{"id":261738,"date":"2021-07-07T09:45:13","date_gmt":"2021-07-07T12:45:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=261738"},"modified":"2021-07-07T10:03:35","modified_gmt":"2021-07-07T13:03:35","slug":"risco-de-apagao-ameaca-reeleicao-de-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/risco-de-apagao-ameaca-reeleicao-de-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Risco de apag\u00e3o amea\u00e7a plano de reelei\u00e7\u00e3o de Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<p>No ano anterior \u00e0 elei\u00e7\u00e3o, o presidente da Rep\u00fablica enfrenta uma crise h\u00eddrica que amea\u00e7a o fornecimento de energia el\u00e9trica nas casas, com\u00e9rcios e ind\u00fastrias. At\u00e9 a\u00ed, o ano pode ser 2021 de Jair Bolsonaro ou 2001, do ent\u00e3o presidente Fernando Henrique Cardoso.<\/p>\n<p>H\u00e1 20 anos, a continua\u00e7\u00e3o do roteiro envolveu um racionamento de energia na maior parte do pa\u00eds, com a redu\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria de 20% do consumo de eletricidade. O racionamento durou at\u00e9 o in\u00edcio de 2002 e \u00e9 apontado como um importante fator para explicar a derrota do PSDB na elei\u00e7\u00e3o presidencial, quando Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, do PT, conseguiu ser eleito pela primeira vez.<\/p>\n<p>Duas d\u00e9cadas depois, o que a crise atual tem a ver com os problemas no setor el\u00e9trico que afetaram o Brasil em 2001 &#8211; e o que mudou de l\u00e1 para c\u00e1?<\/p>\n<p><strong>1. V\u00e9spera da elei\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO primeiro fator que aproxima as duas situa\u00e7\u00f5es \u00e9 o momento: as duas crises acontecem um ano antes da elei\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n<p>Especialistas do setor el\u00e9trico com experi\u00eancia na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas dizem que falar em racionamento de energia ou apag\u00e3o \u00e9 politicamente delicado em qualquer momento, mas o assunto fica ainda mais complicado perto de uma elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A experi\u00eancia em 2001 deixou um trauma em qualquer pol\u00edtico. Muitos atribuem um peso grande ao racionamento na perda da reelei\u00e7\u00e3o do partido que estava no governo (PSDB)&#8221;, diz Mauricio Tolmasquim, professor do programa de planejamento energ\u00e9tico da COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>Ele, que \u00e9 ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica e j\u00e1 foi ministro interino e secret\u00e1rio executivo (2003 a 2005) de Minas e Energia, diz que racionamento \u00e9 &#8220;palavra proibida&#8221; no governo.<\/p>\n<p>Apesar da quest\u00e3o pol\u00edtica, ele defende que, tecnicamente, diante da atual situa\u00e7\u00e3o, o ideal seria estudar os impactos de um eventual racionamento pequeno.<\/p>\n<p>&#8220;Eventualmente, os danos em termos de infla\u00e7\u00e3o podem at\u00e9 ser maiores n\u00e3o racionando&#8221;, diz. &#8220;Deveriam estudar alternativas e analisar pr\u00f3s e contras, mas nem estudo se faz porque, se vazar que tem um estudo desse, tem um impacto pol\u00edtico muito grande.&#8221;<\/p>\n<p>A doutora em economia e especialista no setor de energia Amanda Schutze diz que o &#8220;medo&#8221; da palavra racionamento &#8220;\u00e9 muito grande e atrapalha a comunica\u00e7\u00e3o com o consumidor&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante comunicar ao consumidor a possibilidade, o que est\u00e1 acontecendo. E falar em racionamento acaba que fica muito tenso &#8211; tanto por causa do resultado que foi o racionamento em termos eleitorais no passado como porque falar para uma pessoa que ela n\u00e3o vai ter eletricidade atualmente \u00e9 inaceit\u00e1vel&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Schutze, que tamb\u00e9m \u00e9 professora da PUC-Rio e coordenadora de energia do Climate Policy Initiative (CPI), avalia que &#8220;o racionamento pode fazer com que uma pessoa perca uma elei\u00e7\u00e3o, porque afeta demais no cotidiano&#8221;.<\/p>\n<p>Diante das compara\u00e7\u00f5es, o pr\u00f3prio ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez men\u00e7\u00e3o \u00e0 crise de 2001 em pronunciamento na TV. Ele disse que o atual quadro gerado pela escassez de chuvas &#8220;provocou a natural preocupa\u00e7\u00e3o de muitos brasileiros com a possibilidade de racionamento de energia, como aconteceu em 2001&#8221;.<\/p>\n<p>Depois de dizer que o sistema el\u00e9trico brasileiro evoluiu muito nos \u00faltimos anos, o ministro pediu o uso consciente e respons\u00e1vel de \u00e1gua e energia e concluiu dizendo que estava, &#8220;com serenidade&#8221;, &#8220;tranquilizando a todos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>2. Falta de chuvas<\/strong><br \/>\nA hidrologia ruim (ou, simplesmente, a falta de chuvas) \u00e9 outro importante fator em comum da crise de 2001 com a atual.<\/p>\n<p>H\u00e1 vinte anos, a estiagem prolongada, que reduziu n\u00edveis dos principais reservat\u00f3rios de \u00e1gua no pa\u00eds, era apontada como um dos motivos para a crise.<\/p>\n<p>Agora, o governo federal aponta que a escassez de \u00e1guas que hoje atinge os reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas, principalmente no Sudeste e no Centro-Oeste, \u00e9 a maior dos \u00faltimos 91 anos.<\/p>\n<p>E os reservat\u00f3rios dessa regi\u00e3o s\u00e3o extremamente importantes para o sistema el\u00e9trico, como explica Tolmasquim.<\/p>\n<p>&#8220;O n\u00edvel dos reservat\u00f3rios das regi\u00f5es Norte, Nordeste e Sul est\u00e3o relativamente bem, mas o grande problema \u00e9 que estes reservat\u00f3rios s\u00e3o pequenos em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho do Brasil. O grande reservat\u00f3rio, a grande caixa d&#8217;\u00e1gua do sistema el\u00e9trico brasileiro, est\u00e1 na regi\u00e3o Sudeste\/Centro-Oeste, que concentra 70% da capacidade de armazenamento do sistema.&#8221;<\/p>\n<p>Schutze defende que, apesar da import\u00e2ncia, esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator para explicar a crise atual.<\/p>\n<p>&#8220;Uma crise nunca \u00e9 causada por uma \u00fanica coisa &#8211; \u00e9 por muitos fatores juntos. E a\u00ed, quando voc\u00ea n\u00e3o faz um bom planejamento, voc\u00ea pode torcer para chover muito e tudo dar certo no final. Mas um sistema como o nosso n\u00e3o pode contar com isso, tem que ser feito para conseguir operar em momento de hidrologia ruim&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Nem o fato de ser a pior hidrologia em nove d\u00e9cadas, segundo ela, justifica a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A gente j\u00e1 est\u00e1 tendo essa baixa dos reservat\u00f3rios h\u00e1 mais de nove anos. Ent\u00e3o isso vem vindo, n\u00e3o \u00e9 coisa que pegou todo mundo de surpresa.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Existe falha no planejamento. \u00c9 necess\u00e1rio tomar a decis\u00e3o de utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua armazenada hoje em detrimento de sua utiliza\u00e7\u00e3o no futuro. Quando ocorre a decis\u00e3o de manter, as termel\u00e9tricas s\u00e3o acionadas. No entanto, as t\u00e9rmicas n\u00e3o foram acionadas no per\u00edodo adequado. Esse atraso colaborou para o esvaziamento dos reservat\u00f3rios e a situa\u00e7\u00e3o atual&#8221;, diz Schutze.<\/p>\n<p><strong>3. Sistema mais robusto<\/strong><br \/>\nSe o timing eleitoral e a falta de chuvas s\u00e3o semelhan\u00e7as entre as duas crises, uma importante diferen\u00e7a \u00e9 que as condi\u00e7\u00f5es de oferta de energia melhoraram depois da crise energ\u00e9tica dos anos 2000.<\/p>\n<p>Tolmasquim diz que o sistema el\u00e9trico hoje \u00e9 muito mais robusto e resiliente do que em 2001. &#8220;Entre 2001 e 2020, a capacidade instalada cresceu 133%, ao mesmo tempo em que o PIB cresceu 44%&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Outro ponto importante \u00e9 que a participa\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas \u00e9 menor hoje do que era h\u00e1 duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, segundo o Minist\u00e9rio de Minas e Energia, a depend\u00eancia das hidrel\u00e9tricas caiu de 85% para 61%, com aumento da participa\u00e7\u00e3o de fontes limpas e renov\u00e1veis, como e\u00f3lica, solar e biomassa &#8211; mas tamb\u00e9m com o aumento do uso de usinas termel\u00e9tricas com combust\u00edveis f\u00f3sseis, mais caras e poluentes.<\/p>\n<p>A terceira explica\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 melhora do sistema est\u00e1 na transmiss\u00e3o da energia.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, ele aponta, a capacidade do Sul de enviar energia para Sudeste e Centro-Oeste aumentou 61%. Ao mesmo tempo, a capacidade de o Norte e o Nordeste levarem energia para o Sudeste e Centro-Oeste aumentou 14 vezes.<\/p>\n<p>Apesar desses avan\u00e7os na oferta de energia, h\u00e1 uma s\u00e9rie de pol\u00edticas (&#8220;a\u00e7\u00f5es de efici\u00eancia energ\u00e9tica e de resposta da demanda&#8221;) que deixaram de ser aplicadas ou foram aplicadas de forma n\u00e3o satisfat\u00f3ria, segundo Amanda Schutze.<\/p>\n<p>&#8220;Toda a nossa pol\u00edtica de efici\u00eancia energ\u00e9tica nunca foi baseada num planejamento de longo prazo &#8211; ela sempre ocorreu em rea\u00e7\u00e3o \u00e0 dificuldade de atendimento da demanda de eletricidade&#8221;, diz a professora.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ar na \u00e1rea de efici\u00eancia energ\u00e9tica seria uma forma, diz ela, de conseguir melhorias consistentes e duradouras no consumo de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Schutze aponta a necessidade de uma moderniza\u00e7\u00e3o no setor. Um dos pontos levantados por ela \u00e9 o modelo de remunera\u00e7\u00e3o das distribuidoras de energia, baseado na quantidade de energia consumida.<\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea tiver uma redu\u00e7\u00e3o (no consumo de energia), a distribuidora, momentaneamente, perde (at\u00e9 ela conseguir ter o pr\u00f3prio pr\u00f3ximo reajuste). O fato dela receber e poder ganhar em cima da quantidade de energia vendida faz com que ela n\u00e3o tenha incentivo de promover pol\u00edticas que fa\u00e7am com que voc\u00ea reduza a quantidade demandada de eletricidade&#8221;, diz a professora.<\/p>\n<p>Em vez dessa tarifa, Schutze sugere uma que seja baseada em uma parte fixa (independente da quantidade de energia consumida) e uma vari\u00e1vel.<\/p>\n<p>Uma pol\u00edtica que Schutze considera boa, mas destaca que &#8220;n\u00e3o engrenou&#8221; no Brasil, \u00e9 a tarifa branca. Ela diz que a maioria dos brasileiros desconhece essa op\u00e7\u00e3o, que, diferente da modalidade convencional (valor \u00fanico de tarifa), possui valores diferentes ao longo do dia.<\/p>\n<p>A tarifa mais elevada \u00e9 no hor\u00e1rio de pico e a mais baixa nos hor\u00e1rios de menor consumo. Isso significa que a tarifa branca \u00e9 indicada para quem consegue concentrar seu consumo nos per\u00edodos fora de pico &#8211; como uma pessoa que trabalha fora de casa em um hor\u00e1rio que abrange o fim da tarde e in\u00edcio da noite, deixando de consumir energia nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>4. Depend\u00eancia maior<\/strong><br \/>\nO setor el\u00e9trico brasileiro ficou mais robusto na oferta de energia, mas tamb\u00e9m estamos cada vez mais dependentes de energia el\u00e9trica. E \u00e9 por isso que os especialistas dizem que apag\u00f5es e um eventual racionamento afetariam ainda mais o cotidiano dos brasileiros hoje do que afetou em 2001.<\/p>\n<p>&#8220;Imagina voc\u00ea chegar para algu\u00e9m e falar que vai acontecer o que aconteceu no come\u00e7o dos anos 2000 &#8211; que a gente vai ter que reduzir o consumo em 20%? Imagina a gente, trabalhando de casa, reduzir o consumo de eletricidade em 20%? Nossa vida depende disso&#8221;, diz Schutze. &#8220;Em termos pol\u00edticos, hoje falar de racionamento \u00e9 bem mais dif\u00edcil do que foi em 2000&#8221;.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 delicada porque a pr\u00f3pria recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, se acontecer, vira um ponto de press\u00e3o na quest\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira &#8211; que depende muito da eletricidade para funcionar &#8211; cresceu 1,4% em maio, na compara\u00e7\u00e3o com abril, ap\u00f3s tr\u00eas meses consecutivos de queda, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, n\u00e3o \u00e9 a s\u00f3 a conta de luz que fica mais cara. Os aumentos nas tarifas de energia tamb\u00e9m afetam o pre\u00e7o de diversos produtos e servi\u00e7os, pressionando a infla\u00e7\u00e3o em um momento de atividade muito mais fraca que o desej\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Na m\u00e3o de S\u00e3o Pedro&#8217;<\/strong><br \/>\nSe um eventual racionamento em 2021 \u00e9 uma d\u00favida, o risco de apag\u00e3o j\u00e1 \u00e9 real, confirmam os pesquisadores ouvidos pela BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Esse risco \u00e9 maior no hor\u00e1rio de pico, de 18h a 21h no per\u00edodo de inverno.<\/p>\n<p>&#8220;O consumo aumenta e a capacidade da hidrel\u00e9trica de gerar uma certa quantidade muito grande (de energia) num certo momento de tempo \u00e9 menor quando o n\u00edvel do reservat\u00f3rio est\u00e1 mais baixo&#8221;, explica Tolmasquim.<\/p>\n<p>Segundo ele, o risco que j\u00e1 existe hoje tende a subir, se n\u00e3o houver chuva suficiente.<\/p>\n<p>&#8220;Esse risco j\u00e1 existe porque os reservat\u00f3rios j\u00e1 est\u00e3o baixos e, conforme baixar mais, vai aumentando esse risco. Mas n\u00e3o quer dizer que vai acontecer, \u00e9 claro. Existe probabilidade, um risco maior do que o normal.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;E tamb\u00e9m, como a gente tem que usar muito a linha de transmiss\u00e3o, apesar de todos os refor\u00e7os, voc\u00ea sempre pode ter de as linhas ficarem muito carregadas em algum momento e isso tamb\u00e9m aumenta o risco.&#8221;<\/p>\n<p>Outra certeza \u00e9 que a crise no setor continuar\u00e1 a ser sentida pelos consumidores, no m\u00ednimo, por meio da conta de luz. O aumento dos custos &#8211; como do acionamento de termel\u00e9tricas e da manuten\u00e7\u00e3o da tarifa verde em 2020 devido \u00e0 pandemia &#8211; continuar\u00e1 a ser sentido pelos consumidores.<\/p>\n<p>No fim de junho, a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) aprovou o reajuste de 52% na bandeira tarif\u00e1ria vermelha patamar 2, que \u00e9 a cobran\u00e7a adicional nas contas de luz quando aumenta o custo de produ\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>&#8220;Esse reajuste que foi feito n\u00e3o vai cobrir ainda todos os custos, teria que ser maior. Ent\u00e3o, provavelmente ainda ter\u00e1 outro ajuste esse ano. Se n\u00e3o houver esse ano, vai ter que ter um ajuste maior em 2022 para compensar o que n\u00e3o foi coberto&#8221;, diz Tolmasquim.<\/p>\n<p><strong>E as chuvas?<\/strong><br \/>\n&#8220;Quanto \u00e0 situa\u00e7\u00e3o hidrol\u00f3gica, vai depender muito de como vai ser a partir de novembro. Se tivermos um bom ver\u00e3o, os reservat\u00f3rios v\u00e3o se recuperar, pode desligar algumas t\u00e9rmicas, e pode voltar eventualmente para bandeira verde ou amarela. Mas estamos na m\u00e3o de S\u00e3o Pedro&#8221;, diz o professor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano anterior \u00e0 elei\u00e7\u00e3o, o presidente da Rep\u00fablica enfrenta uma crise h\u00eddrica que amea\u00e7a o fornecimento de energia el\u00e9trica nas casas, com\u00e9rcios e ind\u00fastrias. At\u00e9 a\u00ed, o ano pode ser 2021 de Jair Bolsonaro ou 2001, do ent\u00e3o presidente Fernando Henrique Cardoso. 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