{"id":261418,"date":"2021-07-05T12:12:47","date_gmt":"2021-07-05T15:12:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=261418"},"modified":"2021-07-05T13:14:13","modified_gmt":"2021-07-05T16:14:13","slug":"criancas-sofrem-com-alta-de-desnutricao-e-excesso-de-peso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/criancas-sofrem-com-alta-de-desnutricao-e-excesso-de-peso\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as sofrem com alta de desnutri\u00e7\u00e3o e excesso de peso"},"content":{"rendered":"<p>Com apenas 15 meses de vida, o beb\u00ea Jo\u00e3o (nome fict\u00edcio) j\u00e1 sofria os efeitos de n\u00e3o comer direito: seu peso estava acima do normal para a idade, indicando que seu corpo vinha acumulando gordura demais. Mas, ao mesmo tempo, ele estava an\u00eamico, em n\u00edveis preocupantes.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o vinha sendo alimentado s\u00f3 \u00e0 base de leite, farinha l\u00e1ctea e outros engrossantes. Nenhuma fruta ou alimento rico em ferro &#8211; que pudesse prevenir a anemia &#8211; fazia parte do card\u00e1pio da crian\u00e7a, cuja fam\u00edlia mora na periferia de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&#8220;Esse beb\u00ea me chamou muito a aten\u00e7\u00e3o. \u00c9 um caso que indica a desassist\u00eancia dessas fam\u00edlias vulner\u00e1veis (na pandemia de covid-19)&#8221;, diz \u00e0 BBC News Brasil a pediatra Maria Paula de Albuquerque, que atendeu a crian\u00e7a no Centro de Recupera\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o Nutricional (Cren), entidade sem fins lucrativos conveniada \u00e0 prefeitura de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&#8220;Ele pode sofrer de atrasos no desenvolvimento por causa da anemia e est\u00e1 mais exposto a infec\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m est\u00e1 tendo seu corpo programado para ter diabetes, press\u00e3o alta e obesidade na vida adulta. \u00c9 um exemplo cl\u00e1ssico da dupla carga da m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Essa dupla carga, de quadros de desnutri\u00e7\u00e3o com excesso de peso (ainda na inf\u00e2ncia ou posteriormente, na vida adulta), parece estar piorando na pandemia, quando mais fam\u00edlias vulner\u00e1veis est\u00e3o tendo dificuldades em obter comida &#8211; principalmente alimentos in natura, capazes de prover os nutrientes, vitaminas e minerais necess\u00e1rios para uma inf\u00e2ncia e uma vida adulta saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Muitas t\u00eam dependido de doa\u00e7\u00f5es, que, embora sempre necess\u00e1rias e bem intencionadas, nem sempre chegam na quantidade e na qualidade necess\u00e1rias para garantir a boa alimenta\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Apesar de os dados detalhados sobre o quadro nutricional de crian\u00e7as estarem mais escassos, por causa da redu\u00e7\u00e3o de atendimentos e consultas presenciais na pandemia, pesquisas recentes retratam um cen\u00e1rio preocupante.<\/p>\n<p>Cerca de 116 milh\u00f5es de brasileiros conviviam com algum grau de inseguran\u00e7a alimentar em dezembro de 2020, aponta a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). Desse total, 43,4 milh\u00f5es n\u00e3o tinham alimentos em quantidade suficiente, e 19 milh\u00f5es passavam fome.<\/p>\n<p>Piorou, tamb\u00e9m, a qualidade da comida ingerida: nos lares em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar, o consumo de alimentos saud\u00e1veis caiu 85% na pandemia, aponta uma pesquisa do grupo Food For Justice lan\u00e7ada em abril.<\/p>\n<p>Segundo o Unicef (bra\u00e7o da ONU para a inf\u00e2ncia), 29% das fam\u00edlias brasileiras est\u00e3o comendo mais alimentos industrializados, 22% est\u00e3o consumindo mais bebidas a\u00e7ucaradas, e 18% est\u00e3o ingerindo mais fast food, conforme mostra o levantamento Impactos Prim\u00e1rios e Secund\u00e1rios da Covid-19 em Crian\u00e7as e Adolescentes.<\/p>\n<p>Esses alimentos ultraprocessados costumam ser relativamente baratos e agradam o paladar. Mas tamb\u00e9m s\u00e3o repletos de s\u00f3dio, gorduras e a\u00e7\u00facares, e pobres em nutrientes.<\/p>\n<p>&#8220;Como s\u00e3o baratos, o acesso a eles \u00e9 facilitado. N\u00e3o por acaso a gente encontra na mesma casa crian\u00e7as sofrendo com sobrepeso e defici\u00eancia de vitaminas A e D ou anemia&#8221;, diz \u00e0 BBC News Brasil Islandia Bezerra da Costa, professora de nutri\u00e7\u00e3o em sa\u00fade p\u00fablica da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e membro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia).<\/p>\n<p>Nosso corpo depende de vitaminas, prote\u00ednas e minerais para crescer, lembra Costa. E a fonte principal desses nutrientes s\u00e3o as frutas, vegetais, leguminosas e demais alimentos in natura ou minimamente processados.<\/p>\n<p>&#8220;Por mais que a ind\u00fastria aliment\u00edcia traga a ideia de que o biscoito recheado &#8216;\u00e9 rico em vitamina D&#8217;, isso \u00e9 uma fal\u00e1cia. Sua ess\u00eancia, na maioria das vezes, \u00e9 de calorias, a\u00e7\u00facar, s\u00f3dio e gorduras.&#8221;<\/p>\n<p>Obesidade e desnutri\u00e7\u00e3o<br \/>\nNa entidade beneficente Pastoral da Crian\u00e7a, desde 2019 tem causado alarme o aumento no n\u00famero de crian\u00e7as desnutridas, algumas em estado grave &#8211; algo que tinha se tornado uma raridade no pa\u00eds nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>S\u00f3 que crescem tamb\u00e9m os casos de obesidade entre as crian\u00e7as atendidas, segundo os dados de IMC (\u00edndice de massa corporal) obtidos em consultas na rede p\u00fablica de sa\u00fade. A entidade, por enquanto, v\u00ea esse aumento com cautela: como tem sido analisado um universo menor de crian\u00e7as por conta da dificuldade de acesso a elas durante a pandemia, pode haver vieses estat\u00edsticos nos dados.<\/p>\n<p>Mas existe uma preocupa\u00e7\u00e3o com a piora na oferta de comida das fam\u00edlias pobres.<\/p>\n<p>&#8220;Muitas fam\u00edlias est\u00e3o vivendo de doa\u00e7\u00e3o, e por isso t\u00eam de comer o que vem na cesta b\u00e1sica &#8211; e \u00e0s vezes s\u00e3o ultraprocessados. A fam\u00edlia deixa de ter poder de escolha&#8221;, explica Caroline Dalabona, nutricionista da Pastoral da Crian\u00e7a. &#8220;Por isso a necessidade de uma pol\u00edtica p\u00fablica, para que essas pessoas tenham amparo e renda.&#8221;<\/p>\n<p>O temor de Dalabona \u00e9 o impacto futuro na vida das crian\u00e7as, caso a m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja corrigida. &#8220;Seu desenvolvimento motor, emocional e cognitivo \u00e9 afetado. Ela vai ter dificuldades f\u00edsicas e intelectuais.&#8221;<\/p>\n<p>Esse impacto \u00e0s vezes come\u00e7a no \u00fatero, no caso de fetos cujas m\u00e3es n\u00e3o se alimentaram bem, agrega Rosana Salles-Costa, que coordenou o estudo da Rede Penssan: &#8220;O organismo do beb\u00ea entende que passou por uma priva\u00e7\u00e3o e que por isso precisa guardar uma reserva (cal\u00f3rica). Essa altera\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica explica por que a m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o na inf\u00e2ncia aumenta o risco de obesidade na vida adulta.&#8221;<\/p>\n<p>Na Pastoral da Crian\u00e7a em Pirapozinho, interior de S\u00e3o Paulo, a l\u00edder comunit\u00e1ria Eliane Cardoso visita as casas das fam\u00edlias atendidas para acompanhar sua situa\u00e7\u00e3o nutricional.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que tem observado crescer o excesso de peso entre as crian\u00e7as, &#8220;com certeza tem defici\u00eancia nutricional tamb\u00e9m. Vamos ver isso direitinho quando pudermos voltar a pesar e medir as crian\u00e7as&#8221;, explica.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 algo que a gente j\u00e1 via antes nas f\u00e9rias escolares (quando as crian\u00e7as est\u00e3o sem a merenda): crian\u00e7as com obesidade por causa de biscoito.&#8221;<\/p>\n<p>As fam\u00edlias carentes de Pirapozinho t\u00eam recebido das escolas municipais as frutas e legumes que comporiam a merenda escolar, mas para algumas isso n\u00e3o tem sido suficiente. &#8220;Na escola, o prato vinha pronto para a crian\u00e7a comer, e em casa nem sempre \u00e9 assim. Nesta semana, visitei uma casa em que a m\u00e3e n\u00e3o conseguia cozinhar para os filhos porque n\u00e3o tinha (como comprar) g\u00e1s.&#8221;<\/p>\n<p>Para a professora Islandia Bezerra da Costa, esses problemas podem ser amenizados com o fomento a pequenos produtores agr\u00edcolas e suas redes, em vez da prioriza\u00e7\u00e3o de &#8220;um modelo de produ\u00e7\u00e3o industrial que destr\u00f3i florestas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Com a pandemia, v\u00e1rias feiras org\u00e2nicas que haviam sido criadas com muito suor foram fechadas, ao mesmo tempo em que houve um &#8216;boom&#8217; para as redes de supermercados&#8221;, critica. &#8220;A resposta para a m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n<p>Comida &#8216;de verdade&#8217;<br \/>\nNo Recife, Sarah Marques do Nascimento comemora os primeiros brotos de melancias, mel\u00f5es e feij\u00f5es que est\u00e3o nascendo na horta comunit\u00e1ria da comunidade Caranguejo Tabaiares.<\/p>\n<p>\u00c9 uma regi\u00e3o &#8220;com muitas casas de palafita e muitas fam\u00edlias chefiadas por mulheres negras, que dependiam de subempregos, da pesca, de restaurantes ou que s\u00e3o aut\u00f4nomas&#8221;, explica Marques, que preside a associa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria local.<\/p>\n<p>Por conta dessa vulnerabilidade, muitas fam\u00edlias viram sua renda despencar durante a pandemia.<\/p>\n<p>&#8220;Ontem, fui dormir aperreada quando uma m\u00e3e me contou: &#8216;botei meus filhos para dormir com fome e n\u00e3o sei o que vou dar pra eles quando acordarem&#8217;. Fomos atr\u00e1s e conseguimos quentinhas, caf\u00e9 da manh\u00e3 e almo\u00e7o pra eles&#8221;, conta Marques.<\/p>\n<p>Mas, muitas vezes, resta comer &#8220;o que aparece, o b\u00e1sico do b\u00e1sico. At\u00e9 quando consegue doa\u00e7\u00e3o de bolacha, vejo que o povo fica bem feliz&#8221;.<\/p>\n<p>Da\u00ed a aposta de Marques na horta comunit\u00e1ria e em articula\u00e7\u00f5es para obter doa\u00e7\u00f5es de frutas, vegetais e peixes locais. Uma dessas articula\u00e7\u00f5es foi com o projeto Agroecologia contra a Fome, da ONG Greenpeace, que doou 200 cestas de alimentos, incluindo desde hortali\u00e7as at\u00e9 arroz, feij\u00e3o, caf\u00e9 e produtos da cultura alimentar local. Uma segunda leva ser\u00e1 doada neste m\u00eas de julho.<\/p>\n<p>O Greenpeace informa ter distribu\u00eddo pelo projeto, at\u00e9 agora, um pouco mais de 14 toneladas de alimentos, em nove Estados do Norte e Nordeste.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, a organiza\u00e7\u00e3o Cren, citada no in\u00edcio da reportagem, tamb\u00e9m ajudou fam\u00edlias vulner\u00e1veis com a doa\u00e7\u00e3o de alimentos org\u00e2nicos vindos de pequenos produtores locais, que at\u00e9 ent\u00e3o vendiam sua produ\u00e7\u00e3o para merendas escolares (o que foi interrompido na pandemia).<\/p>\n<p>&#8220;Tiramos das cestas as doa\u00e7\u00f5es de bolachas recheadas, achocolatados e macarr\u00e3o instant\u00e2neo, que se s\u00e3o prejudiciais para uma pessoa saud\u00e1vel, imagina para as crian\u00e7as desnutridas&#8221;, explica a m\u00e9dica Maria Paula de Albuquerque.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos legumes e verduras tradicionais, foram inclu\u00eddas nas cestas algumas &#8220;plantas aliment\u00edcias n\u00e3o convencionais&#8221; (pancs) de baixo custo, como peixinho, ora-pro-n\u00f3bis e capuchinha, junto a v\u00eddeos instruindo as fam\u00edlias sobre como incorpor\u00e1-las ao card\u00e1pio.<\/p>\n<p>&#8220;A aceita\u00e7\u00e3o dessas pancs foi boa, mostrando que \u00e9 poss\u00edvel incorporar bons h\u00e1bitos alimentares em momentos emergenciais&#8221;, prossegue Albuquerque.<\/p>\n<p>Uma preocupa\u00e7\u00e3o adicional da m\u00e9dica, por\u00e9m, \u00e9 com o que chama de &#8220;colapso&#8221; na rede de atendimento de sa\u00fade a gr\u00e1vidas, m\u00e3es e crian\u00e7as pequenas, seja por medo das pessoas de irem \u00e0s consultas ou pela sobrecarga do sistema por conta da covid-19.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o podemos deixar que as fam\u00edlias parem de frequentar as UBS (unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade), de fazerem as suplementa\u00e7\u00f5es nutricionais das crian\u00e7as&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>A anemia do beb\u00ea citado no in\u00edcio deste texto, por exemplo, poderia ter sido prevenida &#8220;se uma consulta de rotina tivesse identificado a defici\u00eancia em ferro e receitado um suplemento. \u00c9 muito triste&#8221;.<\/p>\n<p>Para Rosana Salles-Costa, da pesquisa Penssan, ser\u00e1 necess\u00e1rio observar os efeitos de longo prazo que a alimenta\u00e7\u00e3o e a desestrutura\u00e7\u00e3o familiar (emocional e de renda) ter\u00e3o nas crian\u00e7as brasileiras.<\/p>\n<p>&#8220;Com o desemprego recorde, as fam\u00edlias n\u00e3o t\u00eam nem renda para aquisi\u00e7\u00e3o de alimentos nem seguran\u00e7a no trabalho&#8221;, diz. &#8220;Se as crian\u00e7as t\u00eam mais mecanismos de prote\u00e7\u00e3o contra (formas graves da) covid-19 do que os adultos, e \u00e9 bom que os tenham, elas tamb\u00e9m est\u00e3o inseridas em fam\u00edlias cada vez mais destro\u00e7adas.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com apenas 15 meses de vida, o beb\u00ea Jo\u00e3o (nome fict\u00edcio) j\u00e1 sofria os efeitos de n\u00e3o comer direito: seu peso estava acima do normal para a idade, indicando que seu corpo vinha acumulando gordura demais. 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