{"id":259340,"date":"2021-06-17T11:38:15","date_gmt":"2021-06-17T14:38:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=259340"},"modified":"2021-06-17T11:38:15","modified_gmt":"2021-06-17T14:38:15","slug":"construcao-volta-a-crescer-apos-periodo-critico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/construcao-volta-a-crescer-apos-periodo-critico\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o volta a crescer ap\u00f3s per\u00edodo cr\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p>A Pesquisa Anual da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o divulgada nesta quinta, (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), mostra que em 2019 o setor totalizou R$ 288 bilh\u00f5es, sendo R$ 273,8 bilh\u00f5es em obras e servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o e R$ 14,2 bilh\u00f5es em incorpora\u00e7\u00f5es. Desse total, R$ 127,3 bilh\u00f5es foram em constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios, R$ 92,8 bilh\u00f5es em obras de infraestrutura e R$ 67,9 bilh\u00f5es em servi\u00e7os especializados.<\/p>\n<p>Em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds cresceu 1,4%, o terceiro valor positivo seguido ap\u00f3s a retra\u00e7\u00e3o observada em 2015 e 2016. A constru\u00e7\u00e3o havia retra\u00eddo em 2017 e 2018 e voltou a crescer em 2019, alcan\u00e7ando 1,5%. A cria\u00e7\u00e3o de empregos no setor tamb\u00e9m voltou a crescer, ap\u00f3s v\u00e1rios anos de queda ou estagna\u00e7\u00e3o. A expectativa \u00e9 de qe volte a crescer em 2021.<\/p>\n<p>A pesquisa identifica mudan\u00e7as estruturais na ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o ao longo do tempo, n\u00e3o fazendo rela\u00e7\u00f5es de causalidade nem an\u00e1lises conjunturais. As vari\u00e1veis analisadas s\u00e3o empregos e sal\u00e1rios, receita, custos e despesas, valor das incorpora\u00e7\u00f5es e tipos de obra. A s\u00e9rie hist\u00f3rica traz a an\u00e1lise de dez anos, de 2010 a 2019.<\/p>\n<p>O IBGE destaca que se em 2010 as obras de infraestrutura respondiam por 44,1% da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o, em 2019 ca\u00edram para 32,2%, passando de primeiro para o segundo lugar em valor total. A constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios assumiu a primeira posi\u00e7\u00e3o, passando de 39,1% em 2010 para 44,2% em 2019. Essa invers\u00e3o foi verificada em 2012 e se acentuou em 2015, mantendo propor\u00e7\u00f5es parecidas desde ent\u00e3o. Os servi\u00e7os especializados para constru\u00e7\u00e3o v\u00eam numa trajet\u00f3ria crescente, passando de 16,8% em 2010 para 23,6% em 2019.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, a diminui\u00e7\u00e3o da infraestrutura pode ser associada \u00e0 queda da participa\u00e7\u00e3o do setor p\u00fablico, que passou de 41,4% em 2010 para 30,3% em 2019, j\u00e1 que o investimento necess\u00e1rio para o setor \u00e9 muito elevado, assim como a incerteza. Essa mudan\u00e7a reflete tamb\u00e9m o fim do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) e o in\u00edcio da modalidade Parcerias P\u00fablico-Privadas (PPP).<\/p>\n<p><strong>Ocupa\u00e7\u00e3o e remunera\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nForam registradas 125,1 mil empresas no setor de constru\u00e7\u00e3o em 2019, com 1,9 milh\u00e3o de pessoas ocupadas, um aumento de 1,7% frente a 2018. Um total de R$ 56,8 bilh\u00f5es foi pago em sal\u00e1rios, remunera\u00e7\u00f5es e retiradas, o que representa 2,7% de aumento real na mesma compara\u00e7\u00e3o. \u00c9 o primeiro resultado positivo desde 2014 para os dois indicadores.<\/p>\n<p>Por outro lado, quando se compara 2019 com o ano de 2014, o n\u00famero de pessoas ocupadas \u00e9 34,2% menor, e o total de sal\u00e1rios, remunera\u00e7\u00f5es e retiradas caiu 41,6%, segundo o IBGE. Na compara\u00e7\u00e3o decenal, o porte das empresas caiu a menos da metade, indo de uma m\u00e9dia de 32 pessoas ocupadas por empresa em 2010 para 15 em 2019. J\u00e1 o sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal diminuiu de 2,6 sal\u00e1rios m\u00ednimos para 2,3 no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>Tipo de obra<\/strong><br \/>\nAs mudan\u00e7as estruturais na ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o podem ser verificadas tamb\u00e9m no tipo de obra ou nos servi\u00e7os realizados. Enquanto em 2010 o primeiro lugar ficava com a constru\u00e7\u00e3o de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais, com 21%, o grupo passou para o terceiro lugar em 2019, com participa\u00e7\u00e3o de 16,2%. O primeiro lugar foi ocupado pelas obras residenciais, que ficavam em segundo com 20,6%, e subiram para 25,7%. Servi\u00e7os especializados para constru\u00e7\u00e3o passaram de terceiro (15,4%) para segundo (19,8%).<\/p>\n<p>A pesquisa destaca o aumento do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e dos programas de habita\u00e7\u00e3o popular que ocorreram no per\u00edodo, al\u00e9m do aumento do poder de compra das fam\u00edlias, que impulsionaram as obras residenciais e a aquisi\u00e7\u00e3o da casa pr\u00f3pria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pesquisa Anual da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o divulgada nesta quinta, (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), mostra que em 2019 o setor totalizou R$ 288 bilh\u00f5es, sendo R$ 273,8 bilh\u00f5es em obras e servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o e R$ 14,2 bilh\u00f5es em incorpora\u00e7\u00f5es. 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