{"id":253044,"date":"2021-03-09T09:48:37","date_gmt":"2021-03-09T12:48:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=253044"},"modified":"2021-03-09T10:30:54","modified_gmt":"2021-03-09T13:30:54","slug":"aquecimento-pode-tornar-tropicos-inabitaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/aquecimento-pode-tornar-tropicos-inabitaveis\/","title":{"rendered":"Aquecimento pode tornar tr\u00f3picos inabit\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p>Os tr\u00f3picos podem tornar-se inabit\u00e1veis para o ser humano se n\u00e3o conseguirmos limitar o aquecimento global a 1,5 grau cent\u00edgrado, alertam os cientistas. Cumprir as metas clim\u00e1ticas mundiais pode evitar que as popula\u00e7\u00f5es das regi\u00f5es tropicais enfrentem epis\u00f3dios de &#8220;calor insuport\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O calor extremo, em consequ\u00eancia do aquecimento global, \u00e9 uma quest\u00e3o preocupante para a crescente popula\u00e7\u00e3o tropical&#8221;, diz novo estudo publicado nessa segunda-feira (8), na revista cient\u00edfica Nature Geoscience.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es tropicais do planeta podem atingir ou mesmo exceder os limites suportados pela vida humana, devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. O aumento do calor e da umidade amea\u00e7am, assim, submeter grande parte da popula\u00e7\u00e3o mundial a condi\u00e7\u00f5es potencialmente letais.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o conseguirmos limitar o aquecimento global a 1,5 grau cent\u00edgrado , as faixas tropicais que se estendem em ambos os lados do Equador correm o risco de se transformar num novo ambiente que atingir\u00e1 &#8220;os limite da habitabilidade humana&#8221;, adverte a pesquisa.<\/p>\n<p>Desenvolvido pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, o estudo lembra que a capacidade de o ser humano &#8220;arrefecer&#8221; o seu corpo depende de certas condi\u00e7\u00f5es de temperatura e umidade do ar.<\/p>\n<p>Como explicam os cientistas, h\u00e1 um limite de sobreviv\u00eancia al\u00e9m do qual uma pessoa j\u00e1 n\u00e3o consegue regular a sua temperatura corporal com efic\u00e1cia. Esse limite \u00e9 excedido quando o denominado term\u00f4metro de bulbo \u00famido (WBGT, a temperatura mais baixa que pode ser alcan\u00e7ada apenas pela evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua). indica que a temperatura e a umidade do ar ultrapassam os 35 graus cent\u00edgrados.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, temos uma temperatura corporal que permanece relativamente est\u00e1vel em 37 graus, enquanto a nossa pele \u00e9 mais fria para permitir que o calor flua.<\/p>\n<p>Mas se a temperatura do bulbo \u00famido exceder os 35 graus, o corpo torna-se incapaz de se resfriar. &#8220;Se estiver demasiadamente \u00famido, o nosso corpo n\u00e3o consegue arrefecer evaporando o suor \u2013 \u00e9 por isso que a umidade \u00e9 importante quando consideramos a habitabilidade em um local quente&#8221;, disse ao Guardian Yi Zhang, investigador da Universidade de Princeton que conduziu o novo estudo.<\/p>\n<p>&#8220;As altas temperaturas s\u00e3o perigosas ou mesmo letais&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Nesse sentido, os especialistas conclu\u00edram que o aumento da temperatura tem de ser limitado a 1,5 grau para evitar que as regi\u00f5es dos tr\u00f3picos ultrapassem os 35 graus na temperatura do bulbo \u00famido.<\/p>\n<p>Considerando o atual contexto de aquecimento global, os autores alertam que essas regi\u00f5es podem experimentar &#8220;eventos de calor extremo&#8221; nos pr\u00f3ximos anos, que podem exceder o &#8220;limite de seguran\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Cumprir metas<\/strong><br \/>\nAs condi\u00e7\u00f5es perigosas e &#8220;intoler\u00e1veis&#8221; nos tr\u00f3picos podem ocorrer ainda antes do limiar de 1,5 grau.<\/p>\n<p>De fato, o mundo j\u00e1 aqueceu, em m\u00e9dia, cerca de 1,1 grau cent\u00edgrado nos \u00faltimos anos, e embora os governos tenham prometido, no acordo clim\u00e1tico de Paris, manter as temperaturas a 1,5 grau, os cientistas t\u00eam alertado que esse limite pode ser ultrapassado dentro de uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Isso tem implica\u00e7\u00f5es potencialmente negativas para milh\u00f5es de pessoas &#8211; cerca de 40% da popula\u00e7\u00e3o mundial vivem, atualmente, em pa\u00edses tropicais, sendo que essa propor\u00e7\u00e3o dever\u00e1 aumentar para metade da popula\u00e7\u00e3o mundial at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>&#8220;Pode-se pensar neste term\u00f4metro do bulbo \u00famido como uma imita\u00e7\u00e3o do processo de arrefecimento da pele humana por meio da evapora\u00e7\u00e3o do suor &#8211; \u00e9 por isso que \u00e9 relevante para o stress t\u00e9rmico dos nossos corpos&#8221;, explicou Zhang.<\/p>\n<p>&#8220;Quanto mais seco for o ambiente, mais eficaz \u00e9 a evapora\u00e7\u00e3o e menor a temperatura do bulbo \u00famido&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o de Princeton centrou-se em regi\u00f5es tropicais, em latitudes entre 20 graus a norte do Equador, uma linha que corta o M\u00e9xico, a L\u00edbia e \u00cdndia, at\u00e9 20 graus ao sul, que passa pelo Brasil, Madagascar e o norte da Austr\u00e1lia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os tr\u00f3picos podem tornar-se inabit\u00e1veis para o ser humano se n\u00e3o conseguirmos limitar o aquecimento global a 1,5 grau cent\u00edgrado, alertam os cientistas. 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