{"id":261505,"date":"2021-07-05T21:36:59","date_gmt":"2021-07-06T00:36:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=261505"},"modified":"2021-07-05T21:36:59","modified_gmt":"2021-07-06T00:36:59","slug":"exercicio-fisico-reduz-problemas-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/exercicio-fisico-reduz-problemas-na-pandemia\/","title":{"rendered":"Exerc\u00edcio f\u00edsico reduz problemas na pandemia"},"content":{"rendered":"<p>As atividades f\u00edsicas realizadas com supervis\u00e3o profissional durante a pandemia de covid-19, sejam elas online ou presenciais, trazem mais benef\u00edcios sobre a sa\u00fade mental e f\u00edsica do que o sedentarismo ou a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios sem supervis\u00e3o. Isso \u00e9 o que demonstra um estudo feito com 344 volunt\u00e1rios e publicado na revista cient\u00edfica Psychiatry Research.<\/p>\n<p>Apoiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), o estudo investiga os efeitos da pr\u00e1tica regular de exerc\u00edcios f\u00edsicos sobre a sa\u00fade f\u00edsica e mental neste momento de combate \u00e0 covid-19. Para tanto, o estudo considerou tr\u00eas modelos de aulas praticadas durante a pandemia \u2013 presencial com supervis\u00e3o profissional, online sem supervis\u00e3o e online com supervis\u00e3o por videochamada \u2013 e comparou tais situa\u00e7\u00f5es com o sedentarismo, ou seja, com pessoas que n\u00e3o estavam praticando qualquer tipo de exerc\u00edcio nesse momento.<\/p>\n<p>A pesquisa foi feita por meio de um question\u00e1rio online, em que volunt\u00e1rios deveriam responder se estavam conseguindo fazer exerc\u00edcios f\u00edsicos durante a pandemia e como estava a sa\u00fade mental deles antes e durante a crise sanit\u00e1ria e qual era o n\u00edvel de atividade f\u00edsica praticado antes e durante a crise. No caso da sa\u00fade mental, foram avaliados nove itens que comp\u00f5em a MADRS-S (Montgomery-Asberg Depression Rating Scale\u2013Self Rated): tristeza, tens\u00e3o, dificuldade de sono, altera\u00e7\u00e3o de apetite, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o, lentid\u00e3o, incapacidade de sentir, pessimismo e pensamentos suicidas.<\/p>\n<p>\u201cDos quatro grupos analisados (com supervis\u00e3o online, com supervis\u00e3o presencial, sem supervis\u00e3o e sedent\u00e1rio), aqueles que n\u00e3o faziam nada durante a pandemia apresentaram pior sa\u00fade mental e piores n\u00edveis de atividade f\u00edsica. Para nossa surpresa, quem realizou exerc\u00edcio supervisionado remotamente apresentou maiores n\u00edveis de atividade f\u00edsica, principalmente as intensas [rigorosas], comparado com quem fez o exerc\u00edcio sozinho, e uma leve tend\u00eancia sobre quem fez presencial\u201d, disse Carla da Silva Batista, pesquisadora da Escola de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Esporte da Universidade de S\u00e3o Paulo (EEFE-USP), e uma das autoras do estudo, junto com Ac\u00e1cio Moreira-Neto.<\/p>\n<p>\u201cEntre os [volunt\u00e1rios] que praticam exerc\u00edcios, 59% das pessoas melhoraram a sa\u00fade mental, independentemente de fazer [exerc\u00edcio] supervisionado, ou n\u00e3o. Quando se analisa somente quem faz [exerc\u00edcio] supervisionado, houve melhora de 25%, igual ao grupo de quem faz supervisionado presencial\u201d, afirmou Carla, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil. De acordo com a pesquisadora, a sa\u00fade mental dos grupos que fizeram exerc\u00edcios, independentemente de terem sido supervisionados ou praticados por conta pr\u00f3pria, ficou melhor do que a de quem n\u00e3o fez nada ou foi sedent\u00e1rio na pandemia.<\/p>\n<p>A pequena diferen\u00e7a observada entre as pessoas que fazem exerc\u00edcios supervisionados online e aquelas que o fazem de forma presencial decorreu principalmente da intensidade do exerc\u00edcio. \u201cSe voc\u00ea faz supervisionado, aumenta mais os n\u00edveis de atividade f\u00edsica intensa do que quem faz por conta pr\u00f3pria. E voc\u00ea tem uma leve tend\u00eancia sobre quem faz presencial\u201d, explicou Carla. \u201cEsse grupo que faz supervisionado remotamente aumenta muito mais os n\u00edveis de atividade f\u00edsica intensa, que, nesse grupo, est\u00e3o associados a uma melhor sa\u00fade mental.\u201d<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, a diferen\u00e7a entre os dois tipos de aulas supervisionadas ocorre porque, neste momento da pandemia, as pessoas temem contrair o novo coronav\u00edrus na pr\u00e1tica presencial. &#8220;Os que fazem remoto indicam mais seguran\u00e7a, porque est\u00e3o sozinhos, com o profissional na tela. E quem fez presencial, mesmo mantendo dist\u00e2ncia e usando m\u00e1scara, tinha preocupa\u00e7\u00e3o com a seguran\u00e7a [de n\u00e3o se infectar com a doen\u00e7a]\u201d, falou. Al\u00e9m disso, o uso da m\u00e1scara na aula presencial pode interferir um pouco na intensidade ou no desempenho do exerc\u00edcio praticado, destacou Carla.<\/p>\n<p>Ela informou que a pesquisa ainda ser\u00e1 objeto de mais an\u00e1lises e que um dos temas a serem aprofundados \u00e9 a sa\u00fade mental. \u201cObservamos que tem pessoas que, mesmo realizando algum tipo de exerc\u00edcio, n\u00e3o conseguiram voltar para o est\u00e1gio de sa\u00fade mental melhor. Isso tem muito a ver com o fator do momento, com a falta de expectativa de que a pandemia v\u00e1 voltar ao normal no Brasil.&#8221; Segundo a pesquisadora, o estudo tamb\u00e9m dever\u00e1 ser ampliado, tentando ouvir mais pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As atividades f\u00edsicas realizadas com supervis\u00e3o profissional durante a pandemia de covid-19, sejam elas online ou presenciais, trazem mais benef\u00edcios sobre a sa\u00fade mental e f\u00edsica do que o sedentarismo ou a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios sem supervis\u00e3o. Isso \u00e9 o que demonstra um estudo feito com 344 volunt\u00e1rios e publicado na revista cient\u00edfica Psychiatry Research. 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