{"id":233277,"date":"2020-06-08T14:55:39","date_gmt":"2020-06-08T17:55:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=233277"},"modified":"2020-06-08T14:55:39","modified_gmt":"2020-06-08T17:55:39","slug":"frota-perdida-de-abu-bakr-serve-de-exemplo-ate-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/frota-perdida-de-abu-bakr-serve-de-exemplo-ate-hoje\/","title":{"rendered":"Frota perdida de Abu Bakr serve de exemplo at\u00e9 hoje"},"content":{"rendered":"<p>No final da Idade M\u00e9dia, o Mali se tornou o mais formid\u00e1vel imp\u00e9rio da \u00c1frica Subsaariana que o continente j\u00e1 havia visto. Ele era mais rico do que qualquer outro Estado africano, e com liga\u00e7\u00f5es comerciais e culturais que o conectava a muitos dos principais centros do mundo medieval.<\/p>\n<p>Foi realmente incr\u00edvel. O imp\u00e9rio atingiu seu auge no s\u00e9culo 14. Foi durante essa \u00e9poca que Abu Bakr Keita, o \u00faltimo imperador da dinastia fundadora, subiu ao trono do Mali.<\/p>\n<p>No entanto, o novo imperador enfrentou um desafio sem precedentes: ele era t\u00e3o ambicioso quanto seus ancestrais, mas seu reino era limitado pelo implac\u00e1vel deserto do Saara de um lado e pelo Oceano Atl\u00e2ntico do outro, deixando poucas oportunidades de expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Mansa Musa, que serviu como conselheiro e aparente herdeiro de Abu Bakr, observou que o desejo do imperador de expandir seu reino cresceu com o tempo, at\u00e9 que se tornou uma obsess\u00e3o.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de seu reinado, Abu Bakr patrocinou uma tentativa ousada de atravessar o Oceano Atl\u00e2ntico, financiando a constru\u00e7\u00e3o de uma grande marinha, com centenas de barcos.<\/p>\n<p>Quando a frota ficou completa, ele se despediu de seus almirantes, dizendo a seus capit\u00e3es para n\u00e3o voltarem para a costa do Mali at\u00e9 que tivessem navegado com sucesso at\u00e9 os confins do Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Quando apenas um barco conseguiu voltar para casa, ele se arrependeu do que foi dito. Mas n\u00e3o desistiu. Deixando seu tenente de confian\u00e7a, Mansa Musa, encarregado da administra\u00e7\u00e3o de seu imp\u00e9rio, em 1312, ele tentou novamente. Dessa vez, ele liderou pessoalmente a expedi\u00e7\u00e3o e partiu com uma armada ainda maior de milhares de barcos totalmente carregados.<\/p>\n<p>Nem o imperador nem seus navios foram vistos novamente. Muitos ainda acreditam que ele cruzou o Atl\u00e2ntico com sucesso para fundar um novo Estado do Mali, mas, al\u00e9m de um punhado de belas can\u00e7\u00f5es que lembram a jornada, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias concretas de que isso ocorreu de fato.<\/p>\n<p>Embora possamos n\u00e3o saber definitivamente o que aconteceu com a frota de Abu Bakr, o legado de sua ambi\u00e7\u00e3o desenfreada mudou a natureza do projeto imperial do Mali.<\/p>\n<p>Mansa Musa, que o sucedeu, n\u00e3o compartilhou a fixa\u00e7\u00e3o de Abu Bakr com o crescimento do imp\u00e9rio adquirindo novas terras, construindo um forte ex\u00e9rcito e fortalecendo associa\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n<p>Seu tempo foi gasto superando um tipo diferente de limite. Na cidade de Timbuktu, Mansa Musa defendeu um projeto inspirado no esp\u00edrito empreendedor de seu antecessor: decidiu construir o maior centro de pesquisa intelectual que o mundo j\u00e1 havia visto.<\/p>\n<p>Os dois homens tentaram alterar o senso de identidade do Mali, mas a resposta quanto a se Abu Bakr teve sucesso \u00e9, sem d\u00favida, encontrar sua frota perdida.<\/p>\n<p><strong>*Historiador cultural e diretor do museu V&amp;A East<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final da Idade M\u00e9dia, o Mali se tornou o mais formid\u00e1vel imp\u00e9rio da \u00c1frica Subsaariana que o continente j\u00e1 havia visto. Ele era mais rico do que qualquer outro Estado africano, e com liga\u00e7\u00f5es comerciais e culturais que o conectava a muitos dos principais centros do mundo medieval. Foi realmente incr\u00edvel. 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