{"id":243469,"date":"2020-10-23T00:20:14","date_gmt":"2020-10-23T03:20:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=243469"},"modified":"2020-10-23T17:22:20","modified_gmt":"2020-10-23T20:22:20","slug":"anticorpos-tem-vida-util-de-ao-menos-sete-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/anticorpos-tem-vida-util-de-ao-menos-sete-meses\/","title":{"rendered":"Anticorpos t\u00eam vida \u00fatil de ao menos sete meses"},"content":{"rendered":"<p>Uma das quest\u00f5es que mais tem suscitado interesse e investiga\u00e7\u00e3o por parte da comunidade cient\u00edfica, desde o in\u00edcio da pandemia, \u00e9 perceber se os organismos de doentes com covid-19 s\u00e3o capazes de ter uma resposta imune adequada e quanto tempo pode durar essa imunidade. Agora, um novo estudo norte-americano revelou que os anticorpos, que protegem o organismo de ser infectado com o novo coronav\u00edrus, podem ter uma dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 sete meses.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, acompanharam durante meses cerca de 6 mil pacientes infectados com o novo coronav\u00edrus e descobriram que os anticorpos contra o Sars-CoV-2 podem continuar presentes no sangue por um per\u00edodo de, no m\u00ednimo, cinco a sete meses.<\/p>\n<p>Recentemente, foram confirmados casos de pessoas reinfectadas que, de acordo com o jornal espanhol El Pa\u00eds, apresentaram sintomas mais graves quando ficaram doentes com covid-19 pela segunda vez &#8211; exemplos que suscitam duvidas \u00e0 comunidade cient\u00edfica quando se fala em imunidade.<\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos meses foram divulgados diversos estudos que mostravam que os anticorpos &#8211; prote\u00ednas do sistema imunit\u00e1rio que evitam que o v\u00edrus infecte as c\u00e9lulas do organismo &#8211; contra o novo coronav\u00edrus iam diminuindo passados alguns meses ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, principalmente em pessoas que apresentaram sintomas ligeiros.<\/p>\n<p>As teorias s\u00e3o v\u00e1rias e as d\u00favidas ainda mais. Mas a quest\u00e3o mant\u00e9m-se: as pessoas ficam protegidas ap\u00f3s a primeira infe\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>O estudo norte-americano, divulgado na ter\u00e7a-feira (20) na publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Immunity, e considerado um dos maiores realizados at\u00e9 agora, por ter analisado cerca de 6 mil pessoas, indica que sim: quem j\u00e1 esteve infectado com o novo coronav\u00edrus pode ter imunidade at\u00e9, pelo menos, sete meses.<\/p>\n<p>&#8220;O nosso estudo mostra que \u00e9 poss\u00edvel gerar uma imunidade duradoura contra esse v\u00edrus&#8221;, explicou ao jornal espanhol Deepta Bhattacharya, pesquisador da Universidade do Arizona e coautor do trabalho.<\/p>\n<p>&#8220;Nas infe\u00e7\u00f5es moderadas que analisamos, a resposta de anticorpos parece bastante convencional. Os n\u00edveis dessas prote\u00ednas sobem primeiro, depois caem e no fim acabam por estabilizar&#8221;, continuou. E quanto \u00e0s reinfec\u00e7\u00f5es, o investigador explica que pode acontecer mas que s\u00e3o casos &#8220;excepcionais&#8221;.<\/p>\n<p>Quando um v\u00edrus infecta o corpo, o sistema imunol\u00f3gico produz c\u00e9lulas plasm\u00e1ticas de curta dura\u00e7\u00e3o, que produzem anticorpos para combater imediatamente o agente patog\u00eanico. Esses anticorpos aparecem no sangue, normalmente, at\u00e9 14 dias ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o e, segundo o autor do estudo, alguns deles &#8220;s\u00e3o muito sofisticados&#8221;, podendo memorizar um patog\u00eanico para sempre e desenvolver armas moleculares para o destruir, incluindo diferentes tipos de anticorpos de elevada pot\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Estudo<\/strong><br \/>\nO estudo norte-americano resultou de uma campanha de testes que envolveu 30 mil pessoas. Os investigadores, no entanto, analisaram e acompanharam 5.882 dessas pessoas, estudando a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos neutralizantes em mais de mil.<\/p>\n<p>A preval\u00eancia de infe\u00e7\u00f5es \u00e9 baixa, contando apenas com cerca de 200 pessoas que transmitiram o v\u00edrus e produziram anticorpos neutralizantes, explicou Bhattacharya.<\/p>\n<p>&#8220;Se os anticorpos fornecem prote\u00e7\u00e3o duradoura contra o novo coronav\u00edrus tem sido uma das perguntas mais dif\u00edceis de responder, essa investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 nos deu a capacidade de testar com precis\u00e3o os anticorpos contra a covid-19, mas tamb\u00e9m o conhecimento de que a imunidade duradoura \u00e9 uma realidade&#8221;.<\/p>\n<p>Ao analisar o sangue de volunt\u00e1rios que testaram positivo para o novo coronav\u00edrus, os cientistas descobriram que os anticorpos estavam presentes em n\u00edveis vi\u00e1veis \u200b\u200bpor um per\u00edodo de, pelo menos, cinco a sete meses. Contudo, o m\u00e1ximo que a equipe conseguiu voltar atr\u00e1s no tempo, para ver a dura\u00e7\u00e3o dos anticorpos foi precisamente sete meses, uma vez que a epidemia chegou relativamente mais tarde ao Arizona.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3 conseguimos testar seis pessoas que foram infectadas h\u00e1 cerca de sete meses, mas temos muitas outras infectadas h\u00e1 tr\u00eas, quatro, cinco meses&#8221;, disse o pesquisador. &#8220;N\u00e3o temos uma bola de cristal para saber quanto tempo os anticorpos duram, mas com base no que sabemos sobre outros coronav\u00edrus, esperamos que a resposta imunol\u00f3gica seja mantida durante pelo menos sete meses, e provavelmente por muito mais tempo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Sabemos que as pessoas que foram infectadas com o primeiro coronav\u00edrus da Sars, que \u00e9 o mais semelhante ao Sars-CoV-2, ainda conseguem estar imunes 17 anos ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescentou Bhattacharya. &#8220;Se o Sars-CoV-2 for parecido com o primeiro, esperamos que os anticorpos durem pelo menos dois anos, e seria improv\u00e1vel qualquer per\u00edodo muito mais curto [do que isso].&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das quest\u00f5es que mais tem suscitado interesse e investiga\u00e7\u00e3o por parte da comunidade cient\u00edfica, desde o in\u00edcio da pandemia, \u00e9 perceber se os organismos de doentes com covid-19 s\u00e3o capazes de ter uma resposta imune adequada e quanto tempo pode durar essa imunidade. 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