{"id":253853,"date":"2021-03-22T06:28:53","date_gmt":"2021-03-22T09:28:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=253853"},"modified":"2021-03-22T08:31:33","modified_gmt":"2021-03-22T11:31:33","slug":"comeca-corrida-para-garantir-a-vacina-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/comeca-corrida-para-garantir-a-vacina-infantil\/","title":{"rendered":"Come\u00e7a corrida para garantir a vacina infantil"},"content":{"rendered":"<p>Mais novo alvo do novo coronav\u00edrus, principalmente ap\u00f3s cepas que se espalharam e em todo o mundo a partir de cepas de Manaus e do Reno Unido, crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o o novo p\u00fablico a ser atendido por imunizantes contra a Covid. J\u00e1 existem estudos avan\u00e7ados para a produ\u00e7\u00e3o em larga escala do ant\u00eddoto para crian\u00e7as, jovens entre 12\u00a0 19 anos, gr\u00e1vidas e lactantes.<\/p>\n<p>Estudos e resultados preliminares d\u00e3o motivos para otimismo &#8211; embora os dados precisem ser vistos com cautela por enquanto. Vacinar o m\u00e1ximo de pessoas poss\u00edvel, com rapidez, \u00e9 considerado indispens\u00e1vel para conter a dissemina\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus e o surgimento de novas variantes ainda mais perigosas do que as atuais.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as, em particular, comp\u00f5em um quarto da popula\u00e7\u00e3o mundial, se levarmos em conta apenas o total de pessoas entre zero e 14 anos. Com \u00f3bitos subindo 2,6% ao dia e leitos esgotados, Brasil tem \u2018maior colapso sanit\u00e1rio e hospitalar da hist\u00f3ria\u2019, diz a Fiocruz. H\u00e1, portanto, riscos para crian\u00e7as e adolescentes de serem os \u00faltimos a receberem vacina.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o desse quadro cresce entre especialistas a preocupa\u00e7\u00e3o de que menores de idade (sobretudo as crian\u00e7as maiores e os adolescentes, que parecem transmitir o v\u00edrus de modo mais semelhante aos adultos) n\u00e3o sejam deixados de fora de programas de imuniza\u00e7\u00e3o, sob o risco de a efic\u00e1cia deles ser comprometida.<\/p>\n<p><strong>Experi\u00eancia animadora<\/strong><br \/>\nIsrael, o pa\u00eds com ritmo mais alto de vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19, j\u00e1 imunizou mais de 60% de sua popula\u00e7\u00e3o com ao menos uma dose. Mas est\u00e3o fora desse grupo imunizado as pessoas com menos de 16 anos, a idade m\u00ednima recomendada para a vacina aplicada no pa\u00eds, a da Pfizer\/BioNTech.<\/p>\n<p>Isso despertou preocupa\u00e7\u00f5es de que essa lacuna (junto \u00e0 resist\u00eancia de alguns grupos de adultos \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o) dificulte a obten\u00e7\u00e3o de uma imunidade coletiva &#8211; embora seja importante lembrar que, de modo geral, as crian\u00e7as s\u00e3o at\u00e9 agora o grupo populacional menos suscet\u00edvel \u00e0 covid-19.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 tamb\u00e9m de Israel que vem uma das primeiras boas not\u00edcias relacionadas \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o infantil: cerca de 600 crian\u00e7as e adolescentes de 12 a 16 anos foram vacinados no pa\u00eds por terem doen\u00e7as pr\u00e9-existentes que as tornam mais vulner\u00e1veis ao novo coronav\u00edrus. E, at\u00e9 o momento, elas n\u00e3o sofreram nenhum efeito colateral significativo da vacina, disse recentemente ao jornal brit\u00e2nico The Guardian o chefe da for\u00e7a-tarefa de vacina\u00e7\u00e3o israelense, Boaz Lev.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de um estudo cl\u00ednico, mas at\u00e9 o momento Lev qualificou os resultados como &#8220;animadores&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Estudos avan\u00e7am<\/strong><br \/>\nPara al\u00e9m de Israel, representantes da Pfizer afirmaram \u00e0 ag\u00eancia Reuters que esperam confirmar nos pr\u00f3ximos meses se sua vacina \u00e9 segura para adolescentes. Para crian\u00e7as mais novas, os resultados devem vir at\u00e9 o final do ano.<\/p>\n<p>No Reino Unido, o Instituto Nacional de Pesquisas em Sa\u00fade iniciou em fevereiro estudos para avaliar o desempenho da vacina da Oxford\/AstraZeneca em volunt\u00e1rios de 6 a 17 anos.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 CoronaVac, atualmente a vacina predominante no Brasil, ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de testes em crian\u00e7as e adolescentes, informa o Instituto Butantan &#8211; acrescentando, por\u00e9m, que a Sinovac (empresa chinesa parceira do instituto na fabrica\u00e7\u00e3o do imunizante) est\u00e1 fazendo estudos de fase 1 e 2 com volunt\u00e1rios de 3 a 17 anos na China.<\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o no p\u00fablico infantil ganha ainda mais import\u00e2ncia diante das novas (e mais contagiosas) variantes do novo coronav\u00edrus, explica \u00e0 <em>BBC News<\/em> o pediatra e epidemiologista Fernando Barros, da Universidade Federal de Pelotas.<\/p>\n<p>Apesar de ainda n\u00e3o haver dados conclusivos, a percep\u00e7\u00e3o de muitos cientistas \u00e9 de que as novas variantes, ao afetarem um n\u00famero maior de pessoas, acabam tamb\u00e9m afetando, proporcionalmente, mais crian\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;Aumentando (o cont\u00e1gio) em crian\u00e7as, ser\u00e1 ainda mais importante ter a vacina para esse p\u00fablico&#8221;, diz Barros. &#8220;Nos pa\u00edses com grande cobertura vacinal, o grupo de 16 anos ou menos vai precisar ser imunizado para atingir-se uma (ampla) imunidade.&#8221;<\/p>\n<p>Aqui no Brasil, um estudo de caso para avaliar a imunidade coletiva est\u00e1 em curso em Serrana (SP), cidade escolhida pelo governo do Estado para imunizar toda a popula\u00e7\u00e3o adulta e verificar o comportamento do v\u00edrus depois disso. Os resultados, segundo o Instituto Butantan, sair\u00e3o em maio. &#8220;Vamos ver ali o que vai acontecer com a infec\u00e7\u00e3o entre as crian\u00e7as&#8221;, aponta Barros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais novo alvo do novo coronav\u00edrus, principalmente ap\u00f3s cepas que se espalharam e em todo o mundo a partir de cepas de Manaus e do Reno Unido, crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o o novo p\u00fablico a ser atendido por imunizantes contra a Covid. 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