirar d\u00favidas sobre o que deve ou n\u00e3o ingerir, as pessoas podem recorrer \u00e0 p\u00e1gina do grupo de pesquisadores do Pancs no Facebook ou no Instagram, onde poder\u00e3o tamb\u00e9m se inteirar de receitas que podem ser preparadas com esses ingredientes.<\/p>\n<p>Como parte do projeto Pancs, o grupo idealizou um aplicativo para ajudar a popula\u00e7\u00e3o a reconhecer as Pancs, por\u00e9m, segundo a professora, a bolsa de inicia\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica oferecida pelo Programa Institucional de Bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o em Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico e Inova\u00e7\u00e3o (PIBIT) ao projeto n\u00e3o foi renovada.<\/p>\n<p>Com o objetivo de angariar fundos para ajudar na elabora\u00e7\u00e3o do aplicativo, o projeto Pancs prev\u00ea realizar, ainda no primeiro semestre deste ano, evento com palestras, mini-cursos, oficinas envolvendo receitas veganas, cosm\u00e9ticos naturais, e andan\u00e7as nas ruas para ensinar a conhecer algumas plantas.<\/p>\n<p>Mais de 50 estudos acerca de esp\u00e9cies vegetais produzidos pela equipe do projeto podem ser disponibilizados no aplicativo. A ideia \u00e9 possibilitar a identifica\u00e7\u00e3o das plantas comest\u00edveis atrav\u00e9s de foto, formato de folha, cheiro, cor. \u201c\u00c9 como se fosse uma chave de identifica\u00e7\u00e3o. No final, voc\u00ea descobre a planta\u201d.<\/p>\n<p><strong>Atividades<\/strong><br \/>\nO projeto Pancs leva a col\u00e9gios e feiras de ci\u00eancias jogos educativos e interativos, visando aproximar o p\u00fablico de uma alimenta\u00e7\u00e3o mais diversificada e nutritiva, al\u00e9m de promover mini cursos em universidades. \u201cA gente vai adequando as nossas atividades de acordo com o p\u00fablico- alvo\u201d, pontuou Odara.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) mostra que o n\u00famero de plantas consumidas pelo homem nos \u00faltimos cem anos se reduziu de 10 mil para apenas 170. 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