{"id":244057,"date":"2020-10-31T10:26:05","date_gmt":"2020-10-31T13:26:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=244057"},"modified":"2020-10-31T13:29:06","modified_gmt":"2020-10-31T16:29:06","slug":"perdas-da-vida-sao-necessarias-mas-nao-sao-faceis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/perdas-da-vida-sao-necessarias-mas-nao-sao-faceis\/","title":{"rendered":"Perdas da vida s\u00e3o necess\u00e1rias, mas n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis"},"content":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o t\u00edtulo de um livro que estou lendo agora. Simplesmente maravilhoso! Fala das nossas perdas. As perdas que s\u00e3o sempre necess\u00e1rias para o nosso crescimento. Mas ningu\u00e9m falou que por ser necess\u00e1ria, ela seria f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Perder n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Perder um amor, perder um ente querido, perder o \u00f4nibus j\u00e1 deixa a gente bravo, imagina o resto. Lembro que fiquei super chateada de ter pedido um lindo colar de p\u00e9rolas que eu tinha, bem comprido. Pela nossa vida vamos perdendo as coisas. Quando eu era crian\u00e7a, eu pensava que estas coisas perdidas iam para algum lugar e que, um dia, as encontrar\u00edamos de novo. N\u00e3o estava de todo errada.<\/p>\n<p>A grande verdade \u00e9 que a dor da perda \u00e9 mais a dor do apego do que do amor. Pensem em algu\u00e9m que voc\u00ea amava e que morreu, por exemplo. O amor foi com a pessoa? Voc\u00ea deixou de amar porque a pessoa morreu? Voc\u00ea pode ter perdido a pessoa, a situa\u00e7\u00e3o, mas o amor por ela n\u00e3o morre junto. Sobrevive. Ent\u00e3o porque d\u00f3i tanto? Justamente porque com a pessoa vai o nosso apego. Vai a nossa necessidade de estar perto, junto. Vai a rotina que existia, vai a vida como ela era. A chegada de qualquer coisa muda as nossas vidas e a ida tamb\u00e9m. Mas deixar ir \u00e9 t\u00e3o mais complicado do que deixar entrar.<\/p>\n<p>E aqui aparece outra quest\u00e3o. Como coisas novas entram se n\u00e3o deixarmos as velhas sa\u00edrem? \u00c9 a famosa lei do v\u00e1cuo. O Universo n\u00e3o suporta o v\u00e1cuo e, quando temos um vazio, temos uma necessidade enorme de preencher aquele peda\u00e7o. Pergunte isso pra minha estante do consult\u00f3rio. Quando comprei a estante jurei que n\u00e3o a encheria de quinquilharias. Mas a\u00ed ganhei um pequeno Buda fofo da minha paciente, e mais um aromatizante de outra, e achei bolinhas antiestress na feira da Benedito Calixto e agora a estante est\u00e1 lotada. Ver os espa\u00e7os vazios nos faz ir atr\u00e1s de coisas novas.<\/p>\n<p>E esta \u00e9 a parte boa. Depois da perda. O durante \u00e9 doloroso, \u00e9 desespero. Remete-nos a todas as nossas perdas anteriores. Uma separa\u00e7\u00e3o, por mais que seja a gente que quer, d\u00f3i. \u00c9 muita hist\u00f3ria pra deixar pra tr\u00e1s, pra desapegar. \u00c9 luto tamb\u00e9m como qualquer outra coisa.<\/p>\n<p>Ontem, pensando nisso, assisti o filme Sob o sol da Toscana. A mo\u00e7a se separa e sofre muito at\u00e9 se redescobrir. Acredito que todos j\u00e1 passaram por estes momentos de transforma\u00e7\u00f5es embara\u00e7osas e complicadas. E todo mundo sempre se refaz. Por mais que voc\u00ea esteja agora sofrendo por isso, saiba que vai passar, \u00e9 a \u00fanica certeza que temos.<\/p>\n<p>S\u00e3o as perdas. E s\u00e3o sim muito necess\u00e1rias. Aprender a desapegar e deixar a vida fluir \u00e9 abrir caminho pra que o Universo se manifeste em voc\u00ea. Perceba qual \u00e9 a sua maneira de deixar a dor sair. Vale chorar, vale sofrer, gritar, entrar em p\u00e2nico. Mas sabendo que no final, tudo vai acabar bem. Porque sempre acaba bem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o t\u00edtulo de um livro que estou lendo agora. Simplesmente maravilhoso! Fala das nossas perdas. As perdas que s\u00e3o sempre necess\u00e1rias para o nosso crescimento. Mas ningu\u00e9m falou que por ser necess\u00e1ria, ela seria f\u00e1cil. Perder n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Perder um amor, perder um ente querido, perder o \u00f4nibus j\u00e1 deixa a gente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":244058,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[67],"tags":[],"class_list":["post-244057","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mulher"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/244057","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=244057"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/244057\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":244059,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/244057\/revisions\/244059"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/244058"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=244057"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=244057"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=244057"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}