{"id":259603,"date":"2021-06-21T11:07:31","date_gmt":"2021-06-21T14:07:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=259603"},"modified":"2021-06-21T11:06:59","modified_gmt":"2021-06-21T14:06:59","slug":"cerrado-sem-arvore-vira-sinonimo-de-apagao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cerrado-sem-arvore-vira-sinonimo-de-apagao\/","title":{"rendered":"Cerrado sem \u00e1rvore vira sin\u00f4nimo de apag\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Com s\u00f3 60 mil habitantes, o munic\u00edpio goiano de Cristalina \u00e9 um dos ber\u00e7os de um sistema que leva \u00e1gua e eletricidade aos lares de cerca de 60 de milh\u00f5es de brasileiros. Encravado no Cerrado, o munic\u00edpio abriga 256 rios e riachos que desembocam no Parana\u00edba, um dos principais formadores do rio Paran\u00e1 \u2014 cuja bacia abarca boa parte dos Estados de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1, Mato Grosso do Sul, Goi\u00e1s e o Distrito Federal.<\/p>\n<p>Hoje, por\u00e9m, v\u00e1rios rios que integram a bacia vivem a menor vaz\u00e3o j\u00e1 registrada, gerando temores de um apag\u00e3o no sistema el\u00e9trico brasileiro e levando pesquisadores a apontar para a rela\u00e7\u00e3o entre o desmatamento no Cerrado e a crise h\u00eddrica no centro-sul do Brasil.<\/p>\n<p>Grande parte da vaz\u00e3o do Paran\u00e1 se deve a rios que nascem em \u00e1reas de Cerrado bastante desmatadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas \u2014 caso de Cristalina e dos munic\u00edpios vizinhos, no entorno de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Do alto, a paisagem da regi\u00e3o hoje lembra um caderno de geometria, com uma profus\u00e3o de c\u00edrculos e linhas retas criadas por m\u00e1quinas agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Segundo o MapBiomas, plataforma que monitora o uso do solo no Brasil, de 1985 a 2019, a \u00e1rea coberta pelo Cerrado diminuiu 33% na microbacia hidrogr\u00e1fica daquela regi\u00e3o, a Alto Parana\u00edba 3.<\/p>\n<p>Em toda a bacia do Paran\u00e1, que tamb\u00e9m inclui trechos de Mata Atl\u00e2ntica, foram destru\u00eddos 4,2 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no mesmo per\u00edodo \u2014 uma perda de 17,6%. A \u00e1rea desmatada \u00e9 127 vezes maior que o munic\u00edpio de Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Hoje, resta na bacia 22,4% da cobertura natural original.<\/p>\n<p>Para pesquisadores entrevistados pela <em>BBC News Brasil<\/em>, o desmatamento agrava a escassez nos reservat\u00f3rios do Paran\u00e1, respons\u00e1veis pela maior capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma resposta pregui\u00e7osa atribuir a varia\u00e7\u00e3o nos reservat\u00f3rios apenas ao El Ni\u00f1o ou \u00e0 La Ni\u00f1a&#8221;, diz o ge\u00f3grafo Yuri Salmona, doutorando em Ci\u00eancias Florestais pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>Salmona se refere a explica\u00e7\u00f5es para mudan\u00e7as nas vaz\u00f5es de rios brasileiros que s\u00f3 levam em conta fatores clim\u00e1ticos. No caso da seca atual na bacia do Paran\u00e1, h\u00e1 forte influ\u00eancia da La Ni\u00f1a, resfriamento peri\u00f3dico nas \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico que tende a reduzir as chuvas no centro-sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para Salmona, por\u00e9m, esses grandes fen\u00f4menos &#8220;s\u00e3o s\u00f3 parte da reposta&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com s\u00f3 60 mil habitantes, o munic\u00edpio goiano de Cristalina \u00e9 um dos ber\u00e7os de um sistema que leva \u00e1gua e eletricidade aos lares de cerca de 60 de milh\u00f5es de brasileiros. 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