{"id":249233,"date":"2021-01-14T10:59:31","date_gmt":"2021-01-14T13:59:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=249233"},"modified":"2021-01-14T12:03:02","modified_gmt":"2021-01-14T15:03:02","slug":"legado-de-sergio-ricardo-fica-vivo-na-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/legado-de-sergio-ricardo-fica-vivo-na-memoria\/","title":{"rendered":"Legado de S\u00e9rgio Ricardo fica vivo na mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e9rgio Ricardo foi um \u00edcone. Daqueles que nos deixa um legado eterno, por ter uma vida inteira dedicada \u00e0s artes &#8211; m\u00fasica, cinema, artes visuais, literatura. Ao morrer no ano passado, aos 88 anos, S\u00e9rgio Ricardo, sua marca ficou, agora est\u00e1 dispon\u00edvel ao p\u00fablico no acervo digital S\u00e9rgio Ricardo Mem\u00f3ria Viva, no site sergioricardo.com. O projeto d\u00e1 visibilidade \u00e0s m\u00faltiplas linguagens de sua obra, reunindo mais de 5 mil itens, entre fotos, v\u00eddeos, textos e desenhos in\u00e9ditos, partituras, discografia, entre tantos outros.<\/p>\n<p>Mas, como se trata de um acervo em constante constru\u00e7\u00e3o, atualiza\u00e7\u00e3o, a proposta \u00e9 que materiais novos sejam sempre incorporados. Assim, at\u00e9 a pr\u00f3xima semana, estar\u00e3o no site slides de cenas do filme A Noite do Espantalho, de 1974, com Alceu Valen\u00e7a, e negativos de bastidores do curta-metragem Menino da Cal\u00e7a Branca, de 1961. Na fila, est\u00e3o ainda manuscritos de partituras, que est\u00e3o no acervo f\u00edsico e ainda precisam ser fotografados e tratados.<\/p>\n<p>&#8220;Tem uma pr\u00f3xima etapa tamb\u00e9m que envolve material de divulga\u00e7\u00e3o, temos muitos folhetos de shows, cartazes, programas de shows. E h\u00e1 um material que a gente precisa digitalizar, um tanto de fitas cassetes, fitas de rolo (de \u00e1udio) que n\u00e3o temos ideia do que tem dentro. Pode ser que tenha material in\u00e9dito, m\u00fasicas in\u00e9ditas, principalmente nas fitas cassetes&#8221;, revela Marina Lutfi, uma das filhas de S\u00e9rgio Ricardo, diretora-geral do projeto e gestora da obra dele. \u00c9 o que poderia se chamar de segunda fase do projeto, para o qual ela est\u00e1 em busca de apoio.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que h\u00e1 itens da cole\u00e7\u00e3o particular que ainda precisam entrar no site, Marina tem recebido informa\u00e7\u00f5es de materiais preciosos do pai existentes em outros acervos, como \u00e1udios de participa\u00e7\u00e3o dele em shows do Projeto Pixinguinha que est\u00e3o na Funarte. &#8220;A partir do momento que terminarmos nosso acervo particular, vamos partir para os outros, olhar o que tem na Funarte, no MIS, no Arquivo Nacional, outros lugares que possam ter materiais dele, que n\u00e3o conhecemos e que v\u00e3o ajudar a contar mais sua hist\u00f3ria&#8221;, diz Marina, que \u00e9 designer e cantora. &#8220;\u00c9 realmente um universo imenso para pesquisar.&#8221;<\/p>\n<p>Para dar conta de um artista t\u00e3o multifacetado, foram criados m\u00faltiplos n\u00facleos para atuar no projeto: M\u00fasica, Audiovisual, Artes Visuais, Textual, Conserva\u00e7\u00e3o e Cataloga\u00e7\u00e3o, e Comunica\u00e7\u00e3o (no qual est\u00e1 a jornalista Adriana Lutfi, tamb\u00e9m filha de S\u00e9rgio). O N\u00facleo de M\u00fasica, ali\u00e1s, conta com outro filho de S\u00e9rgio, o m\u00fasico Jo\u00e3o Gurgel, outra presen\u00e7a importante no projeto &#8211; e para quem o pai passou &#8220;todo o viol\u00e3o dele&#8221;. &#8220;A miss\u00e3o do N\u00facleo de M\u00fasica, nesse primeiro momento, foi de reescrever as partituras, as m\u00fasicas lan\u00e7adas nos discos em formato de songbook, aquele formato cl\u00e1ssico de melodia, letra e cifra&#8221;, conta Marina.<\/p>\n<p>&#8220;Pensei num jeito de trabalhar que era dividido em n\u00facleos, porque o papai n\u00e3o \u00e9 um artista, ele \u00e9 um centro cultural. Fiz os n\u00facleos de M\u00fasica, de Audiovisual, de Textual, de Artes Visuais, de Comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, porque tinha de pensar em comunicar tudo isso da melhor forma poss\u00edvel, para ampliar. Porque um dos objetivos principais desse projeto \u00e9 a difus\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de catalogar e deixar tudo dispon\u00edvel. \u00c9 difundir. Queremos falar para o maior p\u00fablico poss\u00edvel, aumentar o p\u00fablico dele.&#8221;<\/p>\n<p>Por isso, o site faz uma esp\u00e9cie de chamamento para esse p\u00fablico na se\u00e7\u00e3o Express\u00f5es, em que ficam expostos trabalhos enviados para o projeto que foram inspirados em S\u00e9rgio e sua obra &#8211; antes, eles passam por uma curadoria. &#8220;Queremos fomentar mais as colabora\u00e7\u00f5es, chamar as pessoas para colaborar, colocar suas express\u00f5es. Queremos trazer n\u00e3o s\u00f3 personalidades, mas o p\u00fablico em geral&#8221;, ressalta Marina.<\/p>\n<p>O projeto S\u00e9rgio Ricardo Mem\u00f3ria Viva d\u00e1 um passo fundamental na organiza\u00e7\u00e3o, na digitaliza\u00e7\u00e3o e no compartilhamento do acervo de S\u00e9rgio, mas o processo de cataloga\u00e7\u00e3o de sua obra j\u00e1 acontecia desde 2009. Naquele ano, a muse\u00f3loga Ana L\u00facia de Castro, m\u00e3e de Marina e ex-mulher de S\u00e9rgio, com ampla experi\u00eancia em acervos e conserva\u00e7\u00e3o, iniciou um projeto de extens\u00e3o na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), para, com ajuda de bolsistas, fazer o trabalho de organiza\u00e7\u00e3o e cataloga\u00e7\u00e3o do acervo. Na ocasi\u00e3o, foi batizado de Mem\u00f3ria Art\u00edstica S\u00e9rgio Ricardo. &#8220;Virei parte daquele projeto, porque eu j\u00e1 trabalhava com ele, eu j\u00e1 tinha feito o disco Ponto de Partida (2008), j\u00e1 estava na organiza\u00e7\u00e3o dos materiais dele.&#8221; O trabalho focou nas fotos e em recortes de jornal. Esse projeto e o lan\u00e7amento de Ponto de Partida marcaram, de certa forma, o per\u00edodo de &#8216;renascimento&#8217; da carreira de S\u00e9rgio Ricardo, que passou d\u00e9cadas longe da m\u00eddia, sem lan\u00e7ar discos nem filmes.<\/p>\n<p>Em 2017, por meio de um edital da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Marina conseguiu or\u00e7amento para criar website do acervo. Depois, veio a ideia de amplia\u00e7\u00e3o desse conte\u00fado digital, abarcando a obra do artista como um todo, e ainda da participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, sob novo nome: S\u00e9rgio Ricardo Mem\u00f3ria Viva. Al\u00e9m do site, o projeto est\u00e1 no Facebook e no Instagram (@sergioricardomemoriaviva) e tamb\u00e9m no YouTube.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e9rgio Ricardo foi um \u00edcone. 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