{"id":225209,"date":"2020-02-16T02:40:26","date_gmt":"2020-02-16T05:40:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=225209"},"modified":"2020-02-16T02:40:26","modified_gmt":"2020-02-16T05:40:26","slug":"arquitetas-trabalham-com-resgate-da-memoria-afetiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/arquitetas-trabalham-com-resgate-da-memoria-afetiva\/","title":{"rendered":"Arquitetas trabalham com resgate da mem\u00f3ria afetiva"},"content":{"rendered":"<p>Mais do que oferecer um ambiente elegante e funcional, os trabalhos de arquitetura e design de interiores desenvolvidos pelas arquitetas Leny Okada e Priscila Bonif\u00e1cio permitem uma mudan\u00e7a de vida para os clientes. Utilizando o m\u00e9todo Diagrama de Demanda Qualitativa, criado pelo arquiteto holand\u00eas Ewoud Van Schaijk, a dupla aplica a Fenomenologia Pr\u00e1tica, que \u00e9 o estudo da experi\u00eancia subjetiva de consci\u00eancia, cujas t\u00e9cnicas s\u00e3o voltadas para promover, al\u00e9m do bem-estar f\u00edsico, o bem-estar emocional dos usu\u00e1rios. As arquitetas tiveram contato com Ewoud ainda na faculdade. Depois de formadas, continuaram em parceria em alguns projetos e atualmente s\u00e3o as \u00fanicas licenciadas a utilizar o m\u00e9todo no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cAbra\u00e7amos essa miss\u00e3o profissional que vai al\u00e9m de elaborar projetos. Proporcionamos um espa\u00e7o f\u00edsico onde o cliente sinta-se abra\u00e7ado e se identifique\u201d, diz Priscila. O desenvolvimento do Diagrama \u00e9 um processo de pesquisa feito junto ao cliente antes da cria\u00e7\u00e3o do projeto de forma colaborativa, no qual ele fa\u00e7a parte do processo de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a primeira etapa do trabalho, onde buscamos todas as informa\u00e7\u00f5es sobre as necessidades dos clientes atrelado \u00e0s expectativas e par\u00e2metros fenomenol\u00f3gicos (experi\u00eancias, medos, sonhos) da viv\u00eancia de cada um. O objetivo final \u00e9 fazer um trabalho onde o cliente possa se identificar com o espa\u00e7o de maneira emocional\u201d, explica Leny.<\/p>\n<p>\u201cQuando o cliente chega at\u00e9 n\u00f3s, ele geralmente vem com uma ideia pronta que ele provavelmente viu em algum outro lugar (site, casa de algu\u00e9m, etc). N\u00e3o necessariamente, essa ideia reflete de fato aquilo que ele precisa. Muitas vezes \u00e9 uma forma que ele encontrou de exteriorizar algo que acredita que ele queira, um tipo de proje\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Priscila. Mas o problema, segundo as arquitetas, \u00e9 que essas ideias prontas solicitadas pelo cliente imediatamente eliminam uma infinidade de outras possibilidades do projeto dele, onde, provavelmente, uma delas o faria muito mais feliz e satisfeito do que a que ele escolheu.<\/p>\n<p>O que o Diagrama faz \u00e9 tentar tirar o foco da solu\u00e7\u00e3o pronta e tentar fazer o cliente focar naquilo que ele busca, no caminho de sua realiza\u00e7\u00e3o pessoal, de suas quest\u00f5es existenciais. \u201cCom isso, ele consegue liberar informa\u00e7\u00f5es valiosas que dizem respeito \u00e0 sua ess\u00eancia, suas mem\u00f3rias e desejos. Com essa bagagem informativa, n\u00f3s conseguimos propor um conceito com muito mais significado e com o qual o cliente se identifica muito mais\u201d, conta Leny.<\/p>\n<p>Pela experi\u00eancia das arquitetas, h\u00e1 uma grande probabilidade de que pessoas que n\u00e3o passam por esse processo, finalizem a obra infelizes e insatisfeitas com o resultado final. \u201cPor mais que o projeto seja maravilhoso, o cliente continua infeliz por n\u00e3o se identificar com a arquitetura final. E isso \u00e9 uma frustra\u00e7\u00e3o imensa, uma enorme decep\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Priscila.<\/p>\n<p><strong>Mem\u00f3rias afetivas<\/strong><br \/>\nEntre os clientes j\u00e1 atendidos pelas arquitetas, um casal com uma filha pequena se destaca. O pai tem uma mem\u00f3ria muito feliz da inf\u00e2ncia, \u00e9poca em que se reunia com muitos primos para dormirem todos juntos na sala, em uma ch\u00e1cara da fam\u00edlia. O encontro rendia boas gargalhadas e o desejo desse pai \u00e9 que a filha possa ter essas lembran\u00e7as da inf\u00e2ncia tamb\u00e9m. Atualmente eles moram em apartamento, o que limita um pouco essas experi\u00eancias.<\/p>\n<p>\u201cDurante os encontros que fizemos com esse cliente, percebemos que ele estava muito ligado \u00e0 inf\u00e2ncia e conseguimos resgatar a mem\u00f3ria afetiva dele e colocamos isso no projeto\u201d, afirma Priscila.<\/p>\n<p>As arquitetas explicam que os clientes que procuram por elas j\u00e1 sabem desse diferencial nos projetos. S\u00e3o clientes que tem, al\u00e9m de uma necessidade f\u00edsica, uma necessidade emocional de identifica\u00e7\u00e3o e pertencimento com o espa\u00e7o a ser constru\u00eddo.<\/p>\n<p>\u201cExtra\u00edmos a ess\u00eancia do cliente, definimos suas demandas emocionais para o espa\u00e7o e descobrimos quais as quest\u00f5es existenciais o cliente busca solucionar na arquitetura. Trata- se de garantir que o cliente obter\u00e1 exatamente aquilo que ele inconscientemente sente, e n\u00e3o aquilo que ele superficialmente deseja\u201d, diz Leny.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais do que oferecer um ambiente elegante e funcional, os trabalhos de arquitetura e design de interiores desenvolvidos pelas arquitetas Leny Okada e Priscila Bonif\u00e1cio permitem uma mudan\u00e7a de vida para os clientes. 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