{"id":242550,"date":"2020-10-09T23:04:38","date_gmt":"2020-10-10T02:04:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=242550"},"modified":"2020-10-10T05:11:14","modified_gmt":"2020-10-10T08:11:14","slug":"lamborghini-e-bugatti-estao-com-uma-roda-na-f-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/lamborghini-e-bugatti-estao-com-uma-roda-na-f-1\/","title":{"rendered":"Lamborghini e Bugatti est\u00e3o com uma roda na F-1"},"content":{"rendered":"<p>O circo da F\u00f3rmula 1 deve pegar fogo na pr\u00f3xima temporada. \u00c9 que a Volkswagen, por meio de uma de suas subsidi\u00e1rias, avalia entrar nas pistas para tapar o buraco deixado pela Honda e Renault (que vai se chamar Alpine), a Volkswagen n\u00e3o tem nada a ver com a F1 e seus complexos motores V6 turbo de 1,6 litro e cerca de 1.000 cavalos de pot\u00eancia.<\/p>\n<p>Muita gente argumenta que a Volkswagen pode entrar n\u00e3o com sua pr\u00f3pria marca, mas com uma marca do Grupo Volkswagen. As apostas recaem sempre na Porsche (com enorme tradi\u00e7\u00e3o no automobilismo) e na Audi (sucessora da Auto Union dos anos anteriores \u00e0 Segunda Guerra Mundial). Afinal de contas, a Porsche e a Audi at\u00e9 recentemente estavam no WEC e ambas se consagraram nas 24 Horas de Le Mans com prot\u00f3tipos que tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam nada a ver com os carros de rua.<\/p>\n<p>Mas tanto a Audi quanto a Porsche decidiram apostar suas fichas na F\u00f3rmula E. Se n\u00e3o \u00e9 nem Porsche nem Audi, menos chances ainda teriam a Skoda e a Seat, marcas da Volks na Rep\u00fablica Tcheca e na Espanha. A solu\u00e7\u00e3o &#8212; que cairia como uma luva para a F\u00f3rmula 1 &#8212; seria a entrada de duas marcas de supercarros do Grupo Volkswagen: a italiana Lamborghini e a francesa Bugatti. N\u00e3o acredito muito que isso possa acontecer, mas \u00e9 fato que a Lamborghini e a Bugatti se tornaram um problema para a Volks justamente por causa da quest\u00e3o da emiss\u00e3o de carbono (a mesma que fez a Honda dar adeus \u00e0 F1).<\/p>\n<p>Fontes europeias dizem que at\u00e9 novembro a Volkswagen ter\u00e1 que decidir o que fazer com a Lamborghini e a Bugatti, duas marcas tradicional\u00edssimas que deixaram os alem\u00e3es de Wolfsburg numa sinuca de bico. Fechar as duas marcas? Seria um crime contra a cultura automobil\u00edstica. Investir milh\u00f5es de euros para tentar fazer seus supercarros (notadamente beberr\u00f5es) cumprirem as metas de emiss\u00e3o sem tirar o prazer da condu\u00e7\u00e3o? Afinal, \u00e9 por isso que os f\u00e3s pagam valores extratosf\u00e9ricos para ter um Lambo ou um Bugatti na garagem. Mas vale a pena? Ou seria melhor vender as marcas?<\/p>\n<p>Uma das possibilidades que est\u00e1 sobre a mesa dos chef\u00f5es de Wolfsburgo \u00e9 vender as duas marcas para a novata Rimac, uma jovem montadora da Cro\u00e1cia que se prop\u00f4s a desenvolver carros el\u00e9tricos de alta performance. Tanto que recentemente a Porsche adquiriu 10% da Rimac para desenvolverem alguns projetos juntas. Mas, apesar de tudo isso, faria sentido ter a Lamborghini e a Bugatti na F\u00f3rmula 1? Talvez.<\/p>\n<p>A Lamborghini \u00e9 a rival n\u00famero 1 da Ferrari. A empresa nasceu em 1963 porque seu criador, Ferruccio Lamborghini, que era fabricante de tratores, n\u00e3o gostou de uma resposta que recebeu de Enzo Ferrari ao reclamar de um problema na embreagem de seu carro (uma Ferrari). Ferruccio ent\u00e3o decidiu fabricar seus pr\u00f3prios carros &#8212; e fez coisas incr\u00edveis. Um dos engenheiros que ele contratou era Gian Paolo Dallara, que viria a se transformar num dos mais prestigiados fabricantes de chassis de carros de corrida.<\/p>\n<p>Atualmente, a Lamborghini tem forte presen\u00e7a no automobilismo. Desde 2013, a marca criou uma divis\u00e3o de pesquisa e desenvolvimento de carros de corrida, a Lamborghini Squadra Corse. A divis\u00e3o de motorsports da Lamborghini atua em quatro frentes: 1) dando apoio \u00e0s equipes em corridas do Lamborghini Super Trofeo em tr\u00eas continentes; 2) promovendo campeonatos de Lamborghini GT3 tamb\u00e9m em tr\u00eas continentes; 3) dando cursos de pilotagem na Lamborghini Accademia; 4) realizando programas para jovens pilotos. Por que n\u00e3o colocar energia no desenvolvimento de motores de F\u00f3rmula 1?<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 Bugatti, a marca francesa n\u00e3o tem presen\u00e7a atualmente no automobilismo, mas sua tradi\u00e7\u00e3o nas corridas \u00e9 muito maior do que a da Lamborghini. A Bugatti foi criada por Ettore Bugatti, em 1909, e acabou fazendo enorme sucesso nas pistas. A marca conquistou vit\u00f3rias marcantes. Por exemplo: os tr\u00eas primeiros GPs de M\u00f4naco, disputados em 1929, 1930 e 1931, foram vencidos por carros da Bugatti &#8212; os dois primeiros com um Type 35 e o terceiro com um Type 51. Somente em 1932 ela foi derrotada nas ruas do Principado, por Tazio Nuvolari a bordo de um Alfa Romeo. A Bugatti voltou a ganhar em 1933. Alguns pilotos daquela \u00e9poca, como Chiron e Veyron, d\u00e3o nome aos super carros da Bugatti.<\/p>\n<p>Tanto a Lamborghini quanto a Bugatti j\u00e1 participaram da F1 moderna. A Bugatti participou do GP da Fran\u00e7a de 1956, mas n\u00e3o era a mesma dos anos 30. O carro pilotado por Maurice Trintignant largou em 18o lugar a abandonou depois de 18 voltas. A Lamborghini fez v\u00e1rias tentativas. Como equipe, foi um fiasco na temporada de 1991. Mesmo com o \u00f3timo piloto Nicola Larini e Eric van de Poele, s\u00f3 conseguiu se classificar em seis das 16 corridas daquele ano. O melhor resultado foi um 7o lugar de Larini em Phoenix (EUA). Como fornecedora de motores, a Lamborghini fez cinco temporadas: 1990 (Lola), 1991 (Lola e Lotus), 1992 (Lamborghini e Ligier), 1992 (Minardi e Venturi) e 1993 (Larousse). Em 90 GPs, conseguiu um belo p\u00f3dio no GP do Jap\u00e3o de 1990, com Aguri Suzuki (Lola), na dobradinha de Nelson Piquet e Roberto Moreno pela Benetton Ford-Cosworth.<\/p>\n<p>Tradi\u00e7\u00e3o e afinidade, portanto, n\u00e3o faltam para a Lamborghini e a Bugatti investirem na F\u00f3rmula 1. O problema maior talvez n\u00e3o seja o desejo do Grupo Volkswagen, mas sim a pr\u00f3pria indecis\u00e3o da F1 quanto ao seu futuro. Desde que os atuais motores V6 h\u00edbridos foram introduzidos na categoria, j\u00e1 houve tentativas de mudan\u00e7a, que acabaram sendo barradas pelas montadoras envolvidas na categoria. Pelo Pacto da Conc\u00f3rdia, os atuais motores v\u00e3o at\u00e9 2025. Para atrair novos fabricantes de motores, a F\u00f3rmula 1 precisa acima de tudo oferecer previsibilidade &#8212; definir o quanto antes qual ser\u00e1 a pr\u00f3xima configura\u00e7\u00e3o de motores. Nenhum fabricante de motor vai investir uma f\u00e1bula numa categoria que n\u00e3o sabe para onde quer ir. A ind\u00fastria de carros sabe para onde quer ir: no caminho da redu\u00e7\u00e3o (ou elimina\u00e7\u00e3o total) das emiss\u00f5es de carbono. Mas ser\u00e1 que a F1 tamb\u00e9m quer tomar esse rumo?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O circo da F\u00f3rmula 1 deve pegar fogo na pr\u00f3xima temporada. \u00c9 que a Volkswagen, por meio de uma de suas subsidi\u00e1rias, avalia entrar nas pistas para tapar o buraco deixado pela Honda e Renault (que vai se chamar Alpine), a Volkswagen n\u00e3o tem nada a ver com a F1 e seus complexos motores V6 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":242551,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-242550","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esportes"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242550","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=242550"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242550\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":242552,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242550\/revisions\/242552"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/242551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=242550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=242550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=242550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}