{"id":246552,"date":"2020-12-05T08:53:54","date_gmt":"2020-12-05T11:53:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=246552"},"modified":"2020-12-05T08:54:21","modified_gmt":"2020-12-05T11:54:21","slug":"voce-e-apegado-aos-seus-pertences-ou-a-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/voce-e-apegado-aos-seus-pertences-ou-a-memoria\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea \u00e9 apegado aos seus pertences ou \u00e0 mem\u00f3ria?"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea guarda mem\u00f3rias em seus pertences? Se sim, isso lhe faz acumular objetos por medo, inseguran\u00e7a ou bloqueio em \u201cse livrar\u201d de mem\u00f3rias afetivas? Bem, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica pessoa a fazer isso.<\/p>\n<p>Estudos mostram que muitas pessoas t\u00eam dificuldade em passar seus itens adiante (seja para venda, doa\u00e7\u00e3o, reciclagem ou at\u00e9 mesmo para descarte, quando as pe\u00e7as j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam mais utilidade) justamente por causa do apego emocional que possuem em rela\u00e7\u00e3o aos objetos. O valor afetivo aos pertences pessoais \u00e9 um conceito muito utilizado em \u00e1reas da psicologia, que aborda o valor que colocamos para cada objeto que temos. \u00c9 como se cada item nos lembrasse alguma hist\u00f3ria importante, momento ou etapa da nossa vida.<\/p>\n<p>Larissa Massei tem 22 anos e \u00e9 formada em gastronomia. Apesar de n\u00e3o exercer diretamente a profiss\u00e3o, Larissa n\u00e3o se sente confort\u00e1vel em passar adiante os materiais que comprou durante a faculdade. Facas, livros, outros utens\u00edlios de cozinha e at\u00e9 mesmo a doma (uniforme dos chefes de cozinha) continuam em sua casa, mesmo que, no momento, sirvam apenas para ocupar espa\u00e7o f\u00edsico, uma vez que n\u00e3o os usa desde que acabou o curso.<\/p>\n<p>\u201cAlguns utens\u00edlios de cozinha eu continuo usando, mas muitos n\u00e3o servem mais porque n\u00e3o s\u00e3o pr\u00e1ticos para o dia a dia, pois servem para preparos espec\u00edficos que n\u00e3o realizo hoje em dia\u201d, conta. \u201cMesmo assim eu n\u00e3o tenho coragem de passar adiante, mesmo estando em perfeito estado. Tudo me lembra de um tempo muito feliz, quando estudava. Por isso n\u00e3o tenho vontade de me desfazer\u201d, conclui Larissa.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a realidade de diversas pessoas. Sabe aquele look que voc\u00ea usou em uma ocasi\u00e3o muito especial (como formatura ou noivado, por exemplo), ou aquela joia que foi presente da sua av\u00f3, mas que voc\u00ea usou apenas uma vez? Tudo isso carrega valor afetivo. \u00c9 como se fosse parte daquela mem\u00f3ria. E uma vez que \u00e9 parte da mem\u00f3ria, dar o objeto para outra pessoa poderia significar dar parte dessa lembran\u00e7a especial. \u201cMinha doma me acompanhou durante dois anos inteiros. Esteve comigo em diversos momentos importantes da minha forma\u00e7\u00e3o. N\u00e3o consigo imaginar outra pessoa usando\u201d, explica Larissa.<\/p>\n<p>E \u00e9 ent\u00e3o que voc\u00ea, possivelmente, percebe que n\u00e3o tem espa\u00e7o \u201cpara mais nada\u201d. \u00c9 quando voc\u00ea v\u00ea seu arm\u00e1rio lotado de roupas, mas mesmo assim percebe que usa sempre as mesmas op\u00e7\u00f5es. Ou quando sua casa est\u00e1 recheada de objetos, mas voc\u00ea n\u00e3o os usa. E ent\u00e3o, por que n\u00e3o nos livramos deles?<\/p>\n<p>Em uma sociedade de economia criativa, poder\u00edamos passar pe\u00e7as em bom estado adiante para recebermos outras pe\u00e7as, igualmente us\u00e1veis, de outra pessoa. Isso geraria uma cadeia de economia, uma vez que ningu\u00e9m precisou comprar nada novo nesse processo \u2013 basta participar do ciclo de doa\u00e7\u00f5es e recebimentos. Vale a pena praticar o desapego. Mas \u00e9 preciso estar preparado emocionalmente para isso. \u00c9 preciso trabalhar em voc\u00ea que suas mem\u00f3rias n\u00e3o est\u00e3o necessariamente em objetos, mas, sim, dentro de voc\u00ea.<\/p>\n<p>Quando perguntada como se sentiria a respeito de passar adiante objetos que n\u00e3o usa mais para receber, em troca, outros que seriam \u00fateis em seu dia a dia, Larissa ficou pensativa e um pouco relutante, mas percebeu que valeria a pena e, mais do que isso, faria bem a ela. \u201c\u00c9 claro que sempre vai ter aquele item que \u00e9 mais importante para voc\u00ea. Uma heran\u00e7a de fam\u00edlia especial, uma pe\u00e7a de roupa que era da sua m\u00e3e ou qualquer outra coisa. Mas n\u00e3o devemos colocar esse valor emocional em tudo\u201d, reflete. \u201cRealmente vale a pena trabalhar o desapego de alguns objetos. Mas, antes, preciso praticar o desapego emocional que tenho com eles\u201d, conclui Larissa. E voc\u00ea, como se sente em rela\u00e7\u00e3o aos seus pertences?<\/p>\n<p>Sejam eles roupas, itens de decora\u00e7\u00e3o ou qualquer outra coisa, devemos entender que nossas mem\u00f3rias, emo\u00e7\u00f5es e sentimentos devem estar dentro de n\u00f3s, porque o material \u00e9 passageiro, muitas vezes acaba estragando, ou sendo perdido, e isso n\u00e3o significa \u2013 de forma alguma \u2013 que perdemos nossa mem\u00f3ria especial, pois ela est\u00e1 em n\u00f3s, n\u00e3o nos objetos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea guarda mem\u00f3rias em seus pertences? Se sim, isso lhe faz acumular objetos por medo, inseguran\u00e7a ou bloqueio em \u201cse livrar\u201d de mem\u00f3rias afetivas? 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