{"id":255210,"date":"2021-04-15T19:28:54","date_gmt":"2021-04-15T22:28:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=255210"},"modified":"2021-04-15T19:28:54","modified_gmt":"2021-04-15T22:28:54","slug":"curupira-caca-ministro-e-tenta-salvar-delegado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/curupira-caca-ministro-e-tenta-salvar-delegado\/","title":{"rendered":"Curupira ca\u00e7a ministro e tenta salvar delegado"},"content":{"rendered":"<p>Corno, na defini\u00e7\u00e3o literal, n\u00e3o existe. \u00c9 uma figura folcl\u00f3rica. \u00c9 como um conto de fadas, que tem vers\u00e3o diferente para cada idioma. H\u00e1 tamb\u00e9m quem associe corno a Zeca Pagodinho (n\u00e3o por ser ele um), mas sua m\u00fasica Caviar, que muita gente sabe que existe, ouviu falar mas n\u00e3o pode provar.<\/p>\n<p>Lenda, mito (na concep\u00e7\u00e3o da palavra, e n\u00e3o um &#8216;minto&#8217;), ou figura folcl\u00f3rica, a verdade \u00e9 que corno tamb\u00e9m \u00e9 conhecido por trocar o colch\u00e3o da cama quando flagra a esposa deitada nele com o vizinho. Quando a trai\u00e7\u00e3o \u00e9 no sof\u00e1, joga-se o sof\u00e1 fora, para n\u00e3o ficar nenhum resqu\u00edcio da trai\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, diz-se, os cornos t\u00eam rea\u00e7\u00f5es diferentes, a depender da regi\u00e3o. No Rio de Janeiro, por exemplo, o carioca, quando flagra a mulher com outro, aproveita e promove uma suruba.<\/p>\n<p>J\u00e1 o cearense, da capital ou do Cariri, mata os dois com peixeira. Depois, lavada a honra (e a peixeira) sai para tomar uma pinga.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, \u00e9 diferente. L\u00e1 para os lados dos Pampas (\u00e9 o que se diz por a\u00ed) ga\u00facho, quando descobre que \u00e9 corno, manda a mulher embora e fica com o cara.<\/p>\n<p>Por fim, em Goi\u00e1s, corno de verdade vai pra zona do baixo meretr\u00edcio e procura um corno igual, para formar uma dupla sertaneja. Da\u00ed a virar int\u00e9rprete de Reginaldo Rossi, \u00e9 quest\u00e3o de d\u00f3 r\u00e9 mi.<\/p>\n<p>Cornos \u00e0 parte, nem John Wayne, o rei do bang-bang, imaginaria que em pleno S\u00e9culo XXI, no Brasil, bandido ficasse solto e o xerife fosse enxotado.<\/p>\n<p>Corno, como se v\u00ea, mesmo sendo figura folcl\u00f3rica, \u00e9 quest\u00e3o de simbiose &#8211; aquele substantivo feminino, que significa associa\u00e7\u00e3o \u00edntima entre duas pessoas.<\/p>\n<p>No Amazonas n\u00e3o se tem not\u00edcia de cornos. L\u00e1 existe o Curupira, mais recentemente apelidado tamb\u00e9m de mour\u00e3o. S\u00e3o aquelas estacas firmes, irremov\u00edveis, usadas em porteiras para evitar a passagem de boiada e tratores.<\/p>\n<p>Hoje, no Brasil, o Curupira mour\u00e3o tem declarado para o mundo ouvir, que \u00e9 ele o protetor da floresta. E que, como avalista do combate ao desmatamento, se voltar\u00e1 contra quem mandar punir ca\u00e7ador de bandidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Corno, na defini\u00e7\u00e3o literal, n\u00e3o existe. \u00c9 uma figura folcl\u00f3rica. \u00c9 como um conto de fadas, que tem vers\u00e3o diferente para cada idioma. H\u00e1 tamb\u00e9m quem associe corno a Zeca Pagodinho (n\u00e3o por ser ele um), mas sua m\u00fasica Caviar, que muita gente sabe que existe, ouviu falar mas n\u00e3o pode provar. 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