{"id":247516,"date":"2020-12-17T10:51:12","date_gmt":"2020-12-17T13:51:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=247516"},"modified":"2020-12-17T11:18:02","modified_gmt":"2020-12-17T14:18:02","slug":"crianca-no-brasil-trabalha-para-receber-500-reais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/crianca-no-brasil-trabalha-para-receber-500-reais\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7a no Brasil trabalha para receber 500 reais"},"content":{"rendered":"<p>Em 2019, o pa\u00eds tinha 38,3 milh\u00f5es de pessoas com idade entre 5 e 17 anos, das quais 1,8 milh\u00e3o estavam em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil. Houve redu\u00e7\u00e3o de 16,8% no contingente de crian\u00e7as e adolescentes em trabalho infantil frente a 2016, quando havia 2,1 milh\u00f5es de crian\u00e7as nessa situa\u00e7\u00e3o. Proporcionalmente, o Brasil tinha 5,3% de suas crian\u00e7as e adolescentes em trabalho infantil em 2016, percentual que caiu para 4,6% em 2019.<\/p>\n<p>Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua &#8211; Trabalho das Crian\u00e7as e Adolescentes divulgada nesta quinta (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>No ano passado, havia 706 mil crian\u00e7as e adolescentes entre 5 e 17 anos de idade ocupadas nas piores formas de trabalho infantil. Em 2016, esse contingente era de 933 mil. Percentualmente, 45,9% das crian\u00e7as que trabalhavam estavam ocupadas em atividades perigosas em 2019. Em 2016, esse percentual era de 51,2%. Qualquer forma de trabalho \u00e9 proibida no pa\u00eds para quem tem at\u00e9 13 anos.<\/p>\n<p>De acordo com a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil, a opera\u00e7\u00e3o de tratores e m\u00e1quinas agr\u00edcolas, o beneficiamento do fumo, do sisal e da cana-de-a\u00e7\u00facar, a extra\u00e7\u00e3o e corte de madeira, o trabalho em pedreiras, a produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal, a constru\u00e7\u00e3o civil, a coleta, sele\u00e7\u00e3o e beneficiamento de lixo, o com\u00e9rcio ambulante, o trabalho dom\u00e9stico e o transporte de cargas s\u00e3o algumas das atividades elencadas.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Maria L\u00facia Vieira, a diminui\u00e7\u00e3o do trabalho infantil pode ser explicada, em parte, pelos programas de transfer\u00eancia de renda que tinham como objetivo evitar a evas\u00e3o escolar.<\/p>\n<p>Entre as crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil, 66,4% eram homens e 66,1% eram pretos ou pardos, propor\u00e7\u00e3o superior \u00e0 dos pretos ou pardos no grupo et\u00e1rio dos 5 aos 17 anos de idade (60,8%).<\/p>\n<p>Na popula\u00e7\u00e3o de 5 a 17 anos de idade, 96,6% estavam na escola, mas entre as crian\u00e7as e adolescentes em trabalho infantil, essa estimativa cai para 86,1%.<\/p>\n<p>Entre as pessoas em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil, 53,7% estavam no grupo de 16 e 17 anos de idade; 25% no grupo de 14 e 15 anos e 21,3% no de 5 a 13 anos de idade.<\/p>\n<p>Os grupamentos da agricultura e do com\u00e9rcio e repara\u00e7\u00e3o reuniam, respectivamente, 24,2% e 27,4% dessas crian\u00e7as e adolescentes. Somadas, essas duas atividades reuniam mais da metade (51,6%) da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil.<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real das pessoas de 5 a 17 anos em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil que realizavam atividade econ\u00f4mica foi estimado em R$ 503. J\u00e1 o rendimento m\u00e9dio da popula\u00e7\u00e3o de cor branca era de R$ 559 enquanto de cor preta ou parda \u00e9 R$ 467.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2019, o pa\u00eds tinha 38,3 milh\u00f5es de pessoas com idade entre 5 e 17 anos, das quais 1,8 milh\u00e3o estavam em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil. Houve redu\u00e7\u00e3o de 16,8% no contingente de crian\u00e7as e adolescentes em trabalho infantil frente a 2016, quando havia 2,1 milh\u00f5es de crian\u00e7as nessa situa\u00e7\u00e3o. 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