{"id":259853,"date":"2021-06-24T11:18:13","date_gmt":"2021-06-24T14:18:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=259853"},"modified":"2021-06-24T11:18:13","modified_gmt":"2021-06-24T14:18:13","slug":"salario-caiu-no-primeiro-ano-com-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/salario-caiu-no-primeiro-ano-com-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Sal\u00e1rio caiu no primeiro ano com Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<p>Apesar do aumento do n\u00famero de empresas e de pessoal ocupado em 2019, o pa\u00eds registrou queda de 3,5% no sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal que foi de R$ 2.975,74, ante R$ 3.085,21 no ano anterior. Em 2019, o n\u00famero de empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es formais no pa\u00eds atingiu 5,2 milh\u00f5es com 53,2 milh\u00f5es de pessoal ocupado no total.<\/p>\n<p>Os dados constam do Cadastro Central de Empresas (Cempre) 2019 divulgado nesta quinta (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O levantamento abrange \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, entidades empresariais e sem fins lucrativos e organiza\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com 2018, observou-se aumento de 301 mil empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es, uma varia\u00e7\u00e3o 6,1%. O pessoal assalariado cresceu 1,7%, o equivalente a 758,6 mil pessoas. O n\u00famero de s\u00f3cios e propriet\u00e1rios aumentou 3,6% (ou 244,1 mil pessoas). Por outro lado, o total de sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es caiu 0,7%, em termos reais.<\/p>\n<p>Segundo o gerente da pesquisa, Thiego Ferreira, esse comportamento de queda do sal\u00e1rio ainda no per\u00edodo pr\u00e9-pandemia de covid-19 pode ser explicado pela combina\u00e7\u00e3o de alguns fatores como a acelera\u00e7\u00e3o inflacion\u00e1ria, a taxa de desemprego elevada, a mudan\u00e7a na composi\u00e7\u00e3o do pessoal assalariado, com a reposi\u00e7\u00e3o por uma m\u00e3o de obra mais barata e a cria\u00e7\u00e3o de vagas com remunera\u00e7\u00e3o mais baixa. Essa queda salarial tamb\u00e9m pode ser explicada pelo aumento da automa\u00e7\u00e3o e da informatiza\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, 55,2% do pessoal ocupado assalariado eram homens e 44,8%, mulheres. Os homens receberam um sal\u00e1rio mensal m\u00e9dio (R$ 3.188,03) 17,5% superior ao das mulheres (R$ 2.713,92).<\/p>\n<p>As entidades empresariais eram 90,6% das organiza\u00e7\u00f5es ativas, ocupando 71,6% dos assalariados e pagando 60,8% dos sal\u00e1rios e remunera\u00e7\u00f5es. J\u00e1 a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica respondeu por 0,4% das empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es, 21,4% dos assalariados e 32,5% dos sal\u00e1rios e remunera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Atividades econ\u00f4micas<\/strong><br \/>\nCom\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas registraram 21,3% do pessoal ocupado total, 19,3% dos assalariados e 34,2% do n\u00famero de empresas.<\/p>\n<p>Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa e seguridade social ficaram na segunda coloca\u00e7\u00e3o em pessoal assalariado (16,8%) e a primeira coloca\u00e7\u00e3o em sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es (25%).<\/p>\n<p>O setor de ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o ficou com a segunda coloca\u00e7\u00e3o em sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es (16,3%) e na terceira posi\u00e7\u00e3o em n\u00famero de empresas (7,5%) e em pessoal ocupado assalariado (15,9%).<\/p>\n<p>As atividades administrativas e servi\u00e7os tiveram o maior aumento proporcional de assalariados (11,3%) enquanto o setor de educa\u00e7\u00e3o teve a maior perda (1,2%).<\/p>\n<p>Os setores com os maiores sal\u00e1rios m\u00e9dios mensais foram da \u00e1rea de eletricidade e g\u00e1s, com R$ 7.186,14 e atividades financeiras e seguro, como R$ 5.941,42. Na outra ponta, com m\u00e9dia salarial abaixo de R$ 2 mil est\u00e3o agricultura, pecu\u00e1ria, com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, atividades administrativas, alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pela primeira vez, o Cempre traz informa\u00e7\u00f5es sobre empresas que participam do com\u00e9rcio exterior. Em 2019, as empresas exportadoras representaram 0,4% das organiza\u00e7\u00f5es ativas, que ocuparam 5 milh\u00f5es de assalariados (10,8% do total de assalariados). J\u00e1 as importadoras eram 0,7% das organiza\u00e7\u00f5es, que ocuparam 8,3 milh\u00f5es de assalariados (17,8% do total).<\/p>\n<p>Nas organiza\u00e7\u00f5es exportadoras, a remunera\u00e7\u00e3o era 41% acima da m\u00e9dia nacional e nas importadoras, 47%. Quase todas as exportadoras eram da ind\u00fastria (62,5%) e do com\u00e9rcio (30,1%).<\/p>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o do Cempre incorporou informa\u00e7\u00f5es provenientes do Sistema de Escritura\u00e7\u00e3o Digital das Obriga\u00e7\u00f5es Fiscais, Previdenci\u00e1rias e Trabalhistas, o eSocial, que est\u00e1 substituindo gradativamente a Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais. A partir desta edi\u00e7\u00e3o, foram realizados ajustes metodol\u00f3gicos para a sele\u00e7\u00e3o das unidades ativas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar do aumento do n\u00famero de empresas e de pessoal ocupado em 2019, o pa\u00eds registrou queda de 3,5% no sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal que foi de R$ 2.975,74, ante R$ 3.085,21 no ano anterior. 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