{"id":247302,"date":"2020-12-15T07:50:06","date_gmt":"2020-12-15T10:50:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=247302"},"modified":"2020-12-15T09:15:28","modified_gmt":"2020-12-15T12:15:28","slug":"gravidez-depois-dos-35-exige-cuidados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/gravidez-depois-dos-35-exige-cuidados\/","title":{"rendered":"Gravidez depois dos 35 exige cuidados"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de mulheres brasileiras que se tornaram m\u00e3es ap\u00f3s os 35 anos aumentou. \u00c9 o que revelam os dados divulgados neste m\u00eas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Em 10 anos, a quantidade de m\u00e3es com menos de 15 anos de idade que deram \u00e0 luz caiu 26,3%. Em compensa\u00e7\u00e3o, as gesta\u00e7\u00f5es entre 35 e 39 anos aumentaram 63,6%. Entre os 40 e 44 anos de idade, a alta no n\u00famero de partos foi de 57% e na faixa et\u00e1ria dos 45 aos 49 anos, de 27,2%. J\u00e1 entre as mulheres com mais de 50 anos de idade, a alta foi de 55%.<\/p>\n<p>Segundo m\u00e9dicos da Sociedade Brasileira de Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida (SBRA), os principais motivos para o adiamento da gesta\u00e7\u00e3o apontados pelas mulheres que chegam em seus consult\u00f3rios s\u00e3o a escolha do parceiro certo para constituir uma fam\u00edlia, busca por estabilidade financeira e maturidade para conceber um filho, al\u00e9m de novos relacionamentos.<\/p>\n<p>Para a ginecologista e presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa, independentemente das escolhas por tr\u00e1s dessa mudan\u00e7a, \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia que essas mulheres estejam informadas de que a chance de poder engravidar mais tarde, com uma vida profissional e financeira mais estabilizada, pode vir acompanhada de um problema: a queda da reserva ovariana. \u201cIsso reflete no resultado dos procedimentos, uma vez que a quantidade e qualidade dos \u00f3vulos nessa faixa et\u00e1ria j\u00e1 est\u00e1 mais comprometida. O tratamento n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, mas tem maior risco de abortamento e a chance de engravidar por transfer\u00eancia mesmo nos tratamentos de reprodu\u00e7\u00e3o assistida demora mais, exceto quando a paciente faz estudo gen\u00e9tico do embri\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os riscos na gravidez impactados pela idade da m\u00e3e podem gerar maiores \u00edndices de complica\u00e7\u00f5es gestacionais, o que requer um acompanhamento profissional mais intensivo nas mulheres a partir dessa idade. \u201cPor isso, \u00e9 fundamental estar informada sobre os reais benef\u00edcios que a reprodu\u00e7\u00e3o assistida pode alcan\u00e7ar para aquela mulher que deseja postergar a gesta\u00e7\u00e3o e ter beb\u00eas com o seu material gen\u00e9tico\u201d, diz.<\/p>\n<p>No caso de mulheres que desejam conceber ap\u00f3s os 40 anos, os cuidados devem ser ainda maiores. \u201cEmbora existam exce\u00e7\u00f5es, infelizmente as t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida n\u00e3o se destacam tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s chances de concep\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas que resultam em nascidos vivos sadios ap\u00f3s os 43 anos. O Conselho Federal de Medicina (CFM) estipula 50 anos como a idade limite para que uma mulher seja submetida a t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida\u201d, ressalta Manoela Porto, m\u00e9dica certificada pela SBRA.<\/p>\n<p>De acordo com a m\u00e9dica, a gravidez tardia tamb\u00e9m aumenta o risco das s\u00edndromes cromoss\u00f4micas, ou seja, a sa\u00fade do beb\u00ea tamb\u00e9m pode ser afetada. \u201cAl\u00e9m das medidas aplicadas a todas as gestantes, as m\u00e3es mais maduras devem ter uma vigil\u00e2ncia mais precoce pelo risco aumentado de aborto e gesta\u00e7\u00e3o fora do \u00fatero, rastreamento e aconselhamento para o risco de s\u00edndromes cromoss\u00f4micas e interven\u00e7\u00f5es para diminuir riscos como diabetes e pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia (hipertens\u00e3o que ocorre durante a gesta\u00e7\u00e3o)\u201d, diz.<\/p>\n<p>A ginecologista ressalta que para muitas mulheres com idade reprodutiva avan\u00e7ada, a reprodu\u00e7\u00e3o assistida s\u00f3 ter\u00e1 \u00eaxito se recorrerem a \u00f3vulos doados por mulheres em idade mais jovem, conclui a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00e3o e acolhimento &#8211; Foi justamente pensando nessas mulheres que passaram dos 35 anos e desejam ser m\u00e3es, que a jornalista Aline Dini criou o projeto M\u00e3e aos 40. O foco do perfil \u00e9 informar sobre os pr\u00f3s e contras de encarar a maternidade na maturidade, por meio de entrevistas semanais com especialistas.<\/p>\n<p>O ve\u00edculo tamb\u00e9m apresenta toda semana hist\u00f3rias de mulheres que se tornaram m\u00e3es na faixa dos 40 anos, pelos mais variados meios (gesta\u00e7\u00e3o natural, ovodoa\u00e7\u00e3o, barriga solid\u00e1ria e ado\u00e7\u00e3o), e acolhe as mulheres que est\u00e3o passando por dificuldades de engravidar ou j\u00e1 sofreram abortos espont\u00e2neos. Com a curadoria de conte\u00fado que j\u00e1 dura 7 anos, a jornalista Aline Diniz criou recentemente o curso Fertilidade na Maturidade, que conta com 8 profissionais especializados em fertilidade para ajudar as mulheres a entenderem seus corpos e tamb\u00e9m a lidarem com as emo\u00e7\u00f5es envolvidas nessa fase de espera por um filho.<\/p>\n<p><strong>Riscos para m\u00e3es<\/strong><br \/>\nAborto espont\u00e2neo: no geral, o risco ocorre em cerca de15 % das gesta\u00e7\u00f5es em mulheres com menos de 35 anos. Mas, entre 35-39, este risco aumenta para 25%, entre 40-44 anos para cerca de 50% e, ap\u00f3s 45 anos, para mais de 90%.<\/p>\n<p>Gesta\u00e7\u00e3o ect\u00f3pica (fora do \u00fatero): esse risco aumenta de quatro a oito vezes mais ap\u00f3s os 35 anos.<\/p>\n<p>Hipertens\u00e3o arterial: o risco de desenvolver hipertens\u00e3o \u00e9 duas a quatro vezes mais alto ap\u00f3s os 35 anos.<\/p>\n<p>Pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia: o risco de desenvolver pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia \u00e9 de 3% nas gesta\u00e7\u00f5es em geral. Esse risco aumenta para cerca de 10% ap\u00f3s os 40 anos e 35% ap\u00f3s os 50 anos.<\/p>\n<p>Diabetes mellitus: o risco de desenvolver diabetes na gesta\u00e7\u00e3o \u00e9 de cerca de 3%, mas aumenta de duas a quatro vezes ap\u00f3s os 35 anos.<\/p>\n<p>Anormalidades da placenta: ap\u00f3s os 40 anos existe risco aumentado para o descolamento prematuro de placenta e a implanta\u00e7\u00e3o baixa da mesma.<\/p>\n<p><strong>Riscos para o beb\u00ea<\/strong><br \/>\nS\u00edndromes cromoss\u00f4micas: riscos aumentados de anormalidades cromoss\u00f4micas como a s\u00edndrome de Down. Aos 30 anos, o risco de ter um beb\u00ea com esta s\u00edndrome \u00e9 de cerca de 0,1%. Esse risco aumenta em tr\u00eas vezes aos 35 anos e cerca de 20 vezes aos 40 anos.<\/p>\n<p>Malforma\u00e7\u00f5es: mesmo em beb\u00eas sem anormalidades cromoss\u00f4micas existe um risco aumentado para malforma\u00e7\u00f5es, sendo as altera\u00e7\u00f5es card\u00edacas as mais prevalentes.<\/p>\n<p>Baixo peso ao nascer e prematuridade: o risco destas condi\u00e7\u00f5es pode aumentar em at\u00e9 duas vezes ap\u00f3s os 35-40 anos.<\/p>\n<p>\u00d3bito fetal intrauterino sem causa aparente: esse risco tem um sens\u00edvel aumento ap\u00f3s os 37 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de mulheres brasileiras que se tornaram m\u00e3es ap\u00f3s os 35 anos aumentou. \u00c9 o que revelam os dados divulgados neste m\u00eas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Em 10 anos, a quantidade de m\u00e3es com menos de 15 anos de idade que deram \u00e0 luz caiu 26,3%. 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