{"id":252023,"date":"2021-02-23T14:05:00","date_gmt":"2021-02-23T17:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=252023"},"modified":"2021-02-23T18:07:34","modified_gmt":"2021-02-23T21:07:34","slug":"cresce-numero-de-mulheres-em-papel-de-lider","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cresce-numero-de-mulheres-em-papel-de-lider\/","title":{"rendered":"Cresce n\u00famero de mulheres em papel de lider"},"content":{"rendered":"<p>Pa\u00edses europeus costumam ser considerados avan\u00e7ados em quest\u00f5es de g\u00eanero, quando comparados com o resto do mundo. Mas mesmo neles, apesar de progressos recentes, ainda h\u00e1 muito a ser feito. De acordo com a mais nova edi\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Diversidade de G\u00eanero (IDG), elaborado pela Kantar, apenas 10% das 668 maiores empresas do continente com a\u00e7\u00f5es em Bolsa t\u00eam lideran\u00e7as com equil\u00edbrio de g\u00eanero.<\/p>\n<p>O \u00edndice mede a participa\u00e7\u00e3o feminina em diferentes n\u00edveis de governan\u00e7a, em companhias de diferentes ind\u00fastrias, em 18 pa\u00edses. O objetivo \u00e9 promover boas pr\u00e1ticas de gest\u00e3o e reconhecer os esfor\u00e7os e avan\u00e7os das companhias que promovem a igualdade de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Ainda que o percentual de empresas com participa\u00e7\u00e3o equilibrada de homens e mulheres em cargos de gest\u00e3o seja baixo, o estudo da Kantar indica que avan\u00e7os importantes v\u00eam sendo feitos. Entre 2012 e 2020, por exemplo, o percentual de mulheres em posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a, como executivas ou fora do meio corporativo, dobrou de 10% para 20%.<\/p>\n<p>H\u00e1, contudo, diferen\u00e7as significativas entre os pa\u00edses estudados. Enquanto o percentual de mulheres em cargos de lideran\u00e7a chega a 25% em pa\u00edses como Irlanda, Su\u00e9cia, Noruega e no Reino Unido, n\u00e3o passa dos 13% na It\u00e1lia, na Rep\u00fablica Tcheca e na Alemanha.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses europeus com maior IDG s\u00e3o Noruega, Fran\u00e7a e Reino Unido, com pontua\u00e7\u00f5es de 0,74, 0,67 e 0,64, respectivamente, em uma escala em que 1 representa o balan\u00e7o ideal entre homens e mulheres em posi\u00e7\u00e3o de comando. A m\u00e9dia das 668 companhias estudadas, nos 18 pa\u00edses europeus, foi de 0,56. Os piores colocados no ranking foram Pol\u00f4nia (0,38), Su\u00ed\u00e7a (0,39) e Luxemburgo (0,41).<\/p>\n<p>Entre as boas not\u00edcias, o estudo aponta o crescimento substancial do n\u00famero de empresas com IDG considerado elevado (acima de 0,8), que dobrou, de 30 para 62. O percentual de companhias que registraram algum tipo de avan\u00e7o tamb\u00e9m surpreendeu: 60%. Nos demais casos, em que houve redu\u00e7\u00e3o do \u00edndice, ela foi inferior a 0,1 ponto.<\/p>\n<p>O IDG deste ano traz ainda informa\u00e7\u00f5es mais detalhadas sobre a participa\u00e7\u00e3o feminina em posi\u00e7\u00f5es de comando. Em parceria com a European Women on Boards, a Kantar conseguiu mapear as diferen\u00e7as de acordo com o n\u00edvel hier\u00e1rquico. Uma das descobertas foi a de que as mulheres continuam sub-representadas, principalmente na diretoria das empresas, onde ocupam apenas 14% das vagas. Em compensa\u00e7\u00e3o, cerca de um ter\u00e7o das corpora\u00e7\u00f5es estudadas j\u00e1 tem 40% ou mais do conselho de administra\u00e7\u00e3o composto por mulheres.<\/p>\n<p>A representatividade das mulheres em cargos de dire\u00e7\u00e3o, de certa forma, se reflete sobre a forma como as companhias tratam a pauta da diversidade em sua comunica\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m na forma como s\u00e3o percebidas. De acordo com a pesquisa #WhatWomenWant? (o que as mulheres querem?), da Kantar, companhias de ind\u00fastrias como a da moda e da beleza s\u00e3o vistas como promotoras da igualdade de g\u00eaneros por mais de 60% dos entrevistados. J\u00e1 as ind\u00fastrias de autom\u00f3veis e de cerveja s\u00e3o avaliadas da mesma forma por n\u00e3o mais de 45%.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio brasileiro<\/strong><br \/>\nNo Brasil, os n\u00fameros s\u00e3o diferentes, mas os avan\u00e7os e desafios s\u00e3o semelhantes. O pa\u00eds foi avaliado em 2019 em outro estudo da Kantar, o \u00edndice Reykjavik, que mede o qu\u00e3o confort\u00e1vel a sociedade se sente com mulheres e homens em posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>Em uma escala que vai de zero a 100, o Brasil alcan\u00e7ou os 66 pontos. O resultado foi considerado relativamente elevado, na compara\u00e7\u00e3o com pa\u00edses do G7, o grupo de economias mais desenvolvidas do mundo. Canad\u00e1 e Fran\u00e7a, os primeiros colocados, fizeram 77 pontos, enquanto It\u00e1lia, Alemanha e Jap\u00e3o, os \u00faltimos, tiveram 68, 69 e 70, respectivamente. Entre os pa\u00edses avaliados, R\u00fassia (53) e China (48) foram os piores.<\/p>\n<p>Um dos principais achados do levantamento foi o de que 52% das pessoas no Brasil se sentiriam muito confort\u00e1veis em ter uma mulher como chefe de governo. O \u00edndice, por\u00e9m, cai no mundo corporativo. Segundo o estudo da Kantar, apenas 41% se sentiriam muito confort\u00e1veis em ter uma mulher como CEO de uma grande empresa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pa\u00edses europeus costumam ser considerados avan\u00e7ados em quest\u00f5es de g\u00eanero, quando comparados com o resto do mundo. Mas mesmo neles, apesar de progressos recentes, ainda h\u00e1 muito a ser feito. 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