{"id":264307,"date":"2021-07-27T15:12:35","date_gmt":"2021-07-27T18:12:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=264307"},"modified":"2021-07-27T15:29:54","modified_gmt":"2021-07-27T18:29:54","slug":"debaixo-dos-lirios-do-quintal-estava-a-ossada-da-senhoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/debaixo-dos-lirios-do-quintal-estava-a-ossada-da-senhoria\/","title":{"rendered":"Debaixo dos l\u00edrios do quintal estava a ossada da senhoria"},"content":{"rendered":"<p>Em agosto de 2018, F\u00e1tima*, Roberto* e os dois filhos se mudaram para uma casa em Ubatuba, no litoral norte de S\u00e3o Paulo.A fam\u00edlia escolheu o im\u00f3vel por ser aconchegante e espa\u00e7oso e ter um aluguel mais barato do que outros do bairro. A partir da\u00ed h\u00e1 mist\u00e9rio no ar, revelado em reportagem da <em>BBC News<\/em>, digna de enigma a ser entregue a Sherlock Holmes.<\/p>\n<p>Antes de se mudar, eles souberam que a dona da casa, que j\u00e1 tinha morado ali, estava sumida desde agosto de 2013. A fam\u00edlia estranhou, mas n\u00e3o desistiu de alugar a resid\u00eancia. Luzia*, a propriet\u00e1ria, desapareceu aos 62 anos. A pol\u00edcia investigou, mas n\u00e3o tinha conseguido at\u00e9 ent\u00e3o esclarecer o caso.<\/p>\n<p>Nos primeiros meses, os filhos do casal faziam piada dizendo que a dona do im\u00f3vel estava enterrada ali. &#8220;Era brincadeira de molecada, sabe?&#8221;, diz Roberto \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Em janeiro deste ano, a fam\u00edlia descobriu que era verdade. Roberto e o filho mais velho mexiam no jardim quando viram um tecido enterrado. Cavaram ali e encontraram a ossada de Luzia.<\/p>\n<p>A descoberta apavorou a fam\u00edlia e levou \u00e0 reabertura da investiga\u00e7\u00e3o do desaparecimento da propriet\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>A casa em Ubatuba<\/strong><br \/>\nH\u00e1 cinco anos, F\u00e1tima e Roberto decidiram se mudar com os filhos para Ubatuba. Depois de morarem em um apartamento e uma casa, eles foram em busca de um im\u00f3vel mais espa\u00e7oso.<\/p>\n<p>O casal visitou a casa de Luzia e foi informado do sumi\u00e7o dela. &#8220;Achei estranho e n\u00e3o gostei muito. Mas a corretora insistia muito, porque acho que ningu\u00e9m queria morar ali&#8221;, comenta F\u00e1tima.<\/p>\n<p>&#8220;A princ\u00edpio, a gente at\u00e9 pensou que ela estivesse viva em algum lugar e perdida&#8221;, relembra Roberto.<\/p>\n<p>O casal concluiu que a resid\u00eancia de Luzia era a melhor op\u00e7\u00e3o, porque &#8220;casava com as necessidades&#8221; da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel pela casa \u00e9 um irm\u00e3o da mulher desaparecida. Ele assumiu o im\u00f3vel, que ficou abandonado ap\u00f3s o sumi\u00e7o de Luzia.<\/p>\n<p>O aluguel da propriedade estava a cargo de uma imobili\u00e1ria, e, antes de F\u00e1tima e Roberto, outra fam\u00edlia j\u00e1 tinha vivido ali.<\/p>\n<p>Nas primeiras semanas na nova casa, a F\u00e1tima e sua fam\u00edlia souberam um pouco mais sobre a antiga propriet\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos conhecidos perguntaram se t\u00ednhamos not\u00edcias dela. Quando a gente explicava que n\u00e3o a conhecia, eles come\u00e7avam a contar coisas sobre a Luzia&#8221;, diz F\u00e1tima.<\/p>\n<p>&#8220;Falaram que ela gostava muito de animais e tinha gatos, que era solit\u00e1ria, tinha depress\u00e3o e tomava rem\u00e9dios&#8221;, relembra F\u00e1tima. Com o passar dos meses, os coment\u00e1rios dos vizinhos diminu\u00edram.<\/p>\n<p>Os novos moradores foram se convencendo de que tinham feito uma boa escolha. &#8220;N\u00e3o \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o nova, mas \u00e9 muito espa\u00e7osa, e a localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 boa&#8221;, diz F\u00e1tima.<\/p>\n<p>Mas duas coisas incomodavam: a sombra em alguns c\u00f4modos e o excesso de umidade no corredor. Roberto explica que o motivo disso eram as plantas do jardim, que estavam ali muito antes da chegada da fam\u00edlia. &#8220;Eram altas, subiam at\u00e9 o telhado&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c0s vezes, eu tentava puxar ou cortar, mas n\u00e3o dava muito certo&#8221;, comenta F\u00e1tima.<\/p>\n<p>O jardim tem cerca de 45 cent\u00edmetros de largura e fica em uma \u00e1rea estreita, ao lado do muro, no corredor lateral da casa.<\/p>\n<p>O trecho final do jardim, no fundo do terreno, tinha uma particularidade: em pouco mais de um metro de comprimento, havia alguns l\u00edrio da paz e tijolos para separar a \u00e1rea das plantas da parte cimentada do corredor.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s mais de dois anos na casa, Roberto e o filho mais velho retiraram todas as plantas. Em seguida, limparam o local e encomendaram grama para colocar em toda a extens\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A princ\u00edpio, a gente n\u00e3o queria mexer no jardim porque a casa n\u00e3o \u00e9 nossa, e as plantas at\u00e9 eram bonitas. Mas decidimos fazer isso porque nosso cachorrinho ficava rolando na terra do jardim e entrava em casa cheirando muito mal. Al\u00e9m disso, a gente ficava incomodado porque ali reunia bastante caramujo&#8221;, diz F\u00e1tima.<\/p>\n<p>Na tarde de 13 de janeiro deste ano, Roberto e o primog\u00eanito preparavam o solo para a grama quando viram um peda\u00e7o de tecido saindo da terra, na parte final do jardim, onde haviam acabado de retirar os l\u00edrios da paz.<\/p>\n<p><strong>Ossada no jardim<\/strong><br \/>\nA princ\u00edpio, pai e filho pensaram que pudesse ser um peda\u00e7o de pano deixado no local anos atr\u00e1s. &#8220;Mas puxei e vi que era algo pesado&#8221;, relembra Roberto.<\/p>\n<p>Os dois come\u00e7aram a retirar a terra com uma enxada. Logo notaram que era maior do que o esperado. &#8220;Sabe quando d\u00e1 aquele frio na espinha? Olhei pro meu filho e falei: &#8216;ser\u00e1 que enterraram algum animal aqui?'&#8221;, diz Roberto.<\/p>\n<p>Quando terminaram de cavar, viram um edredom enterrado. &#8220;Peguei uma ponta, e meu filho, outra. Estava bem pesado. A gente tirou do buraco, e quando abri, saiu toda a ossada&#8221;, conta Roberto.<\/p>\n<p>&#8220;Na hora, falei: achamos a dona da casa. Fiquei sem rea\u00e7\u00e3o. Foi horr\u00edvel, voc\u00ea n\u00e3o quer acreditar que aquilo t\u00e1 acontecendo contigo. Parece que o tempo congela. Passa um milh\u00e3o de coisas na cabe\u00e7a. Perde o ch\u00e3o&#8221;, diz Roberto.<\/p>\n<p>&#8220;Parecia um filme. Fiquei em choque&#8221;, diz o filho mais velho do casal.<\/p>\n<p>F\u00e1tima, que chegava do trabalho no momento, lembra: &#8220;Fiquei pensando: o que ser\u00e1 que aconteceu aqui? Ser\u00e1 que cortaram ela dentro de casa? N\u00e3o sei o que aconteceu aqui dentro, e vivemos em um lugar desses&#8221;.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia foi chamada. Uma representante da imobili\u00e1ria foi ao local e comunicou parentes de Luzia do fato. A not\u00edcia se espalhou.<\/p>\n<p>Um item junto \u00e0 ossada apontava se tratar de Luzia: uma pr\u00f3tese met\u00e1lica para a coluna \u2014 que a idosa usava desde que passou por uma cirurgia, segundo uma amiga dela.<\/p>\n<p>Depois, uma an\u00e1lise da arcada dent\u00e1ria confirmou que era realmente a antiga dona da casa.<\/p>\n<p><strong>Investiga\u00e7\u00e3o do crime<\/strong><br \/>\nSegundo a pol\u00edcia, at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o havia qualquer suspeita de que Luzia pudesse estar enterrada no quintal da pr\u00f3pria casa.<\/p>\n<p>Os l\u00edrio da paz e tijolos deixados especificamente onde ela estava enterrada deixam a impress\u00e3o em quem acompanha o caso de que foram uma tentativa de dificultar a localiza\u00e7\u00e3o do restos mortais da idosa.<\/p>\n<p>F\u00e1tima e Roberto acreditam que se n\u00e3o fizessem a mudan\u00e7a no jardim, a ossada de Luzia ficaria enterrada ali por muito mais tempo ou talvez nunca fosse achada.<\/p>\n<p>Quando a Pol\u00edcia Civil de Ubatuba reabriu a investiga\u00e7\u00e3o sobre o desaparecimento de Luzia, foi primeiro instaurado um inqu\u00e9rito sobre o material encontrado no jardim.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o de que se tratava de Luzia, o inqu\u00e9rito sobre o desaparecimento dela, aberto em 2013, foi desarquivado, e os dois procedimentos passaram a ser conduzidos em conjunto.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o do desaparecimento de Luzia come\u00e7ou em agosto de 2013. Os vizinhos haviam estranhado o sumi\u00e7o da mulher, n\u00e3o conseguiram contato com ela e acionaram a pol\u00edcia, que come\u00e7ou as buscas e abriu um inqu\u00e9rito para apurar o caso.<\/p>\n<p>Uma das pistas encontradas na \u00e9poca foi o carro de Luzia, localizado em um outro bairro. No ve\u00edculo, que tinha sido abandonado ap\u00f3s uma batida, estavam objetos pessoais de Luzia.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, policiais foram \u00e0 casa em busca de pistas, sem sucesso. Os familiares, que moram em outras partes do pa\u00eds, acompanharam a investiga\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Vizinhos e conhecidos prestaram depoimento. Eles disseram que Luzia era uma simp\u00e1tica e querida por muitas pessoas.<\/p>\n<p>Professora aposentada, ela era solteira, n\u00e3o tinha filhos e morava sozinha. Uma das suas paix\u00f5es eram os gatos.<\/p>\n<p>Em sua conta no Facebook, ela compartilhava v\u00e1rias fotos dos animais e demonstrava ser apaixonada por dan\u00e7a e pelo mar. O perfil tamb\u00e9m mostra como seu desaparecimento causou preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Cad\u00ea voc\u00ea?&#8221;, escreveu uma mulher. Outra amiga comentou sobre a saudade da professora aposentada. &#8220;Onde quer que voc\u00ea esteja, muita paz. Olhe por n\u00f3s&#8221;, escreveu.<\/p>\n<p>&#8220;Muitas saudades. Uma amiga inesquec\u00edvel. Algu\u00e9m teria alguma not\u00edcia dela?&#8221;, perguntou outra mulher.<\/p>\n<p>&#8220;Esta \u00e9 Luzia*, arte educadora, professora de ingl\u00eas, est\u00e1 desaparecida, seu carro foi roubado e encontrado batido. Se algu\u00e9m souber algo, por favor comunique \u00e0 pol\u00edcia&#8221;, compartilhou uma outra mulher.<\/p>\n<p>Os amigos e familiares conviviam com a falta de respostas sobre o desaparecimento. A investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguiu concluir se ela tinha sido assassinada ou deixado sua casa por vontade pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia apurou desaven\u00e7as que a idosa tinha. Algumas pessoas chegaram a ser investigadas porque &#8220;poderiam ter algum motivo para prejudic\u00e1-la&#8221;, segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo, mas sem nenhuma prova conclusiva.<\/p>\n<p>Foi apurada a possibilidade de a idosa ter sido v\u00edtima de um latroc\u00ednio \u2014 quando uma pessoa \u00e9 morta em raz\u00e3o de um roubo \u2014, mas a suspeita n\u00e3o foi comprovada.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2020, o Minist\u00e9rio P\u00fablico pediu o arquivamento do inqu\u00e9rito porque n\u00e3o havia, at\u00e9 ent\u00e3o, &#8220;vest\u00edgios materiais que permitissem inferir com seguran\u00e7a que ela teria sido alvo de um ataque&#8221;.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m foi preso, e o desaparecimento seguiu como um mist\u00e9rio at\u00e9 janeiro passado. Ap\u00f3s a localiza\u00e7\u00e3o da ossada, o Minist\u00e9rio P\u00fablico pediu o desarquivamento da investiga\u00e7\u00e3o, e novas testemunhas foram ouvidas.<\/p>\n<p>&#8220;Depois que o corpo foi encontrado, foi poss\u00edvel esclarecer mais coisas&#8221;, diz o delegado Bruno de Azevedo Arag\u00e3o, atual respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>A per\u00edcia na ossada n\u00e3o apontou ind\u00edcios de que Luzia tenha sido assassinada a tiros ou facadas. A suspeita \u00e9 de que tenha sido estrangulada e, depois, enterrada no jardim.<\/p>\n<p>&#8220;Havia a esperan\u00e7a de identificar que ela foi v\u00edtima de estrangulamento, porque normalmente h\u00e1 fratura no pesco\u00e7o. Mas a per\u00edcia n\u00e3o conseguiu chegar a essa conclus\u00e3o, por causa da esqueletiza\u00e7\u00e3o (fase avan\u00e7ada da decomposi\u00e7\u00e3o dos restos mortais)&#8221;, diz o delegado.<\/p>\n<p>&#8220;Como n\u00e3o foi detectada marca de bala ou faca, eu ainda acredito em estrangulamento. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 um diagn\u00f3stico fechado, at\u00e9 porque n\u00e3o conseguimos isso com a per\u00edcia por conta do tempo (que ela permaneceu enterrada)&#8221;, acrescenta Arag\u00e3o.<\/p>\n<p>A ossada foi encaminhada para os familiares de Luzia, que foi cremada. A reportagem entrou em contato com parentes dela, que n\u00e3o quiseram conceder entrevista.<\/p>\n<p>Por meio de um advogado, disseram que t\u00eam acompanhado a investiga\u00e7\u00e3o e acreditam que logo haver\u00e1 puni\u00e7\u00e3o a quem cometeu o crime.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, a pol\u00edcia n\u00e3o sabe se o crime foi praticado por uma \u00fanica pessoa ou se envolveu mais gente.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 de que a investiga\u00e7\u00e3o seja conclu\u00edda em, aproximadamente, um m\u00eas. O delegado diz que pretende ent\u00e3o esclarecer os detalhes do crime e indiciar os envolvidos.<\/p>\n<p>Para a fam\u00edlia de F\u00e1tima e Roberto, a descoberta foi perturbadora. &#8220;Depois, a gente ficou imaginando ela sendo morta e arrastada para o quintal&#8221;, diz a mulher.<\/p>\n<p>Ela conta que passou a evitar o local em que a ossada foi encontrada. &#8220;\u00c0s vezes, ainda olho para o lugar e fico imaginando como tudo ocorreu. N\u00e3o gosto de ficar pensando nisso, n\u00e3o&#8221;, diz F\u00e1tima.<\/p>\n<p>&#8220;Ficamos bem assustados, mas vamos seguindo, trabalhando e na correria da vida vamos levando&#8221;, diz Roberto.<\/p>\n<p>Hoje, os pais acham que as piadas que os filhos faziam sobre a possibilidade de Luzia estar enterrada no local foi uma esp\u00e9cie de &#8220;intui\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>A forma como os filhos do casal enxergam a resid\u00eancia mudou. &#8220;A mais nova \u00e9 a que tem mais medo. Por ela, ter\u00edamos sa\u00eddo dessa casa em janeiro&#8221;, comenta F\u00e1tima.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia cogitou se mudar, mas desistiu da ideia. &#8220;Mas a gente n\u00e3o ficou em paz aqui, n\u00e3o&#8221;, desabafa F\u00e1tima.<\/p>\n<p>F\u00e1tima e Roberto torcem para que a morte de Luzia seja esclarecida. Para os dois, a hist\u00f3ria da mulher sempre far\u00e1 parte das lembran\u00e7as deles e dos filhos. &#8220;\u00c9 algo tr\u00e1gico e marcante, que ir\u00e1 nos acompanhar&#8221;, diz Roberto.<\/p>\n<p>No entanto, o casal, que \u00e9 cat\u00f3lico, conversou com um padre e diz que passou a enxergar a situa\u00e7\u00e3o como um &#8220;prop\u00f3sito de Deus&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O corpo dessa mulher estava escondido e indigno. N\u00e3o teve nem sepultamento, e a fam\u00edlia n\u00e3o tinha certeza se ela estava viva ou morta. Essa descoberta colocou luz em uma situa\u00e7\u00e3o que estava nas trevas&#8221;, afirma Roberto.<\/p>\n<p>Roberto conta que plantou duas orqu\u00eddeas onde Luzia havia sido enterrada. Menos de uma semana depois, uma delas floriu. Para a fam\u00edlia, foi uma esp\u00e9cie de agradecimento.<\/p>\n<p>*Nomes alterados para proteger as identidades dos membros da fam\u00edlia e da propriet\u00e1ria da casa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em agosto de 2018, F\u00e1tima*, Roberto* e os dois filhos se mudaram para uma casa em Ubatuba, no litoral norte de S\u00e3o Paulo.A fam\u00edlia escolheu o im\u00f3vel por ser aconchegante e espa\u00e7oso e ter um aluguel mais barato do que outros do bairro. 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