{"id":257563,"date":"2021-05-22T15:18:05","date_gmt":"2021-05-22T18:18:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=257563"},"modified":"2021-05-23T00:20:18","modified_gmt":"2021-05-23T03:20:18","slug":"tuiuiu-sobrevive-a-queimadas-em-ninho-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/tuiuiu-sobrevive-a-queimadas-em-ninho-artificial\/","title":{"rendered":"Tuiui\u00fa sobrevive a queimadas em ninho artificial"},"content":{"rendered":"<p>Um tradicional casal de tuiui\u00fas, de Corumb\u00e1, em Mato Grosso do Sul, adotou um ninho artificial idealizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa). As aves costumavam se reproduzir anualmente em um ninho natural, no que j\u00e1 era uma atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica da regi\u00e3o. Al\u00e9m disso, o ninho era tombado pelo Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Natural. Mas ele foi destru\u00eddo nas queimadas do ano passado. O Tuiui\u00fa \u00e9 uma ave s\u00edmbolo do Pantanal, conhecido tamb\u00e9m como Jabiru.<\/p>\n<p>O fogo destruiu, al\u00e9m do ninho original, \u00e0s margens da BR-262, galhos que, estruturados, davam suporte ao ninho no ip\u00ea que ainda se mant\u00e9m ao lado. Assim, a Embrapa ergueu uma estrutura formada por um poste de concreto de 12 metros com uma plataforma hexagonal de metal de dois metros de di\u00e2metro no topo, em formato de ta\u00e7a. Essa plataforma precisaria comportar o volumoso material que os tuiui\u00fas utilizam na constru\u00e7\u00e3o de ninhos.<\/p>\n<p>A estrutura levantada foi feita com material usado na constru\u00e7\u00e3o de torres de redes de energia. \u201cSobre a plataforma, depositamos galhos e material fino para representar um ninho, na esperan\u00e7a de que o local fosse reconhecido pelos tuiui\u00fas e utilizado como base para constru\u00e7\u00e3o do novo ninho\u201d, explicou Walfrido Tom\u00e1s, pesquisador da Embrapa Pantanal e idealizador do projeto.<\/p>\n<p>Acrescentou que, durante o trabalho de levantamento de animais mortos pelas queimadas, realizado no ano passado, ele observou diversas vezes tuiui\u00fas pousados em \u00e1rvores pr\u00f3ximas ao ninho original, queimado cerca de um m\u00eas antes. Ent\u00e3o, ele teve a ideia de instalar uma estrutura alternativa. \u201cAssim os tuiui\u00fas poderiam retornar, pois essas aves s\u00e3o fi\u00e9is ao local de nidifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s constru\u00eddo o novo ninho, em outubro do ano passado, ele foi monitorado pela Embrapa, que acompanhava a adapta\u00e7\u00e3o das aves ao ninho. Em janeiro, os tuiui\u00fas come\u00e7aram a se aproximar e pousar na \u00e1rvore do ninho antigo. Em 16 de maio eles pousaram no novo ninho. Desde ent\u00e3o, t\u00eam levado material para o novo ninho, como galhos e fibras vegetais mais finas.<\/p>\n<p>Os tuiui\u00fas se reproduzem ap\u00f3s o per\u00edodo das cheias, quando o n\u00edvel da \u00e1gua est\u00e1 baixando e os peixes e pequenos invertebrados, base da sua alimenta\u00e7\u00e3o, ficam mais dispon\u00edveis nas ba\u00edas e alagados, servindo de alimento para a esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Uma vez constru\u00eddos os ninhos, os tuiui\u00fas permanecem fi\u00e9is ao local de reprodu\u00e7\u00e3o, usando-o por muitos anos. Eles fazem reparos e melhorias nos ninhos. Eles podem ter mais de dois metros de di\u00e2metro e s\u00e3o sempre colocados em grandes \u00e1rvores com galhos abertos. Isso facilita a chegada das aves ao ninho com suas asas abertas, que podem ter tr\u00eas metros de uma ponta a outra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um tradicional casal de tuiui\u00fas, de Corumb\u00e1, em Mato Grosso do Sul, adotou um ninho artificial idealizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa). As aves costumavam se reproduzir anualmente em um ninho natural, no que j\u00e1 era uma atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica da regi\u00e3o. Al\u00e9m disso, o ninho era tombado pelo Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Natural. 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