{"id":24709,"date":"2014-10-12T18:03:17","date_gmt":"2014-10-12T21:03:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=24709"},"modified":"2014-10-13T09:10:56","modified_gmt":"2014-10-13T12:10:56","slug":"internet-vira-ingrediente-para-criar-mais-intimidade-e-gerar-confianca-entre-pais-e-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/internet-vira-ingrediente-para-criar-mais-intimidade-e-gerar-confianca-entre-pais-e-filhos\/","title":{"rendered":"Internet cria mais intimidade e confian\u00e7a entre pais e filhos"},"content":{"rendered":"<p>Os pais dos jovens que viveram antes da internet n\u00e3o sabiam muito bem o que seus filhos compartilhavam, o que os amigos deles pensavam e, \u00e0s vezes, nem por onde os adolescentes andavam. Com a tecnologia e as redes sociais, informa o Uol, a conviv\u00eancia familiar ficou mais estreita. Al\u00e9m de aproximar quem est\u00e1 longe, as ferramentas permitem conhecer um pouco mais do universo de cada um.<\/p>\n<p>Pelo Facebook, por exemplo, alguns pais t\u00eam uma ideia melhor do que se passa na vida e na cabe\u00e7a dos filhos. &#8220;Atrav\u00e9s das postagens, conhe\u00e7o suas ideologias, seus pensamentos e o que acontece no seu entorno. As vontades e os desejos dela aparecem nas entrelinhas do que ela compartilha e comenta&#8221;, diz a empres\u00e1ria \u00c9rica Marques, atuante na \u00e1rea de marketing digital, acerca do comportamento de sua filha Piettra Marques Rebelo, 16 anos, que criou o perfil na rede social h\u00e1 quatro anos com o aval da m\u00e3e.<\/p>\n<blockquote><p>A psic\u00f3loga Mariana Matos, professora de cursos de extens\u00e3o sobre novas tecnologias e relacionamentos da PUC-Rio (Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro), acredita que as redes sociais apenas refor\u00e7am mudan\u00e7as na fam\u00edlia que j\u00e1 vinham acontecendo. &#8220;Antes dessas tecnologias, j\u00e1 havia uma abertura maior para o di\u00e1logo, as rela\u00e7\u00f5es se tornaram mais \u00edntimas e as crian\u00e7as ganharam import\u00e2ncia e participa\u00e7\u00e3o na vida da fam\u00edlia&#8221;, explica.<\/p><\/blockquote>\n<p>Mas se antes bastava o adolescente fechar a porta do quarto para se isolar, hoje, isso j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais suficiente. &#8220;Existem tantos meios de contato que \u00e9 normal os pais terem mais acesso ao que os filhos pensam, com quem se relacionam e perceber se h\u00e1 algum problema&#8221;, observa Mariana.<\/p>\n<p>Para o psic\u00f3logo Gonzalo Bacigalupe, professor do programa de Terapia Familiar da Universidade de Massachusetts, em Boston, nos Estados Unidos, uma das vantagens da tecnologia, como celulares e redes sociais, no cotidiano familiar \u00e9 a possibilidade de maior participa\u00e7\u00e3o no dia a dia mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia. &#8220;Isso permite que as pessoas tomem decis\u00f5es em colabora\u00e7\u00e3o com as outras&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria \u00c9rica Marques tira proveito dessa agilidade da comunica\u00e7\u00e3o digital para poder acompanhar a filha Piettra, mesmo de longe. &#8220;Eu estava em uma reuni\u00e3o enquanto ela se arrumava para ir a uma festa. Ela tirou uma foto de como estava vestida e pediu minha opini\u00e3o&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Como acontece com qualquer revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, existe sempre o temor de que algo novo transforme de maneira negativa a forma com que as pessoas se relacionam. H\u00e1 sempre o medo de que a tecnologia substitua o di\u00e1logo. &#8220;Antes da internet, a TV foi vista como vil\u00e3, que impediria de conversamos uns com os outros, de ficarmos juntos. E hoje a TV \u00e9 como um evento social, algo que assistimos juntos&#8221;, afirma Bacigalupe.<\/p>\n<blockquote><p>O professor da Universidade de Massachusetts enxerga a tecnologia mais como um meio para conectar as pessoas do que afast\u00e1-las. Pelas redes sociais, \u00e9 poss\u00edvel dividir fotos e acontecimentos familiares com os parentes que moram longe, que em outros tempos perdiam totalmente o contato. &#8220;A tecnologia ajudou as fam\u00edlias que vivem distantes, em diferentes cidades, a se manterem conectadas&#8221;, fala.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para a psic\u00f3loga Rosane Spizzirri, autora do livro &#8220;Adolesc\u00eancia &amp; Comunica\u00e7\u00e3o Virtual&#8221; (Editora Sinodal), as redes sociais aumentam as possibilidades de comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m em fam\u00edlias que j\u00e1 mant\u00eam um bom di\u00e1logo. &#8220;A tecnologia expressa nas fam\u00edlias o funcionamento existente. Nas fam\u00edlias que t\u00eam boa qualidade de intera\u00e7\u00e3o, geralmente isso se estender\u00e1 \u00e0s redes sociais e vice-versa&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Segundo Rosane, os problemas, como o uso excessivo em momentos de conviv\u00eancia familiar e a troca do conv\u00edvio presencial pelo virtual, surgem nas fam\u00edlias disfuncionais. &#8220;Fam\u00edlias com prec\u00e1ria qualidade de afeto, conviv\u00eancia e autoridade ter\u00e3o maiores dificuldades em administrar essas ferramentas t\u00e3o sedutoras aos jovens&#8221;, explica a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>Por mais que a tecnologia e as redes sociais facilitem a comunica\u00e7\u00e3o e ajudem a estreitar o relacionamento familiar, existe um espa\u00e7o de cada um, inclusive do jovem, que deve ser respeitado. Na opini\u00e3o de Gonzalo Bacigalupe, os adolescentes precisam ter sua pr\u00f3pria cultura e seu mundo separado dos adultos para se desenvolverem.<\/p>\n<p>&#8220;Existem coisas que eles n\u00e3o querem dividir com os pais e isso \u00e9 normal, saud\u00e1vel. E eles sempre encontram maneiras de se comunicar de um jeito que os pais n\u00e3o necessariamente entendem&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Mesmo sem chegar ao extremo de bloquear os pais no Facebook, os jovens criam mecanismos para preservar a privacidade, como pela utiliza\u00e7\u00e3o de mensagens privadas e grupos no aplicativo de mensagens Whatsapp.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Mariana Matos defende que \u00e9 importante que os pais compreendam essa necessidade e n\u00e3o aproveitem as ferramentas digitais para invadir a vida dos filhos. &#8220;\u00c9 interessante usar para conhecer e conversar mais, por\u00e9m quando isso \u00e9 usado para um controle exagerado e para vigiar se torna negativo&#8221;, diz.<\/p>\n<p>\u00c9rica Marques revela que, no in\u00edcio, supervisionava todas as a\u00e7\u00f5es da filha Piettra no Facebook, contudo com muita conversa e explica\u00e7\u00e3o. Antes de postar uma foto, a garota tinha de pedir a valida\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, que muitas vezes perguntava, por exemplo, se Piettra achava uma boa ideia publicar uma foto de biqu\u00edni.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje ela j\u00e1 tem liberdade de postar a foto que escolher. E, quando eu n\u00e3o curto ou comento, ela pergunta se eu vi e porque ainda n\u00e3o interagi&#8221;, conta a empres\u00e1ria. Para \u00c9rica, as redes sociais contribuem para a conviv\u00eancia di\u00e1ria e, no seu caso com a filha, ajudaram tamb\u00e9m a criar uma rela\u00e7\u00e3o de mais intimidade e confian\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pais dos jovens que viveram antes da internet n\u00e3o sabiam muito bem o que seus filhos compartilhavam, o que os amigos deles pensavam e, \u00e0s vezes, nem por onde os adolescentes andavam. Com a tecnologia e as redes sociais, informa o Uol, a conviv\u00eancia familiar ficou mais estreita. 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