{"id":252304,"date":"2021-02-27T10:51:54","date_gmt":"2021-02-27T13:51:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=252304"},"modified":"2021-02-27T10:53:06","modified_gmt":"2021-02-27T13:53:06","slug":"quando-cinema-voltar-virao-judas-e-o-messias-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/quando-cinema-voltar-virao-judas-e-o-messias-negro\/","title":{"rendered":"Quando cinema voltar, vir\u00e3o Judas e o Messias Negro"},"content":{"rendered":"<p>Sucesso de cr\u00edtica, Judas e o Messias Negro est\u00e1 dando uma pausa nos cinemas por conta da volta da pandemia. O filme \u00e9 protagonizado por Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield, int\u00e9rpretes de Fred Hampton e William O&#8217;Neal, respectivamente. No come\u00e7o da gesta\u00e7\u00e3o do projeto, a dupla de cineastas formada pelos irm\u00e3os Kenny e Keith Lucas abordou Shaka King e o convidou para participar como roteirista e diretor de um projeto sobre Hampton.<\/p>\n<p>Os cineastas faziam quest\u00e3o de evitar produzir um filme biogr\u00e1fico tradicional. Ao inv\u00e9s disso, optaram por mostrar um homem em busca de sua pr\u00f3pria vers\u00e3o do sonho americano como porta de entrada para uma narrativa interessante. Shaka King explica, &#8220;O William O&#8217;Neal \u00e9 complexo. Inteligente, capaz de avistar e explorar as oportunidades que lhe s\u00e3o apresentadas, ele seria um \u00f3timo capit\u00e3o da ind\u00fastria. Contudo, como um jovem negro em Chicago, em 1968, ele n\u00e3o teve essas oportunidades \u2013 e n\u00e3o engoliu isso&#8221;.<\/p>\n<p>Para o produtor Charles D. King, &#8220;Esse projeto foi uma alian\u00e7a de excel\u00eancia e quer\u00edamos estar envolvidos. Outro fator determinante foi reconhecer a import\u00e2ncia da hist\u00f3ria e a determina\u00e7\u00e3o de cont\u00e1-la da forma certa. Pela primeira vez, diversas gera\u00e7\u00f5es aprender\u00e3o mais sobre o Partido dos Panteras Negras com este filme, embora haja outros filmes excelentes que abordaram os Panteras Negras. Por\u00e9m, este tem um foco no presidente Fred Hampton e seu impacto nas comunidades \u2013 precis\u00e1vamos ter certeza de que far\u00edamos a coisa certa para honrar o legado da fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<p>Shaka King relembra, &#8220;Mesmo antes de conhecer o Daniel Kaluuya, eu sabia que ele era ideal. Em nosso primeiro encontro, fiquei impressionado com a sua maturidade. Ele \u00e9 muito reservado e h\u00e1 muitas coisas sobre ele que eu n\u00e3o ficaria \u00e0 vontade em compartilhar. Contudo, seu envolvimento pol\u00edtico e maturidade o tornaram uma escolha natural para interpretar o Hampton. Al\u00e9m disso, o Daniel \u00e9 hil\u00e1rio e tem uma habilidade incr\u00edvel com as palavras. S\u00e3o caracter\u00edsticas que ele tem em comum com o presidente Fred&#8221;.<\/p>\n<p>Embora o filme seja inspirado em acontecimentos reais, algumas decis\u00f5es foram tomadas para manter o realismo, mas com adapta\u00e7\u00f5es onde fosse necess\u00e1rio \u2013 por exemplo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o por Kaluuya da voz e maneirismos do presidente Fred Hampton. King argumenta: &#8220;Se o Daniel fizesse uma imita\u00e7\u00e3o exata da voz do Fred Hampton \u2013 que falava incrivelmente r\u00e1pido, com um sotaque de Louisiana e um pouco de influ\u00eancia sulista \u2013 acho que muitas pessoas n\u00e3o entenderiam o di\u00e1logo do filme e as palavras do Fred s\u00e3o muito importantes. Sua forma de expressar suas ideias \u00e9 seu superpoder&#8221;.<\/p>\n<p>Para o papel, Kaluuya tentou incorporar um pouco da mentalidade do presidente Fred Hampton: &#8220;Eu acordava de manh\u00e3 e escutava o discurso do Malcolm X enquanto estava no banho; eu li que o presidente Fred ouvia os discursos de Martin Luther King e Malcolm X para ter ideias. Eu assistia \u00e0s suas grava\u00e7\u00f5es durante as refei\u00e7\u00f5es e, desde o momento em que eu sa\u00eda para o set, enquanto estava no carro, eu praticava o dialeto. Eu trabalhei por tr\u00eas meses com um treinador de dialetos. Eu comecei a fumar para dar certa textura \u00e0 minha voz e fiz aulas de canto com um cantor de \u00f3pera para estudar o controle vocal e da respira\u00e7\u00e3o, preparando-me para suas apresenta\u00e7\u00f5es algo teatrais, sabendo que eu faria seus discursos por cerca de 10 horas por dia. Eu cantei Gospel, James Brown e can\u00e7\u00f5es da \u00e9poca. Tudo isso contribuiu para a minha constru\u00e7\u00e3o desse personagem t\u00e3o importante&#8221;.<\/p>\n<p>Escalado para o papel de William O&#8217;Neal, LaKeith Stanfield encontra familiaridade no disfarce complicado de O&#8217;Neal. Stanfield observa, &#8220;Para mim, o William O&#8217;Neal \u00e9 como a maioria das pessoas \u2013 ao ter que escolher entre tomar uma atitude corajosa ou tirar o seu da reta, acho que a maioria escolheria se salvar. Isso n\u00e3o nos torna maus; n\u00f3s somos assim mesmo. \u00c9 isso que diferencia pessoas como o Fred Hampton do O&#8217;Neal e da maioria das pessoas. O Hampton escolhe o caminho mais dif\u00edcil. Ele toma todas as suas decis\u00f5es com base em determinados princ\u00edpios.&#8221;<\/p>\n<p>Enquanto William O&#8217;Neal tem que fazer escolhas dif\u00edceis, o presidente Fred Hampton ensina um caminho direto, pragm\u00e1tico e inspirador para que os outros possam se libertar, o que o torna perigoso para aqueles que det\u00eam o poder.<\/p>\n<p>Stanfield encerra, &#8220;Para mim, havia v\u00e1rios desafios envolvidos em interpretar o O&#8217;Neal. O presidente Fred e seu legado s\u00e3o muito importantes para mim. Outra quest\u00e3o \u00e9 que eu adorei o fato de o Daniel interpretar o Fred. \u00c0s vezes, eu achava que a hist\u00f3ria e a realidade se confundiam e o conflito interno que voc\u00ea v\u00ea em mim n\u00e3o era fic\u00e7\u00e3o. Isso mostra o trabalho excelente feito pelos roteiristas e atores, principalmente o Daniel, al\u00e9m do clima criado pelo Shaka. Houve dias em que eu fui para casa perturbado&#8221;.<\/p>\n<p><strong>O filme<\/strong><br \/>\nO informante do FBI William O&#8217;Neal (LaKeith Stanfield) se infiltra no Partido dos Panteras Negras de Illinois e tem a miss\u00e3o de manter o controle sobre seu l\u00edder carism\u00e1tico, o presidente Fred Hampton (Daniel Kaluuya). Um ladr\u00e3o de sucesso, O&#8217;Neal revela o perigo de manipular seus companheiros e seu treinador, o agente especial Roy Mitchell (Jesse Plemons). As proezas pol\u00edticas de Hampton crescem enquanto ele se apaixona pela colega revolucion\u00e1ria Deborah Johnson (Dominique Fishback). Enquanto isso, uma batalha se trava pela alma de O&#8217;Neal. Ele se alinhar\u00e1 com as for\u00e7as do bem? Ou ir\u00e1 subjugar Hampton e Os Panteras por qualquer meio, como exige o diretor do FBI J. Edgar Hoover (Martin Sheen)?<\/p>\n<p>Inspirado em acontecimentos reais, &#8220;Judas e o Messias Negro&#8221; \u00e9 dirigido por Shaka King, marcando sua estreia na dire\u00e7\u00e3o de um longa-metragem pelo est\u00fadio. O projeto se originou com King e seu parceiro de roteiro, Will Berson, que co-escreveu o roteiro, e Kenny Lucas &amp; Keith Lucas, que co-escreveu a hist\u00f3ria com Berson &amp; King. King, que tem um longo relacionamento com o cineasta Ryan Coogler (&#8220;Pantera Negra&#8221;, &#8220;Creed \u2013 Nascido Para Lutar&#8221;, &#8221; Fruitvale Station: A \u00daltima Parada &#8220;), apresentou o filme a Coogler e Charles D. King (&#8220;Luta por Justi\u00e7a&#8221;, &#8221; Um Limite Entre N\u00f3s&#8221;), que est\u00e3o produzindo o filme com Shaka King. Os produtores executivos s\u00e3o Sev Ohanian, Zinzi Coogler, Kim Roth, Poppy Hanks, Ravi Mehta, Jeff Skoll, Anikah McLaren, Aaron L. Gilbert, Jason Cloth, Ted Gidlow e Niija Kuykendall.<\/p>\n<p>Judas e o Messias Negro \u00e9 estrelado pelo indicado ao Oscar Daniel Kaluuya (&#8220;Corra!&#8221;, &#8220;As Vi\u00favas&#8221;, &#8220;Pantera Negra&#8221;) como Fred Hampton e LaKeith Stanfield (&#8220;Atlanta&#8221;, &#8220;Millennium: A Garota na Teia de Aranha&#8221;) como William O &#8216;Neal. O filme tamb\u00e9m \u00e9 estrelado por Jesse Plemons (&#8220;Vice&#8221;, &#8220;A noite do jogo&#8221;, &#8220;The Post \u2013 A Guerra Secreta&#8221;), Dominique Fishback (&#8220;O \u00d3dio que Voc\u00ea Semeia&#8221;, &#8220;The Deuce&#8221;), Ashton Sanders (&#8220;O Protetor 2&#8221;, &#8220;Moonlight: Sob a Luz do Luar&#8221;) e Martin Sheen (&#8220;Os Infiltrados&#8221;, &#8220;The West Wing&#8221; da TV, &#8220;Grace &amp; Frankie&#8221; da TV).<\/p>\n<p>O elenco tamb\u00e9m conta com Algee Smith (&#8220;O \u00d3dio que Voc\u00ea Semeia,&#8221; &#8220;Detroit em Rebeli\u00e3o&#8221;), Darrell Britt-Gibson (&#8220;Luta por Justi\u00e7a&#8221;, &#8220;Tr\u00eas An\u00fancios Para Um Crime&#8221;), Dominique Thorne (&#8220;Se a Rua Beale Falasse&#8221;), Amari Cheatom (&#8220;Roman J. Israel, Esq.,&#8221; &#8220;Django livre&#8221;), Caleb Eberhardt (&#8220;The Post \u2013 A Guerra Secreta&#8221;),) e Lil Rel Howery (&#8220;Corra!&#8221;).<\/p>\n<p>A equipe criativa dos bastidores inclui o diretor de fotografia Sean Bobbitt (&#8220;12 Anos de Escravid\u00e3o&#8221;, &#8220;Widows&#8221;), o designer de produ\u00e7\u00e3o Sam Lisenco (&#8220;Shades of Blue: Segredos Policiais&#8221;), o editor Kristan Sprague (&#8220;Random Acts of Flyness&#8221;) e a figurinista Charlese Antoinette Jones (&#8220;Raising Dion&#8221;). A m\u00fasica \u00e9 de Craig Harris e Mark Isham.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sucesso de cr\u00edtica, Judas e o Messias Negro est\u00e1 dando uma pausa nos cinemas por conta da volta da pandemia. O filme \u00e9 protagonizado por Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield, int\u00e9rpretes de Fred Hampton e William O&#8217;Neal, respectivamente. 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