{"id":226509,"date":"2020-03-08T11:38:15","date_gmt":"2020-03-08T14:38:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=226509"},"modified":"2020-03-08T23:41:02","modified_gmt":"2020-03-09T02:41:02","slug":"musicistas-buscam-mais-espaco-no-seu-meio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/musicistas-buscam-mais-espaco-no-seu-meio\/","title":{"rendered":"Musicistas buscam mais espa\u00e7o no seu meio"},"content":{"rendered":"<p>De acordo com o estudo Por Elas Que Fazem a M\u00fasica, divulgado pela Uni\u00e3o Brasileira de Compositores (UBC), cresceu 56% o n\u00famero de novos associados do sexo feminino \u00e0 entidade de 2018 para 2019. Considerando o total de novos associados, o incremento observado em 2019 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior foi de 34%. \u201cO n\u00famero de mulheres associadas cresceu em velocidade mais r\u00e1pida\u201d, afirmou a gerente de Comunica\u00e7\u00e3o e coordenadora da pesquisa da UBC, Elisa Eisenlohr.<\/p>\n<p>Elisa ressalta, entretanto, que ainda existe um grande gargalo entre a participa\u00e7\u00e3o de homens e mulheres na ind\u00fastria fonogr\u00e1fica. A pesquisa revela, por exemplo, que apenas dez mulheres est\u00e3o entre os 100 maiores arrecadadores de direitos autorais no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em sua terceira edi\u00e7\u00e3o, o estudo mostra que apesar do crescimento de 56% no n\u00famero de novas associadas \u00e0 UBC, permanece a desigualdade porque, dentre todos os mais de 33 mil associados da entidade, somente 15% s\u00e3o mulheres, contra 85% de homens. Em 2018, o sexo feminino no mercado fonogr\u00e1fico participava com 14%.<\/p>\n<p><strong>Concentra\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA maior concentra\u00e7\u00e3o das cerca de 5 mil associadas da UBC est\u00e1 na Regi\u00e3o Sudeste (64%), seguida do Nordeste, com 14%. Nas demais regi\u00f5es do pa\u00eds, as mulheres est\u00e3o presentes com 9% (Sul), 7% (Centro-Oeste) e 2% (Norte). Elisa Eisenlohr aponta que o relat\u00f3rio mostra para o mercado onde as mulheres est\u00e3o menos representadas. A migra\u00e7\u00e3o para o Sudeste \u00e9 consequ\u00eancia natural das carreiras ligadas \u00e0 ind\u00fastria fonogr\u00e1fica. \u201cO artista, quando quer fazer show, acaba se mudando para c\u00e1\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Por faixa et\u00e1ria, a maioria das mulheres que atuam nesse mercado tem entre 30 e 39 anos de idade (29%), 20 e 29 anos (20%) e 40 e 49 anos (19%). Apenas 3% est\u00e3o abaixo de 20 anos e 12% se encontram entre 50 e 59 anos.<\/p>\n<p>O estudo constata que os recebimentos como int\u00e9rprete continuam tendo o dobro da import\u00e2ncia econ\u00f4mica para as mulheres (27%) do que para os homens (14%). Elisa informou que a UBC representa quase 60% do volume arrecadado pelo Escrit\u00f3rio Central de Arrecada\u00e7\u00e3o e Distribui\u00e7\u00e3o (Ecad) em direitos autorais. Do total de recursos distribu\u00eddos pela UBC em 2019, 91% foram para homens e 9% para mulheres. Do total distribu\u00eddo, as maiores participa\u00e7\u00f5es para o sexo feminino foram observadas nas profiss\u00f5es de versionista (29%), contra 71% dos homens; e int\u00e9rprete (17%), contra 83% de homens. O sexo masculino domina tamb\u00e9m nas profiss\u00f5es de autor ou compositor (92%), m\u00fasico executante (93%) e produtor fonogr\u00e1fico (93%).<\/p>\n<p><strong>Rubrica<\/strong><br \/>\nO estudo revela ainda que, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, foi registrada expans\u00e3o no n\u00famero de obras e fonogramas cadastrados que t\u00eam participa\u00e7\u00e3o de mulheres como produtoras fonogr\u00e1ficas (+15%), autoras e m\u00fasicos executantes (+11% cada) e int\u00e9rpretes (+9%). A TV aberta foi a rubrica com menor participa\u00e7\u00e3o feminina no ano passado (7%), contra 93% de homens. Entretanto, essa foi a segunda maior fonte de rendimentos dentre o total arrecadado pelas mulheres. A primeira fonte foi o r\u00e1dio, com 25%. Entre os homens, a TV aberta foi a maior fonte de rendimentos, com 28% do total arrecadado, seguido por show, com 22%.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m cita que o canal da UBC no You tube (focado em carreiras e tutoriais) tem 78% dos expectadores do sexo masculino, contra 22% de mulheres.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora do estudo, como a mulher tem poucas refer\u00eancias nessa \u00e1rea musical, um dos desafios para elevar a representatividade feminina na m\u00fasica nacional \u201c\u00e9 quebrar esse estreitamento e abrir os horizontes na ind\u00fastria\u201d. Outro desafio \u00e9 adentrar nesse ambiente super masculino de est\u00fadio para que a mulher seja considerada t\u00e3o apta como os homens para desempenhar atividades como compositora, m\u00fasico executante, baterista, por exemplo. \u00c9 preciso tamb\u00e9m \u201cinspirar as novas gera\u00e7\u00f5es para que as mulheres se sintam tamb\u00e9m capazes\u201d, porque o homem est\u00e1 bem ambientado e a mulher \u00e9 muito mais vista como int\u00e9rprete e versionista, ou seja, pessoa que faz a vers\u00e3o de obras que n\u00e3o s\u00e3o dela. \u201c\u00c9 isso que a gente quer mudar\u201d, afirmou Elisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com o estudo Por Elas Que Fazem a M\u00fasica, divulgado pela Uni\u00e3o Brasileira de Compositores (UBC), cresceu 56% o n\u00famero de novos associados do sexo feminino \u00e0 entidade de 2018 para 2019. 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