{"id":253576,"date":"2021-03-17T09:44:43","date_gmt":"2021-03-17T12:44:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=253576"},"modified":"2021-03-17T12:42:36","modified_gmt":"2021-03-17T15:42:36","slug":"vegetacao-nativa-viveu-pior-fase-em-18-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/vegetacao-nativa-viveu-pior-fase-em-18-anos\/","title":{"rendered":"Vegeta\u00e7\u00e3o nativa viveu pior fase por 18 anos"},"content":{"rendered":"<p>Diante do avan\u00e7o das atividades produtivas &#8211; principalmente agricultura, pecu\u00e1ria e silvicultura &#8211; as vegeta\u00e7\u00f5es nativas de algumas unidades da Federa\u00e7\u00e3o sofreram significativa perda ao longo do per\u00edodo 2000-2018. O Par\u00e1 teve uma redu\u00e7\u00e3o de 118.302 quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2) de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, seguido de Mato Grosso, com redu\u00e7\u00e3o de 93.906 km\u00b2.<\/p>\n<p>Os dois estados foram os que mais perderam vegeta\u00e7\u00e3o nativa (florestal e campestre), segundo o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra: estat\u00edsticas desagregadas por UF, divulgado hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, a din\u00e2mica de perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em Mato Grosso corresponde, principalmente, \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o florestal por \u00e1reas agr\u00edcolas, de pastagem com manejo e de mosaicos florestais (\u00e1reas caracterizadas por ocupa\u00e7\u00f5es mistas), e de vegeta\u00e7\u00e3o campestre por \u00e1reas agr\u00edcolas e de pastagem com manejo.<\/p>\n<p>De 2000 a 2018, Mato Grosso foi o estado que teve a maior expans\u00e3o da \u00e1rea agr\u00edcola, com acr\u00e9scimo de 50.616 km\u00b2. Principal fronteira agr\u00edcola do pa\u00eds, o estado foi o segundo entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o com maior aumento de \u00e1rea de pastagem com manejo, com 45.449 km\u00b2.<\/p>\n<p>\u201cO maior avan\u00e7o da \u00e1rea agr\u00edcola est\u00e1 no norte de Mato Grosso, na regi\u00e3o de Sinop\u201d, disse o respons\u00e1vel pelo monitoramento, Fernando Dias.<\/p>\n<p>Conforme o levantamento, a din\u00e2mica de perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Par\u00e1 corresponde, principalmente, \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o florestal por \u00e1reas de pastagem com manejo e de mosaicos florestais.<\/p>\n<p>De 2000 a 2018, o Par\u00e1 teve expans\u00e3o de 83.400 km\u00b2 de pastagem com manejo, a maior entre os estados. Nesse per\u00edodo, a vegeta\u00e7\u00e3o florestal tamb\u00e9m foi substitu\u00edda por mosaicos florestais em uma \u00e1rea de 58.890 km\u00b2.<\/p>\n<p>\u201cO Par\u00e1 tem a caracter\u00edstica de ser um estado grande. Essa substitui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o florestal por pasto com manejo ocorreu principalmente entre 2000 e 2010 na parte leste\u201d, afirmou o pesquisador do IBGE.<\/p>\n<p>Bahia, Piau\u00ed e Maranh\u00e3o responderam por 91,74% do aumento de \u00e1reas agr\u00edcolas no Nordeste de 2000 a 2018, que ocorreu, principalmente, sobre \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o campestre na regi\u00e3o denominada Matopiba (onde os tr\u00eas estados se encontram e tamb\u00e9m com o Tocantins).<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, S\u00e3o Paulo foi o segundo entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o com maior acr\u00e9scimo de \u00e1reas agr\u00edcolas, com 22.290 km\u00b2. Em 2018, Minas Gerais apresentava a maior \u00e1rea de silvicultura (principalmente plantio de eucalipto) do pa\u00eds, representando 22,97% do total do territ\u00f3rio nacional ocupado por essa classe de atividade.<\/p>\n<p>Goi\u00e1s \u00e9 o terceiro estado com maior acr\u00e9scimo de \u00e1rea agr\u00edcola do pa\u00eds, com 19.619 km\u00b2 ,e Mato Grosso do Sul, primeiro entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o em aumento de \u00e1rea de silvicultura, com 7.545 km\u00b2.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, a convers\u00e3o de pastagem com manejo para \u00e1rea agr\u00edcola \u00e9 um m\u00e9todo habitual entre os produtores brasileiros. A din\u00e2mica de ocupa\u00e7\u00e3o em \u00e1reas florestais segue uma sequ\u00eancia, primeiro com retirada da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, seguida da implanta\u00e7\u00e3o de pastagens e, depois de alguns anos, a introdu\u00e7\u00e3o de \u00e1reas agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Dias acrescentou que quando a \u00e1rea come\u00e7a a ter melhor acesso, como uma estrada de terra ou asfaltada, observa-se a introdu\u00e7\u00e3o da agricultura.<\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es de Cerrado, Caatinga, Pampa, segundo o pesquisador, \u00e9 poss\u00edvel verificar comumente a retirada da vegeta\u00e7\u00e3o campestre para a implanta\u00e7\u00e3o mais imediata da agricultura.<\/p>\n<p>Em 2018, as \u00e1reas agr\u00edcolas ocupavam 40,82% da superf\u00edcie do estado de S\u00e3o Paulo, 35,99% do Rio Grande do Sul e 35,92% do Paran\u00e1. No caso da pecu\u00e1ria, as pastagens com manejo ocupavam 44,79% da \u00e1rea do estado de Goi\u00e1s, 41,98% de Mato Grosso do Sul e 29,85% de Rond\u00f4nia em 2018.<\/p>\n<p>Em termos de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, no mesmo ano, os estados que apresentam as maiores propor\u00e7\u00f5es de cobertura florestal em rela\u00e7\u00e3o a sua \u00e1rea total foram Amazonas (91,71%), Acre (86,57%) e Amap\u00e1 (78,87%). As maiores propor\u00e7\u00f5es de vegeta\u00e7\u00e3o campestre (que inclui a flora t\u00edpica do Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal) est\u00e3o em Tocantins (61,73%), Piau\u00ed (58,72%) e no Rio Grande do Norte (58,35%).<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a primeira vez que o IBGE divulga a contabilidade do uso da terra para as unidades da Federa\u00e7\u00e3o, com dados dos anos de 2000, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante do avan\u00e7o das atividades produtivas &#8211; principalmente agricultura, pecu\u00e1ria e silvicultura &#8211; as vegeta\u00e7\u00f5es nativas de algumas unidades da Federa\u00e7\u00e3o sofreram significativa perda ao longo do per\u00edodo 2000-2018. O Par\u00e1 teve uma redu\u00e7\u00e3o de 118.302 quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2) de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, seguido de Mato Grosso, com redu\u00e7\u00e3o de 93.906 km\u00b2. 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