{"id":260676,"date":"2021-06-30T09:02:05","date_gmt":"2021-06-30T12:02:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=260676"},"modified":"2021-06-30T13:12:48","modified_gmt":"2021-06-30T16:12:48","slug":"covid-em-alta-no-brasil-cria-uma-legiao-de-bebes-prematuros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/covid-em-alta-no-brasil-cria-uma-legiao-de-bebes-prematuros\/","title":{"rendered":"Covid em alta cria legi\u00e3o de beb\u00eas prematuros"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto a barriga da Aline crescia, Expedito Silva de Lima constru\u00eda com as pr\u00f3prias m\u00e3os a casa onde a fam\u00edlia iria morar, em Bara\u00fana, na Para\u00edba.<\/p>\n<p>O casal ficou surpreso, mas feliz quando soube que teria g\u00eameas. Aline tinha tr\u00eas filhos de um relacionamento anterior e Expedito seria pai pela primeira vez. O dinheiro para manter a fam\u00edlia era pouco, mas eles contavam com a ajuda de parentes.<\/p>\n<p>&#8220;Minha irm\u00e3 falou para eu morar na casa dela durante a gravidez, enquanto eu constru\u00eda a nossa pr\u00f3pria casa. Aqui \u00e9 todo mundo vizinho, \u00e9 uma vilinha&#8221;, conta o servente de pedreiro.<\/p>\n<p>Mas os planos mudaram de repente, quando Aline, de 31 anos, come\u00e7ou a sentir dor de cabe\u00e7a, febre e fraqueza. Fez o teste de covid, mas, antes mesmo de receber o resultado positivo, come\u00e7ou a sentir falta de ar e deu entrada no Instituto de Sa\u00fade Elp\u00eddio de Almeida (ISEA), em Campina Grande.<\/p>\n<p>Tr\u00eas dias depois, sofreu uma parada cardiorrespirat\u00f3ria e os m\u00e9dicos iniciaram uma ces\u00e1rea de emerg\u00eancia. Foram seis horas tentando salvar m\u00e3e e beb\u00eas. As meninas nasceram sem respirar, foram reanimadas e levadas para a UTI neonatal. Mas a m\u00e3e morreu no mesmo dia, em 30 de maio.<\/p>\n<p>As duas filhas, que nasceram com 26 semanas de gesta\u00e7\u00e3o, continuam internadas sem previs\u00e3o de alta.<\/p>\n<p>&#8220;Foi um choque muito grande perder Aline assim. A gente n\u00e3o esperava&#8221;, diz Expedito. Ao ver as filhas na incubadora pela primeira vez, t\u00e3o pequenininhas, ele sentiu um misto de emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Fiquei de cora\u00e7\u00e3o aliviado de ver minhas filhas e de cora\u00e7\u00e3o partido, porque perdi minha esposa.&#8221;<\/p>\n<p><strong>UTIs neonatais lotadas<\/strong><br \/>\nCasos como o de Aline e as g\u00eameas prematuras est\u00e3o se tornando rotina na vida de obstetras e pediatras em todo pa\u00eds. A epidemia de covid-19 no Brasil j\u00e1 matou pelo menos 1.461 gr\u00e1vidas, sendo 1.007 apenas neste ano, segundo dados oficiais compilados pelo Observat\u00f3rio Obstetr\u00edcio Covid-19.<\/p>\n<p>Mas o n\u00famero \u00e9 bem maior, segundo especialistas, porque muitos casos de S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda (Sars) acabam n\u00e3o sendo testados para covid.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as altas nos casos de infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus em 2021, com a variante P.1 como cepa prevalente, tem provocado uma &#8220;avalanche&#8221; de nascimentos de beb\u00eas prematuros, lotando maternidades e UTIs neonatais em diferentes cidades do pa\u00eds, segundo neonatologistas e obstetras ouvidos pela BBC News Brasil.<\/p>\n<p>A P.1, primeiro identificada em Manaus e rebatizada de Gamma pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), \u00e9 mais transmiss\u00edvel e capaz de driblar parcialmente anticorpos produzidos pela vacina ou por infec\u00e7\u00f5es anteriores de covid.<\/p>\n<p>Enquanto em 2020, foram reportados 6.805 casos de gr\u00e1vidas infectadas pelo coronav\u00edrus, s\u00f3 nos primeiros cinco meses de 2021, o n\u00famero foi de 7.679.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos enfrentando um problema terr\u00edvel de superlota\u00e7\u00e3o, principalmente nos leitos de UTI neonatal covid, porque a gente n\u00e3o pode misturar. \u00c9 uma legi\u00e3o de prematuros e, muitas vezes, \u00f3rf\u00e3os de m\u00e3e&#8221;, diz \u00e0 BBC News Brasil a obstetra Melania Amorim, do Instituto de Sa\u00fade Elp\u00eddio de Almeida, hospital que realiza cerca de 600 partos por m\u00eas na Para\u00edba.<\/p>\n<p>&#8220;Houve aumento muito grande esse ano de interna\u00e7\u00f5es e casos de covid-19 em gestantes. Se t\u00eam aumento em gestantes, tamb\u00e9m temos n\u00famero maior dos nascimentos prematuros.&#8221;<\/p>\n<p>Pesquisas apontam qque a covid-19 aumenta o risco de morte neonatal e de parto prematuro. E, em alguns casos, quando a gr\u00e1vida desenvolve quadro muito grave da doen\u00e7a, os m\u00e9dicos precisam fazer ces\u00e1rea de emerg\u00eancia e antecipar a gesta\u00e7\u00e3o, como ocorreu com Aline.<\/p>\n<p>&#8220;A gente tenta levar a gesta\u00e7\u00e3o adiante, mesmo com a gr\u00e1vida intubada, estabilizando o quadro dela. Mas em alguns casos, \u00e9 necess\u00e1rio interromper prematuramente, para tentar salvar a vida da m\u00e3e e dos beb\u00eas&#8221;, explica Melania Amorim.<\/p>\n<p>A obstetra paraibana coordena uma pesquisa que envolve sete hospitais em tr\u00eas Estados do Nordeste &#8211; Pernambuco, Cear\u00e1 e Para\u00edba. Entre esses hospitais est\u00e3o o ISEA, em Campina Grande, a Maternidade Frei Dami\u00e3o, em Jo\u00e3o Pessoa, e o hospital da Universidade Federal do Cear\u00e1, em Fortaleza.<\/p>\n<p>&#8220;Posso dizer com toda certeza que em todos esses centros a taxa de nascimentos prematuros disparou por conta da covid-19&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 aconteceu de ter que recorrer a hospitais de cidade vizinha para arrumar leito para beb\u00ea prematuro nascido em ces\u00e1rea de emerg\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Superlota\u00e7\u00e3o no Sul<\/strong><br \/>\nE o problema n\u00e3o \u00e9 localizado no Nordeste. O principal hospital de Porto Alegre est\u00e1 com a UTI neonatal lotada por causa da disparada no n\u00famero de prematuros nascidos de m\u00e3es com covid.<\/p>\n<p>&#8220;A gente nunca tem leito agora na UTI neonatal. Houve um aumento de nascimentos prematuros em fun\u00e7\u00e3o da covid materna. Diria que a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 pior mesmo desde abril&#8221;, diz \u00e0 BBC News Brasil Rita de C\u00e1ssia Silveira, diretora da UTI neonatal do Hospital das Cl\u00ednicas de Porto Alegre (HCPA).<\/p>\n<p>Por ser um hospital de refer\u00eancia, o HCPA costuma receber casos graves de beb\u00eas com problemas gen\u00e9ticos que chegam de diferentes cidades do Rio Grande do Sul e at\u00e9 de outros Estados.<\/p>\n<p>Mas, devido \u00e0 superlota\u00e7\u00e3o causada pela covid-19, transfer\u00eancias foram suspensas.<\/p>\n<p>Segundo Silveira, houve um aumento de 20% do n\u00famero de partos prematuros no hospital em maio, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos lotados, mas tivemos outro dia que produzir uma vaga, porque chegou um beb\u00ea transferido por determina\u00e7\u00e3o judicial&#8221;, conta a neonatologista, que tamb\u00e9m \u00e9 professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).<\/p>\n<p>Outras maternidades sofreram superlota\u00e7\u00e3o de UTIs com beb\u00eas prematuros e gr\u00e1vidas em estado grave entre mar\u00e7o e abril, no pico da segunda onda de covid.<\/p>\n<p>Foi o caso da Maternidade de Campinas, no Estado de S\u00e3o Paulo, que ultrapassou 100% de ocupa\u00e7\u00e3o nesses dois meses. Nesse per\u00edodo, tr\u00eas mulheres morreram ainda gr\u00e1vidas ou logo depois de dar luz aos beb\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Chegamos a ter um grande n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es de gestantes e pu\u00e9rperas suspeitas ou infectadas pelo coronav\u00edrus entre mar\u00e7o e abril&#8221;, disse o diretor do hospital, Marcos Miele.<\/p>\n<p><strong>M\u00faltiplas mortes di\u00e1rias<\/strong><br \/>\nMelania Amorim diz que perdeu as contas do n\u00famero de gr\u00e1vidas intubadas que teve que operar com urg\u00eancia para salvar os beb\u00eas em 2020 e 2021.<\/p>\n<p>Tanto no ISEA, na Paraiba, quanto no Hospital das Cl\u00ednicas de Porto Alegre, partos prematuros tiveram que ocorrer nas UTIs, porque transferir a mulher para o centro cir\u00fargico significaria risco adicional de queda da oxigena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Nossas interrup\u00e7\u00f5es, o obstetra tem feito na CTI quando \u00e9 urg\u00eancia urgent\u00edssima e a gestante n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia dado seu comprometimento pulmonar&#8221;, diz Rita de C\u00e1ssia Silveira, diretora de neonatologia do Hospital das Cl\u00ednicas de Porto Alegre.<\/p>\n<p>&#8220;Outro dia operamos uma m\u00e3e gr\u00e1vida de g\u00eameos que entrou em trabalho de parto na CTI. Fizemos a ces\u00e1rea l\u00e1 mesmo por causa da gravidade. A m\u00e3e continua internada em estado grave. As g\u00eameas se recuperam bem, mas nasceram com 29 semanas.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 Melania Amorim se lembra emocionada do dia em que perdeu duas gr\u00e1vidas com covid num espa\u00e7o de poucas horas, h\u00e1 tr\u00eas semanas. As duas estavam na UTI e tiveram que passar por ces\u00e1reas de emerg\u00eancia porque o quadro de sa\u00fade se deteriorou de repente.<\/p>\n<p>Os beb\u00eas, todos prematuros, sobreviveram e se recuperam na UTI. Um deles ser\u00e1 criado pela av\u00f3. Os outros dois, g\u00eameos, ficar\u00e3o com o pai.<\/p>\n<p>&#8220;O problema dessa pandemia, com essas mortes \u00e0 granel, \u00e9 que n\u00e3o tem tido tempo de a gente elaborar o luto. Mal h\u00e1 uma morte e j\u00e1 temos que lidar com outra&#8221;, lamenta a obstetra.<\/p>\n<p>&#8220;Escolhi essa especialidade pensando em lidar com a vida. Trabalho em UTI h\u00e1 muitos anos, mas mesmo assim o desfecho costuma ser feliz. Mortes maternas n\u00e3o deveriam acontecer e de repente \u00e9 uma atr\u00e1s da outra.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Consequ\u00eancias para prematuridade<\/strong><br \/>\nUm beb\u00ea \u00e9 considerado prematuro quando nasce com menos da 37\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o. Quanto mais prematuro e menor o beb\u00ea, maiores os riscos de morte e complica\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<\/p>\n<p>&#8220;Abaixo de 30 semanas \u00e9 um ponto de corte bastante significativo para maior gravidade associada \u00e0 prematuridade. A gravidade \u00e9 proporcional \u00e0 baixa idade gestacional&#8221;, diz Rita de C\u00e1ssia Silveira, diretora de neonatologia do Hospital das Cl\u00ednicas de Porto Alegre.<\/p>\n<p>As especialistas ouvidas pela BBC News Brasil destacam que as consequ\u00eancias da prematuridade n\u00e3o se encerram com a morte ou sobreviv\u00eancia do beb\u00ea. Muitos podem ter problemas de sa\u00fade, de cogni\u00e7\u00e3o e desenvolvimento ao longo da vida.<\/p>\n<p>&#8220;Prematuridade n\u00e3o \u00e9 algo que passa desapercebido na vida de uma crian\u00e7a. Tem consequ\u00eancias de longo prazo significativas dependendo do grau de prematuridade&#8221;, diz a neonatologista.<\/p>\n<p>&#8220;Ou seja, quanto menor a idade gestacional, quanto menor o peso, maior o risco de atraso no neurodesenvolvimento, de atraso no crescimento, de baixa imunidade, reinfec\u00e7\u00f5es nos primeiros anos de vida, dificuldades alimentares\u2026&#8221;, elenca.<\/p>\n<p>Os beb\u00eas prematuros nascidos em centros de refer\u00eancia ainda conseguem receber tratamentos que evitem complica\u00e7\u00f5es ap\u00f3s o parto. Mas com as UTIs desses centros lotadas, muitas mulheres gr\u00e1vidas com covid acabam ficando desassistidas.<\/p>\n<p>&#8220;Quando h\u00e1 risco de nascer com prematuridade, a gente pode fazer corticoide para acelerar a maturidade do pulm\u00e3o do beb\u00ea. Quando est\u00e1 vendo que o risco de nascimento prematuro \u00e9 iminente, pode fazer sulfato de magn\u00e9sio para prote\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica, para diminuir o risco de hemorragia cerebral ou disfun\u00e7\u00e3o motora grosseira&#8221;, explica a obstetra Melania Amorim.<\/p>\n<p>&#8220;Mas t\u00eam as gr\u00e1vidas que n\u00e3o chegam aos servi\u00e7os de refer\u00eancia ou nascimentos que acontecem no meio do caminho, na ambul\u00e2ncia ou no pronto-socorro. E a\u00ed n\u00e3o d\u00e1 para fazer interven\u00e7\u00f5es para melhorar a vida e progn\u00f3sticos.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Beb\u00eas criados por pais, av\u00f3s\u2026<\/strong><br \/>\nE, em alguns casos, a crian\u00e7a que sobrevive pode precisar de acompanhamento m\u00e9dico especializado e fisioterapia. Essas dificuldades se somam ao fato de v\u00e1rios desses beb\u00eas terem perdido as m\u00e3es.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos ter um n\u00famero enorme de prematuros sendo criado pelas av\u00f3s, companheiros ou companheiras, pelas tias&#8230; E a gente sabe que esses prematuros podem ter uma s\u00e9rie de sequelas&#8221;, diz Melania Amorim.<\/p>\n<p>Para as m\u00e3es que sobreviveram, os pr\u00f3prios efeitos prolongados da covid dificultam os cuidados com os filhos prematuros.<\/p>\n<p>A neonatologista Rita de C\u00e1ssia Silveira se lembra de uma paciente que simplesmente n\u00e3o se lembra e n\u00e3o aceita que teve um beb\u00ea. A mulher precisou ser intubada e passar por ces\u00e1rea com 33 semanas de gesta\u00e7\u00e3o, em mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n<p>Quando retiraram a ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, ela n\u00e3o se lembrava sequer que tinha engravidado. Mesmo depois de acompanhamento psiqui\u00e1trico e psicol\u00f3gico, a mem\u00f3ria sobre a gesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o retornou. Para piorar, o pai do beb\u00ea, que tamb\u00e9m havia sido internado com covid, morreu.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a, um menino, sobreviveu e est\u00e1 sendo cuidado pela av\u00f3.<\/p>\n<p>&#8220;A paciente n\u00e3o lembra de ter tido filho. Ela esqueceu. N\u00e3o lembra nada, diz que a crian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 dela. \u00c9 uma jovem de 28 anos, que ficou com sequela na perna. Ela agora manca e os m\u00fasculos est\u00e3o acabados, fracos. Muito triste&#8221;, recorda a neonatologista.<\/p>\n<p>Para as especialistas ouvidas pela BBC News Brasil, o impacto dos nascimentos prematuros provocados pela covid-19 continuar\u00e3o a ser sentidos ap\u00f3s o fim da pandemia.<\/p>\n<p>&#8220;Os pediatras e as pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade v\u00e3o ter que voltar uma aten\u00e7\u00e3o especial para o acompanhamento dessa gera\u00e7\u00e3o de prematuros e, muitos deles, infelizmente, \u00f3rf\u00e3os da covid&#8221;, diz a obstetra Melania Amorim, de Campina Grande.<\/p>\n<p>Enquanto isso, l\u00e1 em Bara\u00fana, Expedito se prepara para receber as filhas g\u00eameas, que vai ter que criar sem a ajuda da companheira.<\/p>\n<p>&#8220;Meu maior desejo \u00e9 elas duas do meu lado. Quando receberem alta, n\u00e3o vou me separar delas.&#8221;<\/p>\n<p>Ele pretende terminar a casa simples que constru\u00eda para viver com Aline e diz que vai &#8220;trabalhar de sol a sol&#8221; para as g\u00eameas terem o que precisam. Sem emprego fixo, garante que &#8220;aceita qualquer bico e servi\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Vou batalhar por elas duas. Vou dar o m\u00e1ximo de mim para dar o melhor a elas.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto a barriga da Aline crescia, Expedito Silva de Lima constru\u00eda com as pr\u00f3prias m\u00e3os a casa onde a fam\u00edlia iria morar, em Bara\u00fana, na Para\u00edba. O casal ficou surpreso, mas feliz quando soube que teria g\u00eameas. Aline tinha tr\u00eas filhos de um relacionamento anterior e Expedito seria pai pela primeira vez. 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