{"id":254993,"date":"2021-04-12T09:56:45","date_gmt":"2021-04-12T12:56:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=254993"},"modified":"2021-04-12T10:17:02","modified_gmt":"2021-04-12T13:17:02","slug":"brasil-decreta-lockdown-ou-abre-mais-cemiterios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-decreta-lockdown-ou-abre-mais-cemiterios\/","title":{"rendered":"Brasil decreta lockdown ou abre mais cemit\u00e9rios"},"content":{"rendered":"<p>No dia 19 de maio de 2020, o Brasil atingiu pela primeira vez a marca das mil mortes di\u00e1rias por covid-19. Esse n\u00famero permaneceu relativamente est\u00e1vel, em um patamar considerado alto, durante todo o segundo semestre do ano passado. A casa dos 2 mil \u00f3bitos di\u00e1rios s\u00f3 foi alcan\u00e7ada cerca dez meses depois, no dia 10 de mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n<p>Da\u00ed, bastaram apenas tr\u00eas semanas para o primeiro registro de 3 mil mortes em um dia, no in\u00edcio de abril. Cinco dias depois, em 6\/04, um novo recorde entrava para a hist\u00f3ria da pandemia: o pa\u00eds perdia em 24 horas um total de 4.165 pessoas para a infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Com essa progress\u00e3o avassaladora e imprevis\u00edvel, epidemiologistas e cientistas de dados n\u00e3o conseguem determinar quando (e se) o Brasil chegar\u00e1 ao (ainda mais) tr\u00e1gico n\u00famero das 5 mil mortes di\u00e1rias.<\/p>\n<p>Se, por um lado, o cen\u00e1rio \u00e9 cercado por incertezas, por outro, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas sobre medidas necess\u00e1rias para conter o avan\u00e7o da covid-19 no Brasil.<\/p>\n<p>De acordo com especialistas, n\u00e3o existe forma de sair dessa crise sanit\u00e1ria e econ\u00f4mica sem um lockdown nacional de, no m\u00ednimo, tr\u00eas semanas.<\/p>\n<p><strong>Secar a fonte<\/strong><br \/>\nO epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (RS), entende que o lockdown n\u00e3o deve ser encarado como algo dogm\u00e1tico, em que h\u00e1 pessoas a 100% a favor e outras que s\u00e3o 100% contra, independentemente do contexto.<\/p>\n<p>Ele explica: &#8220;Eu defendi a necessidade de uma medida dessas em maio de 2020. Mas, em setembro, achava que n\u00e3o era necess\u00e1rio. Agora, entendo que precisamos de um lockdown nacional pelo tamanho do descontrole que vivemos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s precisamos parar o pa\u00eds inteiro&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s desta paralisa\u00e7\u00e3o em todas as atividades n\u00e3o-essenciais \u00e9 relativamente simples: com menos circula\u00e7\u00e3o nas ruas, o coronav\u00edrus encontra menos pessoas vulner\u00e1veis para infectar.<\/p>\n<p>Isso quebra cadeias de transmiss\u00e3o da doen\u00e7a (veja mais a seguir) e impede que ela se espalhe em progress\u00e3o geom\u00e9trica em condom\u00ednios, ruas, bairros ou cidades inteiras.<\/p>\n<p>Vamos a um exemplo pr\u00e1tico: pense num indiv\u00edduo infectado que mora na Zona Leste de S\u00e3o Paulo e precisa pegar metr\u00f4 e trem todos os dias at\u00e9 a Zona Sul para chegar ao escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Com o deslocamento, ele tem proximidade com centenas de outras pessoas ao longo do dia.<\/p>\n<p>Muitas vezes, a covid-19 demora algum tempo para dar algum sinal ou inc\u00f4modo \u2014 e, numa parcela consider\u00e1vel de casos, os sintomas sequer aparecem.<\/p>\n<p>Esse trabalhador, ent\u00e3o, pode transmitir o v\u00edrus para contatos pr\u00f3ximos que, por sua vez, v\u00e3o infectar pessoas em sequ\u00eancia, criando as chamadas cadeias de transmiss\u00e3o mencionadas mais acima.<\/p>\n<p>Agora, todo esse estrago poderia ser evitado se o sujeito do nosso exemplo permanecesse em casa por um tempo.<\/p>\n<p>Imagine como isso, em larga escala, se reflete na taxa de novos infectados durante um lockdown, quando milh\u00f5es de pessoas permanecem em suas casas.<\/p>\n<p><strong>Restri\u00e7\u00f5es insuficientes<\/strong><br \/>\nPara especialistas consultados pela BBC News Brasil, a dura\u00e7\u00e3o do lockdown nacional deveria ser de pelo menos tr\u00eas semanas.<\/p>\n<p>&#8220;Esse \u00e9 o tempo m\u00ednimo necess\u00e1rio para reduzir n\u00fameros de casos, hospitaliza\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos por covid-19&#8221;, resume Hallal.<\/p>\n<p>Uma queda massiva na taxa de novas infec\u00e7\u00f5es cria um efeito domin\u00f3 e traz um impacto positivo em toda a sequ\u00eancia de eventos relacionados \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p>Afinal, um menor n\u00famero de casos significa uma queda na procura por hospitais e pronto-socorros.<\/p>\n<p>Isso, por sua vez, garante mais espa\u00e7o em enfermarias e unidades de terapia intensiva, al\u00e9m de um melhor cuidado da equipe de profissionais da sa\u00fade, que deixa de sofrer com a chegada excessiva de novos pacientes.<\/p>\n<p>Mas essas medidas dr\u00e1sticas precisam ser levadas a s\u00e9rio: desde janeiro de 2021, prefeitos e governadores anunciaram uma s\u00e9rie de novas pol\u00edticas, que restringiam o funcionamento do com\u00e9rcio e a circula\u00e7\u00e3o de pessoas nas ruas em determinados hor\u00e1rios do dia (ou, geralmente, da madrugada).<\/p>\n<p>Em v\u00e1rios estados e munic\u00edpios, a lista de exce\u00e7\u00f5es superava e muito as atividades que deveriam obedecer as regras \u2014 a influ\u00eancia de certos setores da ind\u00fastria, do com\u00e9rcio e de servi\u00e7os fez com que muitas pol\u00edticas fossem flexibilizadas e toleradas, mesmo no momento mais grave da pandemia.<\/p>\n<p>Outra estrat\u00e9gia de prefeitos que saiu pela culatra foi a tentativa de antecipar feriados para a semana de 29 de mar\u00e7o a 2 de abril, como aconteceu em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A &#8220;folga&#8221; fez com que muitas pessoas aproveitassem para viajar ao litoral, onde foram registradas muitas cenas de aglomera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O grande problema \u00e9 que esses decretos foram assinados e publicados de forma descentralizada, de acordo com crit\u00e9rios definidos por cada prefeitura ou governo estadual, sem articula\u00e7\u00e3o regional ou nacional.<\/p>\n<p>&#8220;E muitas dessas medidas sequer foram fiscalizadas. Da\u00ed alguns seguiam e outros n\u00e3o, o que \u00e9 extremamente injusto&#8221;, observa o m\u00e9dico Ricardo Schnekenberg, que integra um grupo do Imperial College London, no Reino Unido, que estuda a pandemia de covid-19 no Brasil.<\/p>\n<p>O governo federal tamb\u00e9m n\u00e3o fez nenhum movimento para apoiar ou uniformizar as a\u00e7\u00f5es contra a pandemia, apontam os especialistas consultados.<\/p>\n<p>&#8220;Com isso, n\u00e3o lidamos com a transmiss\u00e3o do coronav\u00edrus e a situa\u00e7\u00e3o se agravou. Estamos no pior dos dois mundos: pandemia descontrolada e sem perspectiva de melhora econ\u00f4mica&#8221;, completa.<\/p>\n<p><strong>Lockdown &#8216;pra valer&#8217;<\/strong><br \/>\nPara derrubar as cadeias de transmiss\u00e3o, os epidemiologistas calculam que seria necess\u00e1rio manter cerca de 70% dos brasileiros dentro de casa durante a vig\u00eancia do lockdown.<\/p>\n<p>&#8220;Nesse sentido, a circula\u00e7\u00e3o s\u00f3 estaria liberada para trabalhadores essenciais de verdade, como aqueles que integram os servi\u00e7os de sa\u00fade e a cadeia produtiva de alimenta\u00e7\u00e3o&#8221;, explica a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>O exemplo de lockdown mais bem-sucedido no Brasil aconteceu em Araraquara, no interior de S\u00e3o Paulo, que durante duas semanas de fevereiro de 2021 s\u00f3 manteve abertos os servi\u00e7os da \u00e1rea de sa\u00fade. At\u00e9 supermercados e o transporte p\u00fablico foram paralisados por l\u00e1.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de abril, a cidade at\u00e9 permaneceu alguns dias sem registrar novos \u00f3bitos pela doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Outros locais que restringiram a circula\u00e7\u00e3o e tiveram bons resultados por algum per\u00edodo foram Petrolina (PE), Ribeir\u00e3o das Neves (MG) e Bela Vista do Para\u00edso (PR).<\/p>\n<p>&#8220;No lockdown de verdade, a pessoa s\u00f3 sai de casa se tiver autoriza\u00e7\u00e3o e justificativa. As for\u00e7as de seguran\u00e7a precisam fiscalizar e coibir a circula\u00e7\u00e3o&#8221;, completa Hallal.<\/p>\n<p><strong>Aux\u00edlio emergencial<\/strong><br \/>\n\u00c9 claro que o lockdown sozinho n\u00e3o \u00e9 capaz de dar conta do recado: ele precisa vir junto de uma s\u00e9rie de outras pol\u00edticas de m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p>&#8220;Para come\u00e7o de conversa, o governo deveria oferecer um aux\u00edlio emergencial digno, que atendesse as necessidades b\u00e1sicas das pessoas sem que elas precisem sair de casa&#8221;, diz Maciel.<\/p>\n<p>O governo federal come\u00e7ou recentemente a liberar as verbas de uma nova fase do aux\u00edlio emergencial.<\/p>\n<p>Os valores foram reduzidos para R$ 150 a R$ 375 (no ano passado os pagamentos chegaram a R$ 600), ao passo que o n\u00famero de benefici\u00e1rios tamb\u00e9m ficou mais restrito.<\/p>\n<p>Com um aporte financeiro minimamente razo\u00e1vel, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisaria sair \u00e0 rua para ganhar renda e garantir a sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo os especialistas, o socorro tamb\u00e9m deveria contemplar os empres\u00e1rios de pequeno e m\u00e9dio porte.<\/p>\n<p>&#8220;Eles deveriam ter \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o linhas de cr\u00e9dito especiais para manterem o neg\u00f3cio e conseguirem superar as adversidades atuais&#8221;, sugere a epidemiologista.<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto pa\u00edses como Canad\u00e1 e Alemanha protegeram o emprego de seus cidad\u00e3os e o governo chegou a custear um percentual da renda dos funcion\u00e1rios de empresas privadas, aqui n\u00f3s aprovamos uma lei para diminuir a jornada e cortar o sal\u00e1rio das pessoas&#8221;, completa.<\/p>\n<p><strong>Vigil\u00e2ncia ativa<\/strong><br \/>\nTamb\u00e9m n\u00e3o faz sentido lan\u00e7ar um lockdown dessa magnitude sem um programa s\u00f3lido de testagem de novas infec\u00e7\u00f5es e o rastreamento de contatos.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso detectar os casos precocemente e aplicar medidas para conter os surtos locais antes que eles se espalhem&#8221;, diz Schnekenberg.<\/p>\n<p>Pa\u00edses bem-sucedidos no enfrentamento da pandemia, como Nova Zel\u00e2ndia, Austr\u00e1lia, Taiwan, Vietn\u00e3 e Coreia do Sul, t\u00eam boa estrutura para exames em larga escala e diagn\u00f3stico daqueles casos que ainda nem apresentam sintomas.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de fevereiro, a Austr\u00e1lia, por exemplo, chegou a determinar um lockdown r\u00edgido por cinco dias a todos os moradores do Sudoeste do pa\u00eds ap\u00f3s um \u00fanico caso ter sido diagnosticado na cidade de Perth.<\/p>\n<p>Com a detec\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, \u00e9 poss\u00edvel iniciar uma busca ativa de todas as pessoas que entraram em contato com aquele paciente, para que elas fiquem atentas e tomem todos os cuidados necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecida como rastreamento de contatos e \u00e9 outra maneira de quebrar as cadeias de transmiss\u00e3o do coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>&#8220;Mas essas a\u00e7\u00f5es s\u00f3 seriam poss\u00edveis com lideran\u00e7a e um Minist\u00e9rio da Sa\u00fade atuante, que transmitisse mensagens claras e consistes ao povo sobre quais s\u00e3o os sintomas, como se proteger, quando realizar o auto isolamento, quando fazer o teste\u2026&#8221;, lista Schnekenberg.<\/p>\n<p>Outro ponto importante dessa hist\u00f3ria \u00e9 que um decreto com medidas restritivas tamb\u00e9m precisa contemplar como ser\u00e1 a sa\u00edda do isolamento e o retorno do com\u00e9rcio e dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p>&#8220;Todos os pa\u00edses bem-sucedidos t\u00eam planos para entrar e para sair do lockdown. As atividades devem ser retomadas aos poucos, de forma progressiva, e n\u00e3o tudo de uma s\u00f3 vez&#8221;, conta Maciel.<\/p>\n<p>Hallal calcula que, se adot\u00e1ssemos essas medidas restritivas e aceler\u00e1ssemos a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19, seria poss\u00edvel pensar num controle da pandemia, a exemplo do que j\u00e1 acontece em outras na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Com um lockdown r\u00edgido de tr\u00eas semanas e a aplica\u00e7\u00e3o de mais de 1,5 milh\u00e3o de doses de vacina por dia, n\u00f3s come\u00e7ar\u00edamos a enxergar uma luz no fim do t\u00fanel&#8221;, destaca.<\/p>\n<p><strong>Realidade ut\u00f3pica<\/strong><br \/>\nPor mais que cientistas destaquem e insistam na necessidade de um lockdown nacional desde o in\u00edcio de 2021, \u00e9 bastante improv\u00e1vel que o Governo Federal acate uma sugest\u00e3o dessas nas pr\u00f3ximas semanas \u2014 mesmo se chegarmos perto ou ultrapassarmos a marca de 5 mil mortes di\u00e1rias por covid-19.<\/p>\n<p>Em entrevista coletiva no dia 2 de abril, o ministro da sa\u00fade, Marcelo Queiroga, deu claras demonstra\u00e7\u00f5es de que far\u00e1 de tudo para evitar uma medida dessas.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos nos organizar para fazer com que evitemos medidas extremas e consigamos garantir que as pessoas continuem trabalhando, ganhando seu sal\u00e1rio e renda, fazendo com que a economia funcione, deixando essas medidas extremas para outro caso. Evitar lockdown \u00e9 a ordem, mas temos que fazer nosso dever de casa&#8221;, discursou.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o deixou claro, por\u00e9m, que organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 essa e o que ser\u00e1 feito para garantir uma queda nas mortes por covid-19 e a manuten\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica em meio ao pior momento da pandemia at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tamb\u00e9m j\u00e1 deu in\u00fameras demonstra\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias a esse tipo de pol\u00edtica de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Numa visita \u00e0 cidade de Chapec\u00f3 (SC) no dia 7 de abril, o presidente declarou que &#8220;n\u00e3o vai ter lockdown nacional&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Como alguns ousam dizer por a\u00ed que as For\u00e7as Armadas deveriam ajudar seus governadores nas suas medidas restritivas. O nosso Ex\u00e9rcito brasileiro n\u00e3o vai \u00e0s ruas para manter o povo dentro de casa, a liberdade n\u00e3o tem pre\u00e7o&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Uma frase parecida foi dita no mesmo dia, num jantar em S\u00e3o Paulo com empres\u00e1rios, segundo relatos de quem esteve no evento.<\/p>\n<p>&#8220;Eu s\u00f3 posso dizer que sinto pelas pessoas que perderam ou que ainda v\u00e3o perder seus entes queridos nessa pandemia. Muitos indiv\u00edduos est\u00e3o neste exato momento h\u00e1 duas ou tr\u00eas semanas de serem internados e morrerem por causa da covid-19 e por causa de um governo que n\u00e3o tem capacidade de tomar uma medida dif\u00edcil, mas necess\u00e1ria para salvar a vida dos brasileiros&#8221;, lamenta Schnekenberg.<\/p>\n<p>A reportagem da BBC News Brasil enviou tr\u00eas quest\u00f5es ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para entender como os respons\u00e1veis pelas pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica brasileiras se posicionam a respeito deste assunto e o que est\u00e3o fazendo para controlar o n\u00famero de casos e mortes:<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade planeja lan\u00e7ar m\u00e3o de alguma medida ou orienta\u00e7\u00e3o para que estados e munic\u00edpios fa\u00e7am lockdown nas pr\u00f3ximas semanas? Se o Minist\u00e9rio n\u00e3o planeja realizar nenhuma a\u00e7\u00e3o nesse sentido, quais s\u00e3o os motivos e as evid\u00eancias cient\u00edficas que d\u00e3o suporte a essa postura? Que outras medidas est\u00e3o sendo discutidas e implementadas no sentido de controlar o aumento constante dos n\u00fameros de casos e mortes por covid-19, como observamos h\u00e1 algumas semanas?<\/p>\n<p>At\u00e9 o fechamento desta reportagem, no entanto, n\u00e3o hav\u00edamos recebido nenhuma resposta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 19 de maio de 2020, o Brasil atingiu pela primeira vez a marca das mil mortes di\u00e1rias por covid-19. Esse n\u00famero permaneceu relativamente est\u00e1vel, em um patamar considerado alto, durante todo o segundo semestre do ano passado. 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