{"id":254795,"date":"2021-04-08T05:38:06","date_gmt":"2021-04-08T08:38:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=254795"},"modified":"2021-04-08T05:39:03","modified_gmt":"2021-04-08T08:39:03","slug":"livre-arbitrio-a-magia-que-afaga-nosso-ego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/livre-arbitrio-a-magia-que-afaga-nosso-ego\/","title":{"rendered":"Livre arb\u00edtrio, a magia que afaga nosso ego"},"content":{"rendered":"<p>Livre arb\u00edtrio. A t\u00e3o famosa escolha que todos, em teoria, temos. Escolhemos o que fazer de nossas vidas e para onde queremos direcionar nossa aten\u00e7\u00e3o. Isso nos torna respons\u00e1veis pelos resultados que colhemos em nossa vida. Mas realmente temos essa escolha? Todas as decis\u00f5es que tomou em sua vida foram as que realmente voc\u00ea queria? Neste texto, quero mostrar a voc\u00ea o quanto temos limitado o nosso livre arb\u00edtrio e onde est\u00e1 realmente nossa liberdade de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Afinal, o que \u00e9 a liberdade? Esse conceito \u00e9 amplamente discutido na Psicologia e na Sociologia. Simplificando, \u00e9 a capacidade de escolher que a\u00e7\u00e3o tomar e quando a tomar. Entretanto, se pensarmos em nossas a\u00e7\u00f5es, podemos ver que sempre h\u00e1 atitudes que tomamos por impulsos.<\/p>\n<p>Um exemplo seria a pessoa que vai ao m\u00e9dico, que a orienta a n\u00e3o comer doces. Mesmo assim, quando ela olha os doces, pensa que deveria com\u00ea-los e que n\u00e3o faria mal apenas um pouco. Cognitivamente, a pessoa sabe que aquilo lhe faz mal, mas n\u00e3o consegue reter o impulso de querer o doce.<\/p>\n<p>De maneira geral, somos todos assim. Temos nossa mente e energia condicionada a diversos fatores. Se tiv\u00e9ssemos realmente liberdade de a\u00e7\u00e3o, todos far\u00edamos exerc\u00edcios, nos alimentar\u00edamos de maneira adequada e tomar\u00edamos a\u00e7\u00f5es positivas para n\u00f3s mesmos. Mas isso n\u00e3o acontece.<\/p>\n<p>Mas por que n\u00e3o conseguimos escolher essas coisas? Porque nossa mente est\u00e1 condicionada. Essa \u00e9 uma resposta bem simples, mas verdadeira. Muitas coisas influenciam nossas escolhas. A disposi\u00e7\u00e3o de nosso organismo, a cultura, a nossa fam\u00edlia e os nossos impulsos. Os impulsos s\u00e3o a disposi\u00e7\u00e3o condicionada de nossa mente. Podemos v\u00ea-los brotar quando vamos ao shopping. As roupas que achamos interessantes s\u00e3o porque acionam nossos referenciais internos.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o entendemos isso, apenas seguimos os impulsos que nos levam de um lado para outro na vida. Olhamos para um objeto que aciona algo dentro de n\u00f3s, que reverbera e nos faz tomar decis\u00f5es e a\u00e7\u00f5es. Somos levados por nossas emo\u00e7\u00f5es e sensa\u00e7\u00f5es. Sentimos algo e seguimos, mas n\u00e3o avaliamos o aspecto interno e como o nosso racioc\u00ednio se formou.<\/p>\n<p>\u00c9 como uma pessoa que \u00e9 criada durante toda a sua inf\u00e2ncia em um ambiente onde nunca foi ensinada a expressar o que sente. Se ela nunca foi ensinada a lidar com situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, \u00e9 prov\u00e1vel que, ao crescer, n\u00e3o saiba lidar com eventos em que precisa se posicionar e falar sobre suas emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim, ela evita esse tipo de situa\u00e7\u00e3o e, quando questionada, refere que n\u00e3o gosta disso e \u201cescolheu\u201d n\u00e3o falar nada.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 a pessoa que ouviu sua m\u00e3e dizer que n\u00e3o gosta de camar\u00e3o. Essa crian\u00e7a se identifica com sua m\u00e3e e tamb\u00e9m passa a n\u00e3o gostar. Mas essa n\u00e3o \u00e9 uma escolha, e sim um condicionamento pela viv\u00eancia. Temos muitos condicionamentos desses tipos.<\/p>\n<p><strong>Liberdade da mente<\/strong><br \/>\nNossa mente se modifica por meio da liberdade dela. Se olharmos para 10 anos no passado e nos lembrarmos de quem \u00e9ramos, veremos que somos muito diferentes agora. Essa mudan\u00e7a acontece porque nossa mente \u00e9 livre, apesar de estarmos condicionados.<\/p>\n<p>A forma para manifestarmos essa liberdade \u00e9 entender nosso interior, como ele funciona. Acalmando a mente e vendo que ela se molda de acordo com nossas viv\u00eancias, entendemos que nossas escolhas n\u00e3o s\u00e3o necessariamente nossas, mas sim influ\u00eancias de muitas origens.<\/p>\n<p>Podemos acalmar nossos impulsos se aprendermos a direcionar esse olho interno. Em vez de olharmos para os objetos que queremos e repudiar os objetos pelos quais temos avers\u00e3o, podemos ver internamente a raz\u00e3o dos impulsos existirem e como eles se formam.<\/p>\n<p>Ao olharmos essa forma\u00e7\u00e3o de impulsos em nossa mente, podemos aprender a despertar a liberdade de escolher n\u00e3o agir. Por exemplo: se algu\u00e9m te irrita, voc\u00ea pode manifestar a liberdade de n\u00e3o se afetar, de n\u00e3o deixar que o impulso o carregue, mas que voc\u00ea tenha a liberdade de se manifestar.<\/p>\n<p>Ou voc\u00ea dirige sua mente e a\u00e7\u00f5es, ou ser\u00e1 dirigido por seus pensamentos e emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livre arb\u00edtrio. A t\u00e3o famosa escolha que todos, em teoria, temos. Escolhemos o que fazer de nossas vidas e para onde queremos direcionar nossa aten\u00e7\u00e3o. Isso nos torna respons\u00e1veis pelos resultados que colhemos em nossa vida. Mas realmente temos essa escolha? 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