{"id":257477,"date":"2021-05-21T11:52:52","date_gmt":"2021-05-21T14:52:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=257477"},"modified":"2021-05-21T11:54:32","modified_gmt":"2021-05-21T14:54:32","slug":"nossos-bisnetos-vao-ficar-sem-a-beleza-das-praias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/nossos-bisnetos-vao-ficar-sem-a-beleza-das-praias\/","title":{"rendered":"Nossos bisnetos v\u00e3o ficar sem a beleza das praias"},"content":{"rendered":"<p>Milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo est\u00e3o amea\u00e7adas pela eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar que, junto com outros fatores, pode afetar cidades inteiras ao longo deste s\u00e9culo. Da Am\u00e9rica do Norte \u00e0 \u00c1sia, os alarmes est\u00e3o ligados. O que est\u00e1 acontecendo na Am\u00e9rica Latina? Mostramos aqui algumas das \u00e1reas que podem estar submersas at\u00e9 o ano 2100, de acordo com um modelo publicado pela organiza\u00e7\u00e3o Climate Central.<\/p>\n<p>As estimativas da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar evolu\u00edram ao longo dos anos. O que acontecer\u00e1 depender\u00e1, entre outros fatores, do aumento das temperaturas na Terra (que por sua vez est\u00e1 ligada \u00e0s emiss\u00f5es de gases de efeito estufa).<\/p>\n<p>Nesse contexto, um estudo da Climate Central publicado em 2019 na revista Nature Communications calcula que esse aumento ser\u00e1 entre 0,6 e 2,1 metros ao longo deste s\u00e9culo, valor muito superior \u00e0s estimativas anteriores.<\/p>\n<p>Isso significa que, at\u00e9 o ano 2100, as terras onde vivem 200 milh\u00f5es de pessoas podem ser praticamente inabit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Esta organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos desenvolveu um mapa que permite visualizar a amea\u00e7a da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar e mostra que a Am\u00e9rica Latina n\u00e3o fica de fora. Mostramos aqui alguns dos locais que podem cair permanentemente abaixo da linha da mar\u00e9 alta at\u00e9 2100.<\/p>\n<p><strong>O mapa da Am\u00e9rica Latina<\/strong><br \/>\nAs costas oeste e leste do M\u00e9xico est\u00e3o amea\u00e7adas pela eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar. De acordo com a proje\u00e7\u00e3o do Climate Central, em menos de 80 anos partes da Pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n poderiam estar abaixo do n\u00edvel da \u00e1gua. Terras em Quintana Roo, Yucat\u00e1n, Campeche e Tabasco seriam afetadas.<\/p>\n<p>Indo para o oeste, a amea\u00e7a \u00e9 vista principalmente ao longo das costas de Sonora, Sinaloa e Nayarit.<\/p>\n<p><strong>Nicar\u00e1gua e de Honduras<\/strong><br \/>\nNicar\u00e1gua e Honduras s\u00e3o dois dos pa\u00edses da regi\u00e3o que sabem em primeira m\u00e3o o que significa lidar com as consequ\u00eancias do aquecimento global, que torna os furac\u00f5es mais perigosos.<\/p>\n<p>O estudo publicado em 2019 adverte justamente que \u201cas comunidades costeiras ao redor do mundo devem se preparar para um futuro muito mais dif\u00edcil do que pode ser previsto atualmente\u201d.<\/p>\n<p><strong>Col\u00f4mbia teme por Barranquilla<\/strong><br \/>\nNa Col\u00f4mbia, duas \u00e1reas se destacam por extens\u00e3o: uma perto de Barranquilla (a foz do rio Magdalena no Mar do Caribe) e outra em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 fronteira com o Panam\u00e1 (o Golfo de Urab\u00e1).<\/p>\n<p><strong>Na Venezuela, risco no Lago Maracaibo<\/strong><br \/>\nComo pode ser visto no mapa abaixo, no caso da Venezuela existem focos identific\u00e1veis ??nas proximidades do Lago Maracaibo e Tucupita. Se seguirmos a rota leste e sul, a amea\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 vis\u00edvel na Guiana, Suriname e Guiana Francesa.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que o estudo destacou principalmente os riscos potenciais na \u00c1sia, porque cerca de 70% das pessoas em risco de enchentes anuais e permanentes est\u00e3o em oito pa\u00edses asi\u00e1ticos: China, Bangladesh, \u00cdndia, Vietn\u00e3, Indon\u00e9sia, Tail\u00e2ndia, Filipinas e Jap\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Amea\u00e7a no Brasil \u00e9 de norte a sul<\/strong><br \/>\nO Brasil, com seus mais de 7.000 quil\u00f4metros de costa no Oceano Atl\u00e2ntico, enfrenta amea\u00e7as t\u00e3o ao norte quanto o estado do Amap\u00e1 e ao sul at\u00e9 o estado de R\u00edo Grande do Sol. Algumas das \u00e1reas que podem cair sob a linha da mar\u00e9 alta est\u00e3o permanentemente pr\u00f3ximos a cidades importantes como Porto Alegre e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>E por falar no Rio de Janeiro, uma nota: nos \u00faltimos anos o perigo enfrentado pela famosa praia de Copacabana com a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar tornou-se evidente. E est\u00e1 longe de ser o \u00fanico amea\u00e7ado.<\/p>\n<p>Um estudo de 2020 publicado na Nature Climate Change afirma que metade das praias do mundo podem desaparecer at\u00e9 o final do s\u00e9culo.<\/p>\n<p><strong>Pontos tur\u00edsticos uruguaios<\/strong><br \/>\nSe seguirmos para o sul e cruzarmos a fronteira do Brasil, veremos que a costa oriental do Uruguai tamb\u00e9m tem pontos amea\u00e7ados, nos departamentos de Rocha e Maldonado, por exemplo, que s\u00e3o mundialmente reconhecidos por algumas de suas cidades e praias como Punta del East ou Cabo Polonio. Assim como no Norte, em v\u00e1rios casos esse aumento de n\u00edvel teria impacto no entorno de lagoas ou outros corpos d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>Argentina tem surtos nas prov\u00edncias<\/strong><br \/>\nEntre os v\u00e1rios pontos visualizados na Argentina, duas \u00e1reas se destacam: uma na prov\u00edncia de Entre R\u00edos, onde correm rios como o Ibicuy e o Paran\u00e1, e na prov\u00edncia de Buenos Aires, no alto da ba\u00eda de Samboromb\u00f3n.<\/p>\n<p><strong>O que aumenta do n\u00edvel do mar?<\/strong><br \/>\nPor tr\u00e1s da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar est\u00e1 uma realidade que cada vez mais ouvimos falar: o aquecimento global. Esse fen\u00f4meno faz com que o n\u00edvel da \u00e1gua suba por dois motivos, de acordo com a Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (NOAA). Por um lado, contribui para o derretimento de mantos de gelo e geleiras e, por outro, &#8220;o volume do oceano se expande com o aquecimento da \u00e1gua&#8221;.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia cita outro fen\u00f4meno que tamb\u00e9m contribui para a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, embora em menor propor\u00e7\u00e3o, que \u00e9 \u201ca diminui\u00e7\u00e3o da quantidade de \u00e1gua l\u00edquida em terra\u201d, no que se refere a lagos, reservat\u00f3rios e aq\u00fc\u00edferos, entre outros. \u201cEsse deslocamento de \u00e1gua l\u00edquida da terra para o oceano se deve em grande parte ao bombeamento de \u00e1gua subterr\u00e2nea\u201d, explica ele.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do bombeamento de \u00e1gua subterr\u00e2nea, outros fatores que agravam os efeitos da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar incluem a extra\u00e7\u00e3o de materiais do solo e a produ\u00e7\u00e3o de sedimentos que est\u00e3o ocorrendo perto da costa e causando o afundamento do solo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo est\u00e3o amea\u00e7adas pela eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar que, junto com outros fatores, pode afetar cidades inteiras ao longo deste s\u00e9culo. 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