{"id":253398,"date":"2021-03-14T09:01:34","date_gmt":"2021-03-14T12:01:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=253398"},"modified":"2021-03-14T09:01:34","modified_gmt":"2021-03-14T12:01:34","slug":"sete-em-cada-10-favelados-nao-tem-o-que-comer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/sete-em-cada-10-favelados-nao-tem-o-que-comer\/","title":{"rendered":"Sete em cada 10 favelados n\u00e3o t\u00eam o que comer"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada para medir os impactos da pandemia de covid-19 entre as pessoas que moram em favelas mostra que 68% delas n\u00e3o tiveram dinheiro para comprar comida em ao menos um dia nas duas semanas anteriores ao levantamento. Os dados s\u00e3o do Instituto Data Favela, em parceria com a Locomotiva \u2013 Pesquisa e Estrat\u00e9gia e a Central \u00danica das Favelas (Cufa).<\/p>\n<p>A pesquisa foi feita com 2.087 pessoas maiores de 16 anos, em 76 favelas em todas as unidades da federa\u00e7\u00e3o, no per\u00edodo de 9 a 11 de fevereiro de 2021. A margem de erro \u00e9 de 2,1 pontos percentuais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da falta de dinheiro para comprar comida, o levantamento mostra que o n\u00famero de refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias dos moradores das comunidades vem caindo: de uma m\u00e9dia de 2,4, em agosto de 2020, para 1,9, em fevereiro.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, 71% das fam\u00edlias est\u00e3o sobrevivendo, atualmente, com menos da metade da renda, que obtinham antes da pandemia. A pesquisa mostra ainda que 93% dos moradores n\u00e3o t\u00eam nenhum dinheiro guardado.<\/p>\n<p>\u201cO principal impacto \u00e9 na gera\u00e7\u00e3o de renda. Como tem um grupo grande de trabalhadores informais, e voc\u00ea teve uma dificuldade no per\u00edodo inicial de chegar o aux\u00edlio emergencial l\u00e1 dentro, o impacto na renda foi gigantesco, e isso trouxe a fome. Mas a fome \u00e9 consequ\u00eancia da aus\u00eancia de renda\u201d, ressaltou Meirelles.<\/p>\n<p><strong>Aux\u00edlio Emergencial<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m da fome e da queda na renda, as pessoas das comunidades t\u00eam enfrentado ainda um risco sanit\u00e1rio maior por ter que se expor ao v\u00edrus para conseguir sustento: 32% est\u00e3o procurando seguir as medidas de preven\u00e7\u00e3o contra a covid-19; 33% est\u00e3o procurando seguir, mas nem sempre conseguem; 30% n\u00e3o conseguem seguir; 5% n\u00e3o est\u00e3o tentando seguir.<\/p>\n<p>\u201cCom o agravamento da crise sanit\u00e1ria e com os recordes de contamina\u00e7\u00e3o, nunca foi t\u00e3o importante o reestabelecimento imediato do aux\u00edlio emergencial. S\u00e3o brasileiros que foram obrigados, desde o in\u00edcio da pandemia, a ter que escolher entre o prato de comida ou a prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade da sua fam\u00edlia\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a maior parte das pesquisas sobre a infec\u00e7\u00e3o mostra que o n\u00famero de cont\u00e1gio na favela \u00e9, em geral, o dobro quando comparada \u00e0s regi\u00f5es mais nobres\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p><strong>Doa\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nO levantamento mostra ainda a import\u00e2ncia das doa\u00e7\u00f5es na vida dos moradores das favelas: nove em cada dez pessoas receberam alguma doa\u00e7\u00e3o durante a pandemia. E oito em cada dez fam\u00edlias n\u00e3o teriam condi\u00e7\u00f5es de se alimentar, comprar produtos de higiene e limpeza ou pagar as contas b\u00e1sicas caso n\u00e3o tivessem recebido doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito comum nas pesquisas ouvir a frase: na favela se o seu vizinho tem comida, ningu\u00e9m passa fome. No sentido de que eles dividem o pouco que t\u00eam, mostrando uma solidariedade impressionante nesse cen\u00e1rio\u201d, disse Meirelles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada para medir os impactos da pandemia de covid-19 entre as pessoas que moram em favelas mostra que 68% delas n\u00e3o tiveram dinheiro para comprar comida em ao menos um dia nas duas semanas anteriores ao levantamento. 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