{"id":256072,"date":"2021-04-29T17:18:40","date_gmt":"2021-04-29T20:18:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=256072"},"modified":"2021-04-29T17:18:40","modified_gmt":"2021-04-29T20:18:40","slug":"pib-da-construcao-civil-cai-de4-para-25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/pib-da-construcao-civil-cai-de4-para-25\/","title":{"rendered":"PIB da constru\u00e7\u00e3o civil cai de4 para 2,5%"},"content":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o iniciou 2021 com expectativa de crescer 4% no ano, o que corresponderia \u00e0 sua maior alta desde 2013. No entanto, com o cen\u00e1rio imposto pela falta de insumos, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB \u2013 soma de toda a riqueza produzida) do setor caiu para 2,5% em 2021.<\/p>\n<p>No ano passado, o PIB da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o foi negativo em 7%. Enquanto no primeiro trimestre de 2020, o PIB caiu 1,6%, no mesmo per\u00edodo desse ano a queda deve ser em torno de 0,8% a 1%.<\/p>\n<p>As avalia\u00e7\u00f5es foram apresentadas hoje (29) pela C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), que aponta, como causa para a redu\u00e7\u00e3o, as dificuldades impostas pelo desabastecimento e alta dos pre\u00e7os dos materiais. Para o presidente da entidade, Jos\u00e9 Carlos Martins, n\u00e3o h\u00e1 perspectiva de mudan\u00e7a nesse cen\u00e1rio. \u201cEstamos preocupados no sentido de que n\u00e3o estamos vendo horizonte de que isso seja revertido\u201d, disse.<\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), Jos\u00e9 Carlos Martins, fala \u00e0 imprensa ap\u00f3s encontro com o presidente Michel Temer, no Pal\u00e1cio do Planalto.<br \/>\nPresidente da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), Jos\u00e9 Carlos Martins &#8211; Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEle falou durante um semin\u00e1rio virtual realizado na manh\u00e3 desta quinta-feira pela CBIC para debater o desempenho do setor. A grava\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel no canal da c\u00e2mara no YouTube.<\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Custo da Constru\u00e7\u00e3o (INCC) de materiais e equipamentos, calculado pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), mostrou alta de 27,26% nos pre\u00e7os, no acumulado de 12 meses, encerrado em mar\u00e7o deste ano. Segundo a CBIC, \u00e9 a maior alta para o per\u00edodo desde que o \u00edndice come\u00e7ou a ser calculado, em 1998.<\/p>\n<p>Um estudo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), de fevereiro, mostrou que mais de 70% das ind\u00fastrias t\u00eam dificuldades em conseguir mat\u00e9ria-prima, Estudo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria de fevereiro mostra que mais de 70% das ind\u00fastrias t\u00eam dificuldades em conseguir mat\u00e9ria-prima, o que impacta o n\u00edvel de atividade..<\/p>\n<p>Atividade e perspectivas<br \/>\nCom isso, os bons resultados alcan\u00e7ados pela ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o no segundo semestre de 2020 na\u0303o se mantiveram no primeiro trimestre deste ano. De acordo com a CBIC, o ni\u0301vel de atividade da construc\u0327\u00e3o comec\u0327ou a perder intensidade a partir do m\u00eas de dezembro e o setor encerrou o primeiro trimestre de 2021 em queda. As perspectivas otimistas tamb\u00e9m ve\u0302m perdendo intensidade desde janeiro e esta\u0303o no menor patamar desde julho do ano passado.<\/p>\n<p>A CBIC citou dados da Sondagem Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o, realizada pela CNI com o apoio da c\u00e2mara, que apontam que o problema da falta de insumos ou seu custo elevado se disseminou ainda mais no primeiro trimestre de 2021, acompanhado por uma situa\u00e7\u00e3o financeira insatisfat\u00f3ria. A confian\u00e7a do empres\u00e1rio e a inten\u00e7\u00e3o de investir tamb\u00e9m acumulam recuos.<\/p>\n<p>O indicador de atividade em marc\u0327o deste ano no setor foi de 44,9 pontos, 6,5 pontos abaixo do observado em agosto de 2020, quando a construc\u0327a\u0303o comec\u0327ou a fortalecer o seu ritmo, apo\u0301s a queda observada nos dois primeiros meses da pandemia. Segundo a CBIC, \u00e9 o menor patamar de atividades desde junho de 2020, quando ainda n\u00e3o havia uma completa percep\u00e7\u00e3o de que o mercado imobili\u00e1rio teria excelentes resultados no segundo semestre de 2020..<\/p>\n<p>O setor imobili\u00e1rio encerrou 2020 com uma queda de 17,8% no n\u00famero de lan\u00e7amentos, na compara\u00e7\u00e3o com 2019. No mesmo per\u00edodo, entretanto, o n\u00famero de im\u00f3veis novos vendidos subiu 9,8%. \u201cCom esses resultados, mais a redu\u00e7\u00e3o de 12,3% na oferta final de im\u00f3veis novos, a percep\u00e7\u00e3o era de que em 2021 os novos lan\u00e7amentos apresentariam forte expans\u00e3o. Por\u00e9m agora existem d\u00favidas se isso realmente acontecer\u00e1, em fun\u00e7\u00e3o do desabastecimento e do aumento dos pre\u00e7os dos insumos, que provocam incertezas sobre o futuro\u201d, explicou a CBIC, em comunicado.<\/p>\n<p>Dessa forma, o setor tamb\u00e9m contratou menos. Nos dois primeiros meses de 2021, a constru\u00e7\u00e3o criou, em me\u0301dia, 44 mil novas vagas com carteira assinada por m\u00eas. Em marc\u0327o, esse n\u00famero caiu para cerca de 25 mil vagas, conforme dados divulgados ontem (28) pelo Ministe\u0301rio da Economia.<\/p>\n<p>Impacto na economia<br \/>\nO presidente da CBIC alertou que a ind\u00fastria de constru\u00e7\u00e3o \u00e9 um importante indicador do crescimento da economia. Nesse sentido, as incertezas do atual cen\u00e1rio atrasam investimentos e diminuem a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Segundo ele, o setor da constru\u00e7\u00e3o tem uma grande capilaridade e afeta diretamente outros 97 setores. \u201cA defini\u00e7\u00e3o que se faz da constru\u00e7\u00e3o como uma locomotiva da economia tanto serve para acelerar o crescimento quando para frear. Quando vem com a expectativa futura de redu\u00e7\u00e3o da atividade, isso nos preocupa porque a pr\u00f3pria atividade do Brasil vai reduzir, pela capilaridade que temos dentro da economia\u201d, disse Jos\u00e9 Carlos Martins.<\/p>\n<p>Como exemplo, ele cita o setor de saneamento. A expectativa era de que o novo Marco Legal do Saneamento impulsionasse as obras do setor. Entretanto, segundo Martins, com o aumento do pre\u00e7o das mat\u00e9rias-primas, muitas empresas que ganharam concorr\u00eancias n\u00e3o querem assinar contratos, j\u00e1 que n\u00e3o conseguir\u00e3o absorver os custos. \u201cN\u00f3s temos um problema que \u00e9 de longo prazo\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Corte no Or\u00e7amento<br \/>\nPara a CBIC, a estimativa de 2,5% de crescimento do PIB do setor pode ser considerada otimista. Mas, esse n\u00famero ainda pode diminuir, caso se confirme a paralisa\u00e7\u00e3o de obras do Programa Minha Casa, Minha Vida (hoje Casa Verde Amarela) referentes a faixa 1, em fun\u00e7\u00e3o do corte nas verbas destinadas ao programa no Or\u00e7amento de 2021, sancionado semana passada pelo governo federal.<\/p>\n<p>Segundo Martins, estavam previstos R$ 1,5 bilh\u00e3o, mas o valor caiu para R$ 29 milh\u00f5es. Somado a isso, os contratos s\u00e3o a pre\u00e7o fixo, ent\u00e3o o setor j\u00e1 vinha sofrendo com o aumento nos custos dos insumos. A entidade trabalha junto ao Congresso Nacional para encontrar algum espa\u00e7o para ajudar o setor e reverter essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O presidente da CBIC explica que s\u00e3o obras em andamento de 217 mil unidades habitacionais, que empregam em torno de 250 mil trabalhadores diretos. S\u00e3o empreendimentos contratados h\u00e1 bastante tempo ou que j\u00e1 haviam sido paralisados no passado justamente por falta de pagamentos e agora retomados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o iniciou 2021 com expectativa de crescer 4% no ano, o que corresponderia \u00e0 sua maior alta desde 2013. No entanto, com o cen\u00e1rio imposto pela falta de insumos, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB \u2013 soma de toda a riqueza produzida) do setor caiu para 2,5% em 2021. 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