{"id":261253,"date":"2021-07-04T08:45:54","date_gmt":"2021-07-04T11:45:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=261253"},"modified":"2021-07-04T08:45:54","modified_gmt":"2021-07-04T11:45:54","slug":"cultura-em-brasilia-e-como-usina-em-pleno-vapor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cultura-em-brasilia-e-como-usina-em-pleno-vapor\/","title":{"rendered":"&#8216;Cultura em Bras\u00edlia \u00e9 como usina em pleno vapor&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>O primeiro semestre de 2021 foi de canteiros de obras para a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) do Distrito Federal. Al\u00e9m da entrega do Museu de Arte de Bras\u00edlia, 10 equipamentos receberam manuten\u00e7\u00e3o e reformas. A Concha Ac\u00fastica e o Conjunto Fazendinha, historicamente abandonados, est\u00e3o em plena fase de recupera\u00e7\u00e3o. A Secec tamb\u00e9m fez o maior edital do FAC de sua hist\u00f3ria, com campanha para ades\u00e3o de agentes que nunca foram contemplados.<\/p>\n<p>No intervalo da reuni\u00e3o de balan\u00e7o realizada essa semana, com subsecret\u00e1rios e chefes de assessorias da secretaria, o secret\u00e1rio de Cultura Bartolomeu Rodrigues, ou Bart\u00f4, como \u00e9 conhecido por parentes, amigos e parceiros de trabalho, passeou pelas principais atividades da Secec neste primeiro semestre de 2021.<\/p>\n<p>Na entrevista a seguir ele fala do quadro cultural na capital da Rep\u00fablica. E enfatiza que \u201ca sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de estar diante de uma usina em pleno vapor. Sonhei com essa possibilidade de muitas frentes de trabalho para a cultura. Isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel porque temos, hoje, uma equipe coesa e focada em todas essas transforma\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de um alinhamento com o executivo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Que balan\u00e7o pode ser feito do patrim\u00f4nio cultural?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o posso come\u00e7ar a falar sobre esse tema, que move estruturalmente a Secretaria, sem iniciar pela entrega do Museu de Arte Moderna (MAB), cuja fita o governador Ibaneis Rocha fez quest\u00e3o de cortar no anivers\u00e1rio de 61 anos de Bras\u00edlia. Trata-se de um equipamento moderno, sustent\u00e1vel e em di\u00e1logo com a pol\u00edtica de acervo e conserva\u00e7\u00e3o. Devolvemos para a popula\u00e7\u00e3o um equipamento depois de 14 anos abandonado. Hoje, est\u00e1 de portas abertas de forma segura e gradual, com exposi\u00e7\u00f5es de qualidade. Al\u00e9m do MAB, a Secec aportou mais de R$ 2,2 milh\u00f5es na manuten\u00e7\u00e3o e melhorias em 10 equipamentos, com destaque para o Conjunto Fazendinha, outro patrim\u00f4nio que estava sem nenhuma interven\u00e7\u00e3o e que o governador Ibaneis quer ver recuperado, ao lado da revitaliza\u00e7\u00e3o da Vila Planalto. Estamos finalizando a Concha Ac\u00fastica, que, junto com o MAB, formar\u00e1 um importante polo cultural na Orla da Vila Planalto. Batizamos essa s\u00e9rie de interven\u00e7\u00f5es de Bras\u00edlia, Cidade Patrim\u00f4nio, num trabalho de excel\u00eancia da Subsecretaria de Administra\u00e7\u00e3o Geral (Suag). Mexemos at\u00e9 no Teatro Nacional Claudio Santoro, recuperando o sistema de refrigera\u00e7\u00e3o a fim de abrigar a reforma com qualidade para os oper\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Como anda a recupera\u00e7\u00e3o do teatro?<\/strong><br \/>\nPercorremos um caminho tortuoso, pois encontramos a documenta\u00e7\u00e3o relativa ao projeto de recupera\u00e7\u00e3o um tanto bagun\u00e7ada, para dizer o m\u00ednimo. Tivemos de restaurar pap\u00e9is e burocracia para podermos caminhar rumo \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio. Agora o projeto est\u00e1 com a Caixa Econ\u00f4mica Federal, em fase de an\u00e1lise e dilig\u00eancias e n\u00e3o vou esconder que estou ansioso. Espero em breve dar essa not\u00edcia \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Quais as perspectivas para o Bras\u00edlia Cidade Patrim\u00f4nio?<\/strong><br \/>\nAs melhores poss\u00edveis. Se no primeiro semestre aportamos R$ 2 milh\u00f5es, neste, vamos dobrar. Ser\u00e3o R$ 4 milh\u00f5es para equipamentos como Casa do Cantador (Ceil\u00e2ndia), Complexo Cultural de Samambaia, Pra\u00e7a do Museu Nacional e uma expectativa muito grande de recuperarmos o Polo de Cinema e V\u00eddeo Grande Othelo, que tamb\u00e9m nos foi entregue em quase escombros.<\/p>\n<p><strong>No meio desse movimento, a Secec voltou a acolher a Funarte&#8230;<\/strong><br \/>\nSim, apesar de sabermos o tamanho do desafio. A ideia \u00e9 prepararmos o terreno para o per\u00edodo p\u00f3s-pandemia, que vir\u00e1 em breve, esperamos todos. O complexo pode abrigar eventos culturais enquanto o Teatro Nacional segue em reforma. Agora, em julho, receberemos as chaves, com a possibilidade de coopera\u00e7\u00e3o com a Funda\u00e7\u00e3o Nacional das Artes (Funarte). Seguiremos de m\u00e3os dadas em diversos projetos, como os de capacita\u00e7\u00e3o e uma grande homenagem a Semana de Arte Moderna de 1922, cujo centen\u00e1rio ser\u00e1 comemorado em fevereiro.<\/p>\n<p><strong>Atravessamos um per\u00edodo pand\u00eamico. Qual\u00a0 a sa\u00edda?<\/strong><br \/>\nAprendemos muito com o ano passado, em que tivemos de nos reinventar de uma hora para outra. N\u00e3o por menos fizemos um edital de R$ 53,6 milh\u00f5es capaz de gerar 10 mil empregos diretos e indiretos, com cotas de projetos para todas as Regi\u00f5es Administrativas, para contrata\u00e7\u00e3o de Pessoas com Defici\u00eancia (PCD) e inclus\u00e3o de artistas de circos itinerantes de lona, da cultura LGBTQIA+ e t\u00e9cnicos de bastidores. Estimulamos a vinda de agentes culturais que estavam fora do nosso cadastro oficial (Ceac), que permite o acesso ao Fundo de Apoio \u00e0 Cultura (FAC). Tivemos um crescimento de 34% nessa lista e vamos premiar 32% de projetos para pessoas que nunca ganharam essa verba p\u00fablica. N\u00e3o \u00e9 pouco. Foi um trabalho excepcional da Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural (Sufic). N\u00e3o vejo nada similar em outros Estados da Federa\u00e7\u00e3o neste momento.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 possibilidade de outros editais neste ano?<\/strong><br \/>\nUma observa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria: empenhamos todo o valor que foi disponibilizado no or\u00e7amento. Isto n\u00e3o quer dizer que parou por a\u00ed. A Secec fez uma consulta \u00e0 Secretaria de Economia sobre saldos remanescentes do FAC e aguarda esse desdobramento, alinhada com o GDF. Estamos preparados para essa execu\u00e7\u00e3o e sabemos da import\u00e2ncia desse fomento na gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda. A cadeia da economia criativa precisa desses investimentos, pois ter\u00e1 papel fundamental na recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e, por que n\u00e3o?, do ponto de vista do bem-estar psico e moral da popula\u00e7\u00e3o. O coronav\u00edrus fez um estrago enorme na alma das pessoas.<\/p>\n<p><strong>Pode adiantar um balan\u00e7o desses seis meses?<\/strong><br \/>\nS\u00f3 neste semestre, executamos 50% a mais de Termos de Fomento do que em todo o exerc\u00edcio de 2020. Foram R$ 9 milh\u00f5es at\u00e9 o momento contra R$ 6 milh\u00f5es no ano passado. S\u00e3o 15 projetos contra 8. S\u00e3o a\u00e7\u00f5es culturais formativas e que impactam 23 Regi\u00f5es Administrativas, gerando, em c\u00e1lculos bem realistas, 4,5 mil empregos diretos e indiretos.<\/p>\n<p><strong>Pode listar essas a\u00e7\u00f5es nas RA&#8217;s?<\/strong><br \/>\nA Secec est\u00e1 em pleno di\u00e1logo com os artistas de todas as cidades do DF. A Rede Integra Cultura, em parceria com a Secretaria de Governo (Segov), pode ser considerada um marco, dando protagonismo aos gerentes de cultura das RAs. A raz\u00e3o \u00e9 simples: eles est\u00e3o na ponta e conhecem como ningu\u00e9m a realidade dos artistas de cada cidade. Por que n\u00e3o fizeram isso antes \u00e9, para mim, uma inc\u00f3gnita. Bras\u00edlia n\u00e3o pode dar as costas para a periferia. Al\u00e9m disso, dentro do Conselho de Cultura, de forma\u00e7\u00e3o parit\u00e1ria, seguimos estimulando a forma\u00e7\u00e3o dos Conselhos Regionais de Cultura (CRCs). Tudo isso para fazer cumprir e fortalecer a Lei Org\u00e2nica da Cultura (LOC), que rege o Sistema de Arte e Cultura (SAC) do DF. Essa malha \u00e9 fortalecida por nossa gest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O grafite est\u00e1 fortalecido na sua gest\u00e3o?<\/strong><br \/>\nNossa Subsecretaria de Economia Criativa, que cuida do grafite de uma forma contempor\u00e2nea, est\u00e1 em di\u00e1logo constante com os artistas urbanos por meio do Comit\u00ea do Grafite, e de uma pol\u00edtica p\u00fablica delineada para a \u00e1rea. Como desenhista amador, me arrisco no grafite, por isto me entusiasmo muito com esse tema. Mais ainda quando vejo a participa\u00e7\u00e3o de mulheres grafiteiras no mercado, pois temos reserva de 30% da participa\u00e7\u00e3o delas em nossos editais. Agora, vou acompanhar de perto o 4\u00ba encontro do grafite, que vai transformar a Galeria dos Estados em obra de arte a c\u00e9u aberto.<\/p>\n<p><strong>O que representou para a Secec a execu\u00e7\u00e3o da Lei Aldir Blanc?<\/strong><br \/>\nUni\u00e3o, empatia, m\u00e3os que se encontram, trabalham juntas e acolhem. N\u00e3o foi f\u00e1cil executar a Aldir Blanc, em raz\u00e3o dos prazos ex\u00edguos. Pa\u00eds afora, muitos Estados e munic\u00edpios n\u00e3o tiveram n\u00fameros expressivos de execu\u00e7\u00e3o. Aqui, n\u00f3s viramos noites e finais de semana para garantir quase 90% de empenho de 36 milh\u00f5es. E hoje, seis meses depois, estamos com praticamente tudo pago (99,4%) de quase 2800 benefici\u00e1rios. Al\u00e9m desse aspecto, a Aldir Blanc permitiu a Secec entender que precis\u00e1vamos fazer uma pol\u00edtica cultural para atender os pequeninos, que fazem cultura por resist\u00eancia mesmo, sem nenhum tipo de ajuda do Estado.<\/p>\n<p><strong>A Secec investe na R\u00e1dio Cultura e na Orquestra Sinf\u00f4nica?<\/strong><br \/>\nEstamos com contratos e projetos em andamento para capacitar e melhorar esses dois important\u00edssimos patrim\u00f4nios da cultura do DF. Na R\u00e1dio Cultura, iremos contratar, por licita\u00e7\u00e3o, uma empresa para manuten\u00e7\u00e3o corretiva e preventiva dos equipamentos. Trocar os softwares de programa\u00e7\u00e3o da r\u00e1dio e de edi\u00e7\u00e3o de \u00e1udios, que hoje \u00e9 uma velharia. Adquirir equipamentos como mesas de som e microfones e contratar profissionais para locu\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o. Tudo come\u00e7ando agora neste semestre. Teremos, em breve, a R\u00e1dio Cultura em opera\u00e7\u00e3o como nunca esteve. E realizando festivais!<\/p>\n<p><strong>E a Orquestra?<\/strong><br \/>\nA Orquestra \u00e9 um corpo diferenciado, de m\u00fasicos de alt\u00edssimo n\u00edvel, que se reinventou em plena pandemia de modo virtual. Essa transforma\u00e7\u00e3o impactou o pa\u00eds, com repercuss\u00f5es na m\u00eddia nacional. Neste momento, estamos com quatro licita\u00e7\u00f5es em andamento para adquirir equipamentos (depois de anos, sem essa execu\u00e7\u00e3o), gravar concertos de forma on-line, tratar o arquivo t\u00e9cnico que \u00e9 cheio de raridades e adquirir placas acr\u00edlicas para o retorno presencial, que ser\u00e1 gradual, em composi\u00e7\u00f5es menores, como quartetos, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>A Secec tem se preocupado com o seu acervo?<\/strong><br \/>\nO patrim\u00f4nio \u00e9 um mundo \u00e0 parte dentro da Secec, n\u00e3o s\u00f3 com nossos equipamentos, como tamb\u00e9m com a nossa lista de bens tombados e registros imateriais. Neste semestre, estamos catalogando 10 mil pe\u00e7as dos nossos museus. Vamos saber o que temos em cada um, e as necessidades de preserva\u00e7\u00e3o. O MAB j\u00e1 nasceu com esse olhar, porque tem os laborat\u00f3rios de restauros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro semestre de 2021 foi de canteiros de obras para a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) do Distrito Federal. Al\u00e9m da entrega do Museu de Arte de Bras\u00edlia, 10 equipamentos receberam manuten\u00e7\u00e3o e reformas. A Concha Ac\u00fastica e o Conjunto Fazendinha, historicamente abandonados, est\u00e3o em plena fase de recupera\u00e7\u00e3o. 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