{"id":227498,"date":"2020-03-25T11:22:28","date_gmt":"2020-03-25T14:22:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=227498"},"modified":"2020-03-25T11:22:28","modified_gmt":"2020-03-25T14:22:28","slug":"nada-do-que-foi-sera-do-jeito-que-ja-foi-um-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/nada-do-que-foi-sera-do-jeito-que-ja-foi-um-dia\/","title":{"rendered":"&#8216;Nada do que foi ser\u00e1 do jeito que j\u00e1 foi um dia&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Gosto muito de seriados, e assim um outro dia me identifiquei com uma frase. A mulher, com 46 anos, estava se separando pela terceira vez na vida, morrendo de medo de ficar s\u00f3 e todas aquelas coisas que passam pela nossa cabe\u00e7a quando passamos por isso. Levou o marido para a terapia e l\u00e1, sentados na frente da terapeuta, descobrindo que n\u00e3o era justo viver uma rela\u00e7\u00e3o ruim e esquecer toda a parte boa que tinha sido o casamento deles. Foram felizes, e a conclus\u00e3o \u00e9: como \u00e9 dif\u00edcil terminar um ciclo que foi muito feliz nas nossas vidas.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 o medo da vida, o medo de viver. N\u00e3o temos medo de coisas ruins, s\u00f3. Temos medo do desconhecido. Temos medo de n\u00e3o sabermos o que fazer com a gente mesmo depois que aquilo acabar. E por \u201caquilo\u201d identifique qualquer coisa: um bom emprego, um casamento, uma amizade ou at\u00e9 um flerte do passado. N\u00e3o largamos o osso, literalmente, pelo simples medo do que vem pela frente.<\/p>\n<p>E Lulu Santos estava certo quando disse que \u201cnada do que foi ser\u00e1 de novo do jeito que j\u00e1 foi um dia\u201d. O romance da personagem at\u00e9 pode ter sido perfeito, mas terminou. Isso porque ciclos s\u00e3o para serem vividos e encerrados. Sim, tamb\u00e9m nos mantemos presos a coisas ruins, por n\u00e3o conhecermos coisas melhores ou porque achamos que podemos mud\u00e1-las. Ledo engano. N\u00e3o mudamos as pessoas ou voltamos no tempo, pelo menos n\u00e3o no nosso plano de coisas e ideias.<\/p>\n<p>Todo mundo que j\u00e1 terminou um relacionamento que j\u00e1 tinha sido feliz tem a sensa\u00e7\u00e3o de que, um dia, o outro vai acordar pela manh\u00e3 e lembrar do que quanto nos amou e de como somos perfeitos um para o outro. E o grande sofrimento da hist\u00f3ria reside justamente a\u00ed. N\u00e3o podemos mudar o que passamos, mas podemos agradecer e ir embora. Ali\u00e1s, isso \u00e9 uma coisa que devemos fazer.<\/p>\n<p>Agradecer \u00e0s li\u00e7\u00f5es ruins e amargas que tivemos. Agradecer \u00e0s boas coisas. Agradecer as chances e as oportunidades de crescimento para n\u00e3o nos tornarmos fantasmas de n\u00f3s mesmos. Contando sempre as mesmas hist\u00f3rias do passado. Revivendo coisas que j\u00e1 aconteceram.<\/p>\n<p>Eu tenho uma mem\u00f3ria p\u00e9ssima e hoje eu vejo o quanto isso \u00e9 bom. Apesar de ainda precisar de umas tr\u00eas agendas para dar conta de cada coisa que eu preciso fazer, eu n\u00e3o tenho apegos ao passado. Se passou, passou, e eu nem lembro mais. Meus amigos vivem me contando hist\u00f3rias \u00f3timas que viveram comigo, que eu escuto e rio como se fosse a primeira vez. Viver no presente \u00e9 isso. Viver sem medo \u00e9 isso. Esperar que cada dia seja mais uma oportunidade, a tal da folha em branco para mudarmos o que precisamos e aceitarmos o que n\u00e3o podemos mudar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gosto muito de seriados, e assim um outro dia me identifiquei com uma frase. A mulher, com 46 anos, estava se separando pela terceira vez na vida, morrendo de medo de ficar s\u00f3 e todas aquelas coisas que passam pela nossa cabe\u00e7a quando passamos por isso. 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