{"id":258837,"date":"2021-06-10T15:33:32","date_gmt":"2021-06-10T18:33:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=258837"},"modified":"2021-06-10T22:18:52","modified_gmt":"2021-06-11T01:18:52","slug":"atitudes-e-habitos-do-consumidor-mudam-com-covid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/atitudes-e-habitos-do-consumidor-mudam-com-covid\/","title":{"rendered":"Covid muda atitudes e h\u00e1bitos do consumidor"},"content":{"rendered":"<p>O estudo &#8216;Bar\u00f4metro Covid-19&#8217;, da Kantar, tem explorado o sentimento e as expectativas das pessoas em todo o mundo desde o in\u00edcio da pandemia, ocorrido h\u00e1 mais de 500 dias, quando a OMS tomou conhecimento de uma &#8220;pneumonia de causa desconhecida em Wuhan&#8221;, na China. E neste momento em que alguns pa\u00edses est\u00e3o liberando restri\u00e7\u00f5es enquanto outros ainda enfrentam tempos devastadores, a Onda 9 do levantamento (abril de 2021) traz novos dados sobre a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos e comportamentos da popula\u00e7\u00e3o global e analisa os desafios atuais.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, 42% das pessoas no mundo todo foram pessoalmente afetadas pela Covid-19; 8% relataram ter contra\u00eddo o coronav\u00edrus, 23% disseram que um familiar pr\u00f3ximo foi diagnosticado e 23% que um amigo pr\u00f3ximo foi contaminado. O impacto \u00e9 mais extremo no Brasil, onde 87% dos entrevistados dizem que eles pr\u00f3prios ou algu\u00e9m pr\u00f3ximo foi infectado.<\/p>\n<p><strong>Preocupa\u00e7\u00e3o generalizada<\/strong><br \/>\nEmbora a situa\u00e7\u00e3o tenha melhorado em muitos pa\u00edses, a ansiedade e a cautela ainda s\u00e3o muito altas e 70% das pessoas concordam que o coronav\u00edrus ainda os preocupa &#8220;enormemente&#8221; (contra 79% em abril de 2020). Mas, o advento da vacina \u00e9 transformador. Nos pa\u00edses &#8220;l\u00edderes&#8221; em que a taxa de vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 superior a 30% e o n\u00famero de novos casos \u00e9 classificado como baixo, est\u00e1vel ou em decl\u00ednio, o n\u00edvel de preocupa\u00e7\u00e3o caiu de 76% para 57%. Nos pa\u00edses ainda batalhando, aqueles em que a taxa de casos n\u00e3o est\u00e1 diminuindo, o n\u00edvel de ansiedade aumentou de 75% para 80%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, muitas pessoas ainda est\u00e3o preocupadas com a possibilidade de ficarem doentes. Esse n\u00famero \u00e9 de 33% entre a popula\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses &#8220;l\u00edderes&#8221; e 53% nos pa\u00edses na batalha.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que as pessoas permanecem pacientes com as regras que a pandemia exige. A maioria delas (61%) nos pa\u00edses &#8220;l\u00edderes&#8221; continua a apoiar a implementa\u00e7\u00e3o das diretrizes at\u00e9 o fim do risco significativo. Apenas 1 em cada 4 (25%) dizem que &#8220;as regras est\u00e3o durando por muito tempo&#8221;. Por outro lado, preocupantemente, nos pa\u00edses em batalha, 55% concordam em continuar aderindo \u00e0s regras, enquanto 35% n\u00e3o pensam assim.<\/p>\n<p><strong>Impacto na sa\u00fade mental<\/strong><br \/>\nO estudo mostra que o custo da pandemia no bem-estar mental continua a crescer. Quase metade dos entrevistados no mundo (42%) sentiu que a pandemia afetou sua sa\u00fade mental. Neste quesito, o progresso na vacina\u00e7\u00e3o parece estar agindo como uma v\u00e1lvula tranquilizadora, uma vez que o impacto na sa\u00fade mental relatado \u00e9 significativamente menor nos pa\u00edses &#8220;l\u00edderes&#8221; (35%) em compara\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses classificados como ainda em batalha (49%).<\/p>\n<p>Os jovens est\u00e3o sendo afetados de forma mais profunda, com o grupo de 18 a 24 anos relatando o pior impacto, seguido pela faixa et\u00e1ria de 25 a 34 anos. Aqueles com 65 anos ou mais continuam a sofrer o menor n\u00edvel de impacto, embora o \u00edndice tenha aumentado de 21% em agosto de 2020 para 29% em abril de 2021.<\/p>\n<p><strong>Impacto financeiro<\/strong><br \/>\nMais da metade da popula\u00e7\u00e3o (54%) disse ter tido sua renda afetada pela pandemia. Outros 18% esperam que sua renda familiar caia tamb\u00e9m como resultado da emerg\u00eancia sanit\u00e1ria. Mais uma vez, impactou mais os jovens (18 a 34 anos) com 62% deles j\u00e1 tendo experimentado redu\u00e7\u00e3o de rendimentos.<\/p>\n<p>A maioria das pessoas espera um impacto econ\u00f4mico de longo prazo. Em geral, um em cada tr\u00eas (33%) entrevistados acredita que a economia se recuperar\u00e1 rapidamente quando a pandemia estiver sob controle; \u00edndice era de 30% em abril de 2020. Nos pa\u00edses &#8220;l\u00edderes&#8221;, apenas 28% das pessoas expressam o mesmo otimismo.<\/p>\n<p>Na hora de consumir, 70% da popula\u00e7\u00e3o continua a avaliar mais de perto os pre\u00e7os em lojas, supermercados e shoppings em compara\u00e7\u00e3o com 64% que dizia fazer o mesmo no ano passado. Al\u00e9m disso, 58% afirmaram que ficam atentos \u00e0s liquida\u00e7\u00f5es, n\u00famero 10% maior que h\u00e1 12 meses.<\/p>\n<p><strong>Novo cen\u00e1rio do varejo<\/strong><br \/>\nDurante a pandemia, a grande maioria das pessoas fez menos de 25% das compras de abastecimento online. Experi\u00eancias positivas online capturaram um novo e comprometido p\u00fablico. Metade (49%) dos entrevistados tiveram uma boa experi\u00eancia em e-commerce de supermercados e 38% acreditam que conseguem uma variedade melhor de produtos no ambiente online. Mais de um em cada tr\u00eas prefere agora comprar mantimentos pela internet.<\/p>\n<p>Outro ponto \u00e9 que o localismo continua sendo importante. Metade (52%) da popula\u00e7\u00e3o presta hoje mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0 origem do produto do que antes da pandemia. Al\u00e9m disso, 68% preferem comprar em supermercados perto de casa e 64% consideram que as lojas locais s\u00e3o importantes para a comunidade.<\/p>\n<p><strong>Vivendo em quarentena<\/strong><br \/>\nO com\u00e9rcio eletr\u00f4nico tornou-se parte das vidas das fam\u00edlias ao redor do mundo e \u00e9 agora classificada como a atividade n\u00famero 1 que as pessoas desempenham com mais frequ\u00eancia do que costumavam antes da pandemia. Em maio de 2020, a modalidade estava na quinta posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra mudan\u00e7a foram as inten\u00e7\u00f5es em torno dos &#8220;h\u00e1bitos alimentares saud\u00e1veis&#8221;. Anteriormente classificada como a prioridade n\u00famero 2 para ser mantida na vida p\u00f3s-confinamento, agora caiu para a quarta posi\u00e7\u00e3o, depois de compras online, aumento da higiene e passar tempo em casa com a fam\u00edlia. N\u00famero 3 na lista de inten\u00e7\u00f5es de maio de 2020, passar tempo com os familiares permanece na mesma posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, as promessas de &#8220;desenvolvimento pessoal&#8221; perderam espa\u00e7o. Originalmente n\u00famero 4 na lista de comportamentos pretendidos para serem levados adiante feita em maio de 2020, caiu para o n\u00famero 10 no ranking atual.<\/p>\n<p><strong>Voltando ao normal<\/strong><br \/>\nA partir dos dados trazidos nesta 9\u00aa onda de pesquisa, fica claro que, em pa\u00edses com um programa de vacina\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ado, a retomada da vida cotidiana est\u00e1 no horizonte. As pessoas t\u00eam menos ansiedade, se sentem mais seguras e est\u00e3o mais abertas a voltar a se envolver com o mundo.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um desenvolvimento bem-vindo, mas a perspectiva de longo prazo ainda \u00e9 desafiadora para muitas pessoas. A transforma\u00e7\u00e3o do setor varejista parece ter vindo para ficar, enquanto as inten\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o pessoal durante o confinamento tendem a desaparecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo &#8216;Bar\u00f4metro Covid-19&#8217;, da Kantar, tem explorado o sentimento e as expectativas das pessoas em todo o mundo desde o in\u00edcio da pandemia, ocorrido h\u00e1 mais de 500 dias, quando a OMS tomou conhecimento de uma &#8220;pneumonia de causa desconhecida em Wuhan&#8221;, na China. 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