{"id":253445,"date":"2021-03-14T17:04:57","date_gmt":"2021-03-14T20:04:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=253445"},"modified":"2021-03-14T19:10:04","modified_gmt":"2021-03-14T22:10:04","slug":"lula-deve-voltar-por-que-ora-por-tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/lula-deve-voltar-por-que-ora-por-tudo\/","title":{"rendered":"&#8216;Lula deve voltar. Por qu\u00ea? Ora, por tudo&#8230;&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Quando saiu a hist\u00f3rica decis\u00e3o do ministro Edson Fachin, um amigo me telefonou acreditando erroneamente pudesse aconselhar Lula da necessidade de falar pouco e propor uma alian\u00e7a a mais ampla poss\u00edvel. Disse de pronto da minha impossibilidade de influenciar a fala do presidente Lula. E acrescentei: ele sabe o que dizer \u00e0 Na\u00e7\u00e3o brasileira. Tem consci\u00eancia hist\u00f3rica e um compromisso profundo com o povo. Ao assisti-lo, dia 10 de mar\u00e7o de 2021, tive a certeza de que estava certo.<\/p>\n<p>De passagem, esclare\u00e7o a express\u00e3o hist\u00f3rica decis\u00e3o do ministro Edson Fachin. N\u00e3o \u00e9 segredo para ningu\u00e9m a posi\u00e7\u00e3o dele. Tem se manifestado seguidamente a favor da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, estafeta dela como disse um jornalista amigo. E, de repente, surpreende todo mundo, fala-se at\u00e9 a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e toma a decis\u00e3o de anular toda a parafern\u00e1lia processual da Rep\u00fablica de Curitiba relativamente ao presidente Lula. O fato: foi uma decis\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>\u00c9 antiga li\u00e7\u00e3o: os homens, ao agirem, n\u00e3o dominam todas as consequ\u00eancias de suas decis\u00f5es. Talvez Fachin imaginasse n\u00e3o pudesse o STF dar sequ\u00eancia \u00e0 suspei\u00e7\u00e3o do antes todo-poderoso juiz \u2013 teria perdido o objeto. N\u00e3o perdera, entenderam os ministros do STF encarregados de julgar o habeas-corpus impetrado pela defesa do Lula desde 2016, se me recordo bem. Ap\u00f3s o resultado das \u00faltimas horas acerca da suspei\u00e7\u00e3o, derrotada a pretens\u00e3o de perda do objeto, com o empate de 2 a 2 at\u00e9 agora e o pedido de vista do ministro Kassio Nunes, o resultado final \u00e9 jogado pra frente. A decis\u00e3o de Fachin \u00e9 hist\u00f3rica, volte-se a ela, porque recoloca Lula na cena pol\u00edtica de 2022, com vigor provavelmente jamais suspeitado pelo ministro.<\/p>\n<p>Talvez Fachin n\u00e3o dominasse, e muita gente n\u00e3o domina, gente tamb\u00e9m de boa escolaridade, a for\u00e7a vulc\u00e2nica de Lula. For\u00e7a plantada na alma brasileira, no cora\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es. Bastou a decis\u00e3o, e acendeu-se uma forte esperan\u00e7a a se espalhar como rastilho de p\u00f3lvora pelo pa\u00eds, num momento de tanto desalento, tanta morte, tanta fome, tanto desamparo, tanto desgoverno.<\/p>\n<p>Porque, tamb\u00e9m, na sequ\u00eancia, n\u00e3o se pode desconhecer o significado hist\u00f3rico dos magistrais votos de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski no julgamento da suspei\u00e7\u00e3o do ex-ministro e ex-juiz S\u00e9rgio Moro. Lula lavou a alma: tudo o que dissera ao longo desses anos estava ali, no verbo douto e inflamado dos dois ministros. Sei, h\u00e1 gente no STF afirmando de antem\u00e3o derrota da decis\u00e3o de Fachin no plen\u00e1rio, como o ministro Marco Aur\u00e9lio. A ver.<\/p>\n<p>Toda essa movimenta\u00e7\u00e3o do Judici\u00e1rio deve-se a uma intensa, ampla, persistente luta pol\u00edtica, social, cultural em torno da liberdade de Lula, cuja repercuss\u00e3o chegou \u00e0 grande parte do mundo. \u00c9 importante n\u00e3o desconhecer isso. A Vig\u00edlia Lula Livre \u00e9 express\u00e3o hist\u00f3rica e comovente de tal luta. Para al\u00e9m da an\u00e1lise desse ou daquele ator singular, e ela n\u00e3o deve ser desprezada, o Judici\u00e1rio se movimentou em decorr\u00eancia da press\u00e3o da sociedade.<\/p>\n<p>Fachin talvez at\u00e9 imaginasse, ou imagine ainda, um novo julgamento relativo a Lula. N\u00e3o pensou no inc\u00eandio. A esperan\u00e7a se espalhando. Constrangendo quem queira fazer andar novamente qualquer encena\u00e7\u00e3o contra um homem inocente. Por isso, decis\u00e3o hist\u00f3rica independentemente das pretens\u00f5es do ministro, manifestas ou impl\u00edcitas. O problema \u00e9 que o jogo n\u00e3o fora combinado com o russo \u2013 e o russo, aqui, para tomarmos a met\u00e1fora de Garrincha, \u00e9 Lula, n\u00e3o o Moro. A conjuntura, por ser Lula quem \u00e9, sofreu uma reviravolta inimagin\u00e1vel, com a cena sendo inteiramente ocupada por ele, uma esp\u00e9cie de tsunami alcan\u00e7ando todo o pa\u00eds, e com repercuss\u00f5es em todo o mundo.<\/p>\n<p>A conjuntura de complexa tornou-se extremamente complexa. Lula, a quem a Lava Jato pretendia manter amorda\u00e7ado pelo espectro das condena\u00e7\u00f5es, subverteu todas as expectativas predominantes at\u00e9 agora, \u00e0 esquerda, ao centro e \u00e0 extrema-direita, depois da decis\u00e3o de Fachin. Voltou a toda carga, revigorado, cheio de entusiasmo, disposto a infundir esperan\u00e7a num pa\u00eds marcado pela pandemia e pela pol\u00edtica genocida do atual presidente, pela dor dos mais de 273 mil mortos pela Covid-19, pela estupefa\u00e7\u00e3o diante da quase inexist\u00eancia de vacinas.<\/p>\n<p>O discurso desse 10 de mar\u00e7o est\u00e1 inscrito nessa conjuntura. \u00c9 como se os deuses enviassem um homem para intervir num pa\u00eds sob um impasse profundo, um deus ex machina. Devesse ele surgir no meio da escurid\u00e3o, iluminando tudo. E como s\u00e3o caprichosos os deuses, a decis\u00e3o de Fachin se deu no Dia Internacional da Mulher. Vamos arrebentar os grilh\u00f5es desse homem acorrentado nesse dia, e ele lembrar\u00e1 da m\u00e3e, de dona Lindu, a quem ele reverencia com tanto carinho, quase devo\u00e7\u00e3o, como se a cada momento ele a ouvisse repetir insistentemente \u201cn\u00e3o se curve, n\u00e3o se curve\u201d, e ele seguindo o conselho jamais se curvou. Isso lhe dar\u00e1 mais for\u00e7as ainda, pensaram os deuses. Chegou com essa ben\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conversei com o senador Jaques Wagner e ele al\u00e9m de me lembrar da sugestiva coincid\u00eancia de a decis\u00e3o surgir no Dia Internacional da Mulher, deu uma defini\u00e7\u00e3o precisa sobre o pronunciamento: sereno, maduro, futurista. Como se Lula tivesse superado uma etapa, provado sua inoc\u00eancia, defendida por ele com obstina\u00e7\u00e3o, e agora, asas para voar: trata-se de cuidar do Brasil, de seu povo.<\/p>\n<p>Pensar no duro presente do pa\u00eds, no seu futuro, 2022 \u00e9 amanh\u00e3. O fato em si, a decis\u00e3o de Fachin, por suas consequ\u00eancias, \u00e9 maior do que o memor\u00e1vel discurso, considera Wagner, para quem a chegada dele ao jogo sucess\u00f3rio deixa os advers\u00e1rios todos de barba de molho, atordoados. E claro, d\u00e1 esperan\u00e7as ao povo.<\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o foi discurso de quem quer apagar o sofrimento, no entanto. Nele, Lula, parece presente o pensamento de Leon Bloy: sofrer, passa; mas ter sofrido n\u00e3o passa jamais. As chibatadas no lombo nunca ser\u00e3o esquecidas. E por isso, ele nunca ignora as dores do povo brasileiro \u2013 porque as experimentou ao longo da vida, e sofreu persegui\u00e7\u00f5es da Lava Jato e de todo o sistema de Justi\u00e7a por longos anos, atingindo a ele e aos seus familiares de modo cruel, perverso \u2013 a mulher, o neto, o irm\u00e3o, filhos, todos a quem pudessem atingir foram alcan\u00e7ados pelos torcion\u00e1rios da Rep\u00fablica de Curitiba.<\/p>\n<p>Como se dissesse: n\u00e3o vou carregar \u00f3dio no cora\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m n\u00e3o vou esquecer minhas dores. E se o sofrimento dele \u00e9 enorme, se o sangue das chibatadas ainda escorre, o do povo brasileiro \u00e9 muito maior, submetido ao desgoverno atual, atormentado pela fome, desemprego, pandemia, abandono, e ele ressaltou tudo isso logo ao in\u00edcio de sua fala.<\/p>\n<p>No discurso, pensa a Na\u00e7\u00e3o e seu povo. O Brasil inserido na l\u00f3gica do mundo. De quem o quer soberano, falando de igual para igual com todos os pa\u00edses, sem qualquer subservi\u00eancia. Insistiu no fortalecimento das rela\u00e7\u00f5es com os pa\u00edses latino-americanos, teve a coragem de elogiar o Foro de S\u00e3o Paulo, e defender a rela\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses africanos. N\u00e3o teve receio de defender Venezuela e Cuba, na linha da autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos. Chegou a agradecer a Maduro e a D\u00edaz-Canel pela solidariedade no tempo de pris\u00e3o e pela comemora\u00e7\u00e3o de sua liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Prioridade ao combate \u00e0 pandemia e \u00e0 campanha nacional de vacina\u00e7\u00e3o, criticando duramente e pautando o atual governo, constrangido a se apressar no mesmo dia para anunciar medidas cosm\u00e9ticas na linha do pensamento de Lula de horas antes. Na pandemia, face \u00e0 trag\u00e9dia, Lula conclama a uma unidade ampla, destaque para a a\u00e7\u00e3o dos governadores. A longa den\u00fancia sobre o genoc\u00eddio, sobre o descontrole com a pandemia, sobre o negacionismo do atual presidente foi o assunto de maior repercuss\u00e3o de sua fala no exterior.<\/p>\n<p>Firme contra a privatiza\u00e7\u00e3o. Em defesa da Petrobras. Evidencia a natureza destrutiva da Lava Jato na economia, desestrutura\u00e7\u00e3o das empresas de infraestrutura, o desemprego provocado, o crime contra o pa\u00eds, a insignific\u00e2ncia do recuperado face aos preju\u00edzos efetivos causados, al\u00e9m da tentativa de corrup\u00e7\u00e3o com um fundo mal explicado.<\/p>\n<p>Defende a liberdade de imprensa, a liberdade religiosa, a diversidade, fala contra o racismo, contra as chamadas balas perdidas, contra a lgbtfobia.<\/p>\n<p>Verdadeiro com os militares. Seu governo os fortaleceu, como lembrou. Aproveitou para criticar o atual presidente e sua obsess\u00e3o a favor de armas. O povo brasileiro n\u00e3o est\u00e1 precisando de armas. Precisa de emprego, de sal\u00e1rios, de livros, educa\u00e7\u00e3o \u2013 disse Lula. Foi duro com a atitude obviamente golpista do general Vilas Boas Correa.<\/p>\n<p>Sabia: n\u00e3o podia dizer-se candidato. Sendo, inegavelmente. Colocando-se fortemente como candidato. Situando-se como um claro contraponto a um governo incompetente e genocida. Contraponto a que a pr\u00f3pria m\u00eddia conservadora admitiu, a contragosto. O centro, bem perdido. Paga o pre\u00e7o de ter apoiado Bolsonaro.<\/p>\n<p>Lula tem consci\u00eancia de seu papel de ponto de uni\u00e3o da esquerda brasileira. Essa uni\u00e3o talvez seja o primeiro passo com vistas a 2022. Ele estar\u00e1 \u00e0 frente disso, como demonstrou nesse dia 10. Deu recados sobre a prioridade da unidade das for\u00e7as de esquerda e daquelas verdadeiramente democr\u00e1ticas. Depois, dar\u00e1 passos na atra\u00e7\u00e3o de outras for\u00e7as, quem sabe num segundo turno ou ainda num primeiro \u2013 a conjuntura dir\u00e1.<\/p>\n<p>Radical, sim. De ir \u00e0s ra\u00edzes. Disse isso. Mas, lideran\u00e7a com voca\u00e7\u00e3o para unir o Brasil. Mandou esse recado. Quer conversar com todos. Se a ineg\u00e1vel prioridade \u00e9 a classe trabalhadora, a desigualdade profunda a assolar o pa\u00eds, e at\u00e9 por isso, n\u00e3o pode excluir ningu\u00e9m. Conversar com os empres\u00e1rios. Mostrar-lhes: sem distribui\u00e7\u00e3o de renda n\u00e3o h\u00e1 mercado.<\/p>\n<p>Conversar com os militares, demonstrar, se preciso, a import\u00e2ncia do papel deles, na defesa da Na\u00e7\u00e3o. Recupera, com seu discurso, a prioridade da pol\u00edtica. Deixou claro isso quando falou da composi\u00e7\u00e3o do Congresso. Gostaria que fosse outro. N\u00e3o \u00e9. Soberania popular: quem escolhe \u00e9 o povo. E, por isso, disse, \u00e9 preciso dialogar com as casas legislativas, sem excluir ningu\u00e9m \u2013 \u00e9 a arte da pol\u00edtica, explicada por um mestre. Sabe: di\u00e1logo \u00e9 parte essencial, inafast\u00e1vel da pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Talvez ao falar no Sindicato de S\u00e3o Bernardo do Campo ele se lembrasse de outra memor\u00e1vel fala, no mesmo sindicato, do dia 7 de abril de 2018, antes de seguir preso para Curitiba, por senten\u00e7a do juiz S\u00e9rgio Moro, hoje desmascarado, embora insuficientemente. A marca permanente, perene, nas falas do presidente Lula, \u00e9 seu compromisso com o povo brasileiro. Nisso, n\u00e3o varia. Nisso, coer\u00eancia. Mudar, pode, e deve. Nisso, nem pensar.<\/p>\n<p>Olhar primeiro para sua gente. Conhece do sofrimento da gente pobre, sabe dela por experi\u00eancia vivida. \u00c9 homem de alian\u00e7as, ser\u00e1 sempre. N\u00e3o houve no mundo nenhuma transforma\u00e7\u00e3o bem-sucedida sem alian\u00e7as, e elas s\u00e3o feitas com diferentes. Mas, sabe quem s\u00e3o seus amigos. A composi\u00e7\u00e3o da coletiva no Sindicato dos Metal\u00fargicos, uma evid\u00eancia disso. Talvez n\u00e3o custe recuperar parte de sua fala, no mesmo sindicato naquele tamb\u00e9m memor\u00e1vel dia 7 de abril de 2018, triste e \u00e9pico:<\/p>\n<p>Eu sei quem s\u00e3o meus amigos eternos e quem s\u00e3o os eventuais. Os de gravatinha, que iam atr\u00e1s de mim, agora desapareceram. E quem est\u00e1 comigo s\u00e3o aqueles companheiros que eram meus amigos antes de eu ser presidente da Rep\u00fablica. \u00c9 aquele que comia rabada no Zel\u00e3o, que comia frango com polenta no Demarchi, \u00e9 aquele que tomava caldo de mocot\u00f3 no Zel\u00e3o, esses continuam sendo nossos amigos. S\u00e3o os que t\u00eam coragem de invadir terreno para fazer casa, s\u00e3o aqueles que t\u00eam coragem de fazer uma greve contra a Previd\u00eancia, s\u00e3o aqueles que ocupam no campo pra fazer uma fazenda produtiva, s\u00e3o aqueles que na verdade precisam do Estado.<\/p>\n<p>N\u00e3o se domina, porque imposs\u00edvel, todos os desdobramentos dessa conjuntura, marcada neste momento pelo tsunami Edson Fachin, pelos terremotos Gilmar Mendes e Ricardo Lewandovski, e pelo ressurgimento revigorado de Lula, disposto a liderar uma caminhada para permitir ao Brasil sair da trag\u00e9dia sanit\u00e1ria e pol\u00edtica atual.<\/p>\n<p>Sabe-se, sim: \u00e9 uma nova conjuntura. Absolutamente nova. Tirar Lula da cena novamente parece bastante complicado. O pa\u00eds abra\u00e7ou o seu l\u00edder com for\u00e7a. No meio da pandemia, est\u00e1 nos bra\u00e7os de seu povo, animado pelo sopro de esperan\u00e7a trazido por ele. V\u00e3o querer arranc\u00e1-lo de l\u00e1, do territ\u00f3rio da esperan\u00e7a, \u00e0 for\u00e7a? Outra vez? N\u00e3o creio. Ainda assim, \u201cyo no creo en brujas, pero que las hay, las hay\u201d. Resta fazer crescer a esperan\u00e7a, alimentar mais e mais as for\u00e7as do povo, para evitar que se assanhem. S\u00f3 assim as bruxas se assustam.<\/p>\n<p><strong>*Emiliano Jos\u00e9 \u00e9 jornalista e escritor, autor de Lamarca: O Capit\u00e3o da Guerrilha<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando saiu a hist\u00f3rica decis\u00e3o do ministro Edson Fachin, um amigo me telefonou acreditando erroneamente pudesse aconselhar Lula da necessidade de falar pouco e propor uma alian\u00e7a a mais ampla poss\u00edvel. Disse de pronto da minha impossibilidade de influenciar a fala do presidente Lula. E acrescentei: ele sabe o que dizer \u00e0 Na\u00e7\u00e3o brasileira. 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